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Deliberação de caso de assassinatos de Aaron Hernandez deve começar na sexta

Aaron Hernandez preso

Aaron Hernandez, ex-jogador da NFL, “ficou satisfeito” em disparar contra dois homens em 2012 porque se sentiu desrespeitado depois que um deles acidentalmente derrubou sua bebida em uma boate, afirmou o promotor na quinta-feira. Mas o advogado do ex-tight end, José Baez, disse ao júri que o verdadeiro assassino é o ex-amigo de Hernandez e principal testemunha da acusação Alexander Bradley.

Durante sua argumentação, Baez chamou Bradley de “mentiroso”, o acusou de cometer “perjúrio” e o classificou como um “parasita” que recebeu “o negócio da vida” dos promotores depois que ele disse que Hernandez foi quem atirou.

O júri deverá começar suas deliberações na sexta-feira após ouvirem instruções finais sobre a lei do juiz.

Hernandez é acusado de assassinato em primeiro grau nas mortes de Safiro Furtado e Daniel de Abreu, dois imigrantes de Cabo Verde que cruzaram brevemente com ele em 16 de julho de 2012. Ele também é acusado de intimidação de vítimas e acusado de ter atirado no rosto de Bradley sete meses depois, no que os promotores dizer ser uma tentativa de silenciá-lo como testemunha do tiroteio.

“Vocês sabem quem é o assassino – o mesmo perpetrador que desencadeou o mesmo tipo de violência no único homem que poderia contar seu segredo perverso, seu amigo, Alexander Bradley”, disse o promotor Patrick Haggan.

Baez, que ganhou fama após conseguir absolvição em um famoso caso em que um pai supostamente assassinou sua filha, disse que o testemunho de Bradley estava “cheio de mentiras”, mas que os promotores ficaram com ele como sua principal testemunha porque querem vencer um caso contra um jogador da NFL.

“Alexander Bradley era o pônei de três pernas e eles iriam montar nele até a linha de chegada, não importasse o que acontecesse”, afirmou Baez.

Bradley, um traficante de dragas condenado que está cumprindo pena de cinco anos por disparar em um bar em 2014, testemunhou sobre concessão de imunidade de promotores. Ele disse que cerca de duas horas depois que ele e Hernandez deixaram a casa noturna, ele estava dirigindo quando Hernandez viu Furtado e Abreu parado no farol vermelho. A testemunha afirmou que o acusado se inclinou e gritou “e agora?” Seguindo de um insulto racial. Bradley disse que Hernandez abriu fogo, disparando contra o carro cinco vezes e continuando a puxar o gatilho depois que o pente da arma estava esvaziada.

“Esse assassino teve prazer pelo o que ele fez. Esse assassino queria que suas vítimas vissem isso (os disparos) chegando”, afirmou o promotor.

Os parentes das duas vítimas ocuparam as duas primeiras fileiras do tribunal. Uma fileira atrás estava a noiva de longa data de Hernandez, Shayanna Jenkins Hernandez, que não se casou mas assumiu o nome dele.

Hernandez já está preso pelo assassinato, em 2013, do ex-jogador de futebol americano semiprofissional Odin Lloyd, que estava namorando a irmão de Shayanna.

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