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Debaixo de neve com os Patriots: a comemoração do Super Bowl nas ruas de Boston

Tom Brady, quarterback do New England Patriots, durante a victory parade do Super Bowl LI

(Crédito: Instagram/reprodução)

Como fã de futebol americano, faltam palavras para descrever o que aconteceu no último domingo. Nas quase 48 horas desde o jogo [enquanto escrevo], a pouca razão que consegui na vitória do New England Patriots sobre o Atlanta Falcons se resume a: “sou uma testemunha de uma das maiores histórias esportivas de todos os tempos”.

Como um torcedor do New England Patriots e bostoniano por opção, falta razão para explicar o sentimento. Mas palavras não faltam. Também não faltaram às centenas de milhares de pessoas que foram para ruas de Boston, em um dia de tempo tenebroso, para celebrar o Tom Brady, Bill Belichick, James White—sim, ele merece—e companhia.

Eu fui um desses malucos que enfrentou neve, chuva e frio para ver ~de perto~ os caras que me fizerem ir do desespero à tristeza à esperança ao êxtase na noite de domingo.

“Brady, Brady, Brady, Brady…” é o que se ouvia por todos os lados em meio a outros gritos de “Chupa, Goodell” (“F*ck, Goodell”), “Vai, Gronk” (“Go, Gronk”, enquanto o tight end virava cervejas com torcedores) e “Yeah, Tommy”. Se o morador de Boston hoje tem três certezas, duas delas é que Thomas Edward Patrick Brady Jr. é o maior ser humano a pisar nessa cidade.

A outra ficou bem clara no discurso de Robert Kraft na noite do Super Bowl. “Algumas coisas aconteceram nos últimos dois anos e não necessitam muita explicação. Esse [título] é definitivamente o mais gostoso”, disse o dono da franquia, logo após receber o troféu Vince Lombardi das mãos de comissário Roger Goodell. Recado dado.

Eu confesso que senti ciúmes ao ver a parada de comemoração de Chicago após a World Series vencida pelos Cubs. Não tenho mais. É claro que não quero comparar a importância dos títulos como fã de futebol e beisebol. Mas como torcedor dos Patriots—e dos Red Sox—assistir esse Super Bowl, acompanhar o dia 7 de fevereiro de 2017, oficialmente o “New England Patriots day” no estado do Massachusetts, foi muito melhor do que imaginei.

No dia de hoje [7 de fevereiro, terça-feira], eu não alteraria uma única coisa. Nem mesmo a neve pesada, a chuva gelada e o frio—não tão frio assim, confesso. É o melhor enredo que um torcedor dos Patriots, que nunca vira o time vencer um Super Bowl por mais de 4 pontos e, quando viu, foi na maior virada de todos os tempos com direito a prorrogação; que quase viu a “maldição da recepção impossível” atacar mais vez, até que Julian Edelman reverteu-a para sempre, poderia pedir.

ps: Na parte bizarra do dia, Bill Belichick puxou um grito de “Sem dias de folgas” e a multidão não entendeu muito bem. Alguns gritaram juntos, outros se entreolharam com cara de “Ahn!?”. Ainda não me decidi qual a pior parte disso tudo: a falta de ritmo do head coach ou o semi-silêncio com risos envergonhados de alguns jogadores. A parte boa eu já sei qual é e, disso, podemos ter certeza: o New England Patriots vem mais uma vez com força na próxima temporada.

ps2: a quarta certeza de todo Bostoniano é: Pedro Martinez foi o MVP da Liga Americana em 1999. Que venha o beisebol! Queremos mais uma comemoração como a de hoje.

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