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Derek Carr: “rasgou meu coração” assistir o Oakland Raiders de casa

Derek Carr, quarterback do Oakland Raiders

(Crédito: Instagram/reprodução)

O que era para ser um Natal feliz acabou ficando marcado pela tristeza. No dia 24 de dezembro, em partida contra o Indianapolis Colts, Derek Carr 2 e viu seu sonho de comandar o ataque do Oakland Raiders nos playoffs ir por água abaixo.

E, nesta terça-feira (3), em sua primeira entrevista concedida à imprensa local desde a grave lesão, o camisa 4 falou sobre o fatídico momento da contusão, sobre somo foi difícil assistir seus companheiros jogando em casa, pela TV, e reconheceu que a lesão em seu dedo mínimo sofrida durante a temporada era pior do que foi noticiado.

Carr foi questionado se, depois de assistir a replays do lance em que se lesionou, após contato do linebacker Trent Cole, ele faria algo diferente para evitar a contusão.

“É tão difícil eu responder isso”, falou o signal caller em entrevista ao programa de Greg Papa, da rádio ‘95.7 The Game’. “Em retrospectiva, sim (…) nada de ruim aconteceu até que eu tentei lutar por mais. Esse é quem eu sou. Está em mim. É o esporte mais violento que existe (…) Eu não quero dizer que eu faria algo diferentes, mas, obviamente, eu desejaria ter feito. Estar usando uma bota não é divertido. Está de muletas não é legal, (mas) eu nunca vou parar de lutar. É isso o que me trouxe neste lugar da minha carreira”, observou.

O quarterback dos Raiders também falou o quão “estranho” foi quando percebeu de maneira imediata que sua perna estava quebrada.

“Foi um sentimento assustador. Eu já rolei e rompi ligamentos do meu tornozelo. Ter uma fratura. Foi uma sensação estranha. Eu sabia que estava quebrado logo que estava sentado. Eu ouvi, ouvi aquilo. Foi uma coisa estranha e assustadora”, relembrou. “Eu sabia que haveria uma montanha para escalar e estou sempre pronto para o desafio”, garantiu.

Sem poder contar com Carr para o último jogo da temporada regular, contra o Denver Broncos, o time da Califórnia apostou no reserva Matt McGloin, mas o camisa 14 lesionou o ombro na partida e os Raiders então utilizaram o calouro Connor Cook. Os Broncos bateram o rival por 24 a 6 e a equipe de Carr perdeu a chance de vencer a divisão AFC West (o título divisional ficou com o Kansas City Chiefs).

E, como admite Derek, não foi nada fácil assistir o confronto em seu lar.

“Isso rasgou meu coração. Eu me sentei no sofá com o pé apoiado”, disse.

O camisa 4 disse que teve o plano de jogo na frente dele enquanto assistia. O veterano ainda elogiou o calouro e afirmou que Cook jogou “com grande equilíbrio” em Denver, sobretudo diante da condição de que um quarterback titular recebe “99,9%” dos snaps durante a semana de treino e Cook não.

“O jogo vai ser 10 vezes mais rápido do que será para ele daqui a uns dois anos”, frisou Carr.

Agora, para a partida contra o Houston Texans, primeiro compromisso dos Raiders nos playoffs, Connor Cook deve fazer seu primeiro jogo como titular. E, em meio a tanta pressão nas costas do novato, Derek Carr deu um conselho ao jovem companheiro.

“Temos de correr com a bola de forma eficiente e temos de ser precisos no perímetro. Se for Connor, será uma grande experiência para ele”, pontuou.

Por fim, Carr também deu mais detalhes sobre o deslocamento que sofreu no dedo mínimo no dia 27 de novembro, depois de um snap ruim do center Rodney Hudson.

“Houve uma pequena fratura, houve. Havia um monte de coisas acontecendo lá dentro. Mas eu posso dobrá-lo agora”, revelou.

Derek Carr é um dos principais cotados ao prêmio de MVP (Jogador Mais Valioso) da temporada 2016 da NFL, depois de acertar 63,8% de seus passes para 3.937 jardas e 28 touchdowns e ter sofrido somente seis interceptações em 15 jogos.

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