NFL

Destinos (alguns malucos) para sete quarterbacks da NFL em 2020

Avião

A offseason de 2020 da National Football League promete ser bastante movimentada para os quarterbacks. Isto porque, especialmente neste ano, vários times estão em busca de QBs e outros que já têm um signal caller parecem estar pensando em mudar de líder de ataque.

Foi assim que tivemos a ideia de um texto inusitado aqui no Quinto Quarto. Selecionamos sete quarterbacks (alguns deles que realmente devem sair de seus times atuais) e escolhemos sete destinos para eles. Na verdade, um deles deixamos exatamente onde ele está.

Neste conteúdo, nós não vamos tentar prever o futuro ou focar em encaixes tão táticos e tudo mais. Mas, sim, vamos colocar cada QB em uma franquia que julgamos interessante e explicar rapidamente o porquê.

A ideia aqui é abalar as estruturas e criar uma realidade alternativa sadia e bem divertida. Então, antes de sair xingando mentalmente todas as atuais e próximas gerações da minha família, leia e pense se você julga que seria um encaixe interessante ou não.

E, obviamente, sinta-se livre para fazer o mesmo exercício e trocar os QBs de times (até mesmo alguns que não estão nesta lista). Compartilhe conosco as suas ideias, através das nossas redes sociais (vale até mandar direct no Instagram…).

Espero que goste do texto e que ele aguce a sua imaginação…

Tom Brady

Destino: Las Vegas Raiders

Bem, todos sabemos que a chance de Tom Brady permanecer no New England Patriots é enorme, no final das contas. Mas já imaginou o camisa 12 fazendo uma mudança brusca para defender os Raiders na primeira temporada da franquia em Las Vegas?

Seria um splash total!

Rumores, inclusive, já ganharam mais força desde que Mark Davis, dono da organização, se encontrou com o QB durante um evento do UFC em Vegas.

Seria sensacional para os Raiders, que trariam um QB de peso para o lugar de Derek Carr. E, ao mesmo tempo, seria um desafio interessante para Brady. Aos 43 anos de idade (ele faz aniversário em agosto), ele teria a chance de mostrar seu talento na capital mundial do entretenimento. De quebra, ele ainda trabalharia com Jon Gruden, conhecido por ser um guru de QBs e um treinador de mentalidade ofensiva, ao contrário de Bill Belichick.

E aí, Brady, aceitaria o desafio de liderar um ataque com peças como o running back Josh Jacobs e os wide receivers Hunter Renfrow e Tyrell Williams? E de provar que consegue tirar os Raiders desse limbo eterno?

Ryan Tannehill

Destino: ficar no Tennessee Titans

Bem, aqui eu resolvi manter os pés no chão. O melhor destino de Ryan Tannehill em 2020 é permanecer onde ele já está.

Em Nashville, o camisa 17 chutou o traseiro (vamos ser educados aqui) de Marcus Mariota e tomou as rédeas do ataque da equipe comandada por Mike Vrabel. De quebra, ele teve a melhor temporada de sua carreira em produtividade geral.

Após sete temporadas de altos e baixos (mais baixos) no Miami Dolphins, Tannehill chegou aos Titans em 2019 e, em 12 jogos na temporada regular (10 como titular), ele completou 70,3% de seus passes (maior marca da carreira) para 2.742 jardas, 22 touchdowns e seis interceptações (menor marca na NFL). Sua média foi de 9,6 jardas por tentativa e o passer rating foi um 117.5, maiores marcas de sua trajetória na liga.

Ryan é o dono do ataque dos Titans e deve ser (muito bem) recompensado por isso com um contrato novo nesta offseason. Imaginar algo diferente seria um absurdo neste momento.

Philip Rivers

Destino: Tampa Bay Buccaneers

Philip Rivers e o Los Angeles Chargers já anunciaram oficialmente o ‘divórcio’ nesta semana. E isto abre caminho para o quarterback de 38 anos de idade buscar novos ares.

Aproveitando que, em janeiro, ele se mudou com a família (e seus 272 filhos) para a Flórida, que tal pegar uma franquia que tem bons motivos para trocar de QB em 2020?

OK, trocar um QB jovem como Jameis Winston por um signal caller que tem mais dois anos no máximo na NFL seria algo não muito inteligente à primeira vista. Mas daria tempo suficiente para os Bucs pensarem em um líder de ataque para o futuro.

Os Buccaneers receberiam um quarterback apaixonado pelo esporte (isto é inegável) e, de quebra, ele ainda trabalharia com um monstro de desenvolvimento de QBs como Bruce Arians. Ele teria um braço forte à sua disposição e a vontade de mostrar serviço que Rivers possui.

É difícil pensar em mudar de um Winston que vem de uma temporada 2019 com 33 TDs e 30 INTs (primeiro a conseguir esse feito ‘brilhante’) e receber um que sofreu 20 interceptações e passou para 23 TDs. Mas Rivers chegaria motivado e com Mike Evans e Chris Godwin à disposição.

Nada mal…

Jameis Winston

Destino: Los Angeles Chargers

Bem, já que levamos Rivers aos Bucs, vamos colocar o atual QB dos Bucs em outro time. E… QUE TAL O EX-TIME DE PHILIP RIVERS?

Um troca-troca interessante (pare de pensar bobagem, seu pervertido…)

Mudando da costa leste para a costa oeste, Winston teria um time talentoso à sua disposição e uma franquia que teria certa paciência para lapidá-lo. Uma mudança de ares também seria interessante para ele esquecer a pecha de rei dos turnovers.

Winston tem braço e, agora, depois de uma cirurgia no olho, uma visão nova. Se ele não parar de lançar bolas em cima de cobertura tripla, aí o problema deve ser nos parafusos dentro da cabeça do quarterback.

Anthony Lynn é um técnico de mentalidade ofensiva e duvido muito que ele não esfregaria as mãos para receber um QB de 26 anos de idade, já com cinco temporadas de experiência na NFL nas costas e vindo de uma temporada com 5.109 jardas lançadas e 33 TDs (vamos esquecer um pouco as 30 INTs).

Valeria ao menos um teste de uns dois anos sem muito compromisso. E o pior é que acho que teria muitas chances de dar certo. Se não der, pé na bunda dele em 2022…

Cam Newton

Destino: Miami Dolphins

O destino de Cam Newton no Carolina Panthers ainda é incerto. O quarterback quer ficar, o general manager Marty Hurney e o proprietário David Tepper tão dando uma de ‘Johnny Armless’ (João Sem Braço, para os que não entenderam a piadinha). Mas fato é que parece que uma separação se aproxima.

Então, que tal levar o MVP da NFL em 2015 para a Flórida e deixá-lo curtir um pouco de praia? Ele mudaria da NFC para a AFC e, ainda por cima, pegaria uma franquia sedenta por um quarterback para o futuro.

Apesar das lesões recentes, Newton ainda vai completar 31 anos de idade e o camisa 1 tem talento de sobra. O que vem impedindo que ele demonstre esse talento é as constantes idas ao DM, mas quem sabe uma nova organização não seja justamente o que o QB precisa.

Os Dolphins pretendem manter Ryan Fitzpatrick para 2020 e podem até draftar um QB, mas confesso que seria bem legal ver Newton recomeçando em Miami.

O head coach Brian Flores provavelmente receberia Newton de braços abertos e, caso resgatasse o signal caller da péssima fase que ele vive, ainda receberia os créditos. Se não desse certo, ninguém iria criticar a tentativa, ainda mais pelo fato de Newton provavelmente estar disposto a aceitar um contrato menos pesado para ‘renascer’ na NFL.

Andy Dalton

Destino: New England Patriots

O futuro de Andy Dalton parece residir fora do Cincinnati Bengals em 2020. A franquia de Ohio pretende trabalhar juntamente com o quarterback para viabilizar uma troca. E tudo com muito tato, já que Dalton conquistou o respeito absoluto em Cincinnati.

Então, já que estamos colocando Brady em Las Vegas, nada melhor do que enviar Dalton para o New England Patriots. Seria extremamente respeitoso com ele e algo no mínimo curioso para os Pats.

Sem um sucessor de Brady à disposição no elenco atual, Bill Belichick receberia um quarterback ainda no começo de seus 30 anos (Dalton fará 33 em outubro) e um signal caller que já foi três vezes para o Pro Bowl.

O ruivo é trabalhador, já teve uma temporada muito boa na NFL (em 2015, quando lançou para 3.250 jardas, 25 TDs e apenas sete INTs) e tem alguma experiência em playoffs (quatro jogos ruins, mas em um time comandado por Marvin Lewis, né?).

Dalton também perdeu apenas 11 jogos desde que entrou na liga, em 2011, e é o típico QB sobre o qual Belichick, o coordenador ofensivo Josh McDaniels e companhia conseguiriam trabalhar. Não é de se descartar.

Derek Carr

Destino: Indianapolis Colts

Derek Carr é aquele quarterback ‘ame ou odeie’. Mais para a segunda opção em alguns dos últimos anos. Mas é inegável que ele tem algumas ferramentas interessantes como atleta.

Com Brady chegando aos Raiders em nossa realidade alternativa, Carr precisaria de um time para não ficar esquentando banco. E qual time da AFC está desesperado tentando resolver seu futuro pós-Andrew Luck?

(Pronto, já estraguei a minha tática João Kleberiana).

Indianapolis Colts é a resposta.

Desde que Luck anunciou que penduraria o capacete, em uma notícia chocante em 2019, os Colts resolveram abraçar Jacoby Brissett e acertar um novo contrato com ele. Acabou que a primeira temporada dele como titular absoluto acabou não sendo muito animadora: 60,8% de passes completados para 2.942 jardas, 18 TDs, seis INTs e um passer rating de 88.0.

Pode parecer nada mal, mas realmente faltou arrojo e ‘profundidade’ no ataque dos Colts com o camisa 7 liderando as ações.

Então, nada melhor do que arriscar o projeto ‘Carr 2020 aí vamos nós’.

O head coach Frank Reich, ex-coordenador ofensivo e ex-treinador de QBs, gostaria do desafio de fazer Carr chegar ao próximo patamar. E receberia um três vezes Pro Bowler. E um QB que vem da melhor temporada de sua carreira em termos estatísticos: 70,4% dos passes completados para 4.054 jardas, 21 TDs e oito INTs (passer rating de 100.8).

Eu até cheguei a ter certa desconfiança ao mandar Carr para os Colts ao montar este texto, mas não é que eu gostei da ideia?

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