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De acabados a favoritos: Brady e Patriots vão ao sexto Super Bowl

Brady, em busca do quarto anel de Super Bowl, tem chance de entrar para a história da NFL (Crédito: Reprodução/Instagram)

Brady, em busca do quarto Super Bowl, tem chance de entrar para a história da NFL (Crédito: Reprodução/Instagram)

É improvável que alguma equipe da NFL tenha sofrido mais do que o New England Patriots após uma derrota neste ano. Ainda na semana 4 da temporada da temporada regular, a equipe de Tom Brady e Bill Belichick estava longe de ser considerada digna de uma vaga no Super Bowl. E, de fato, não era.

Àquela altura da temporada, os Pats patinavam em campo. O ataque não se encontrava, Tom Brady colocado em dúvida, a defesa não conseguia jogar bem e até Darelle Revis sofria como uma ilha diante de um um mar de ressaca.

Contra o Kansas City Chiefs, na semana 4, Brady foi interceptado duas vezes, colocado no banco no segundo tempo de um jogo desastroso. E houve quem dissesse que esse seria o fim da linha para o quarterback em Foxborough.

Ainda não se sabe o que foi pior: a derrota por 41 a 14 para os Chiefs, ou a sofrida vitória da semana 3 em cima do saco de pancadas da NFL, o Oakland Raiders, por apenas 16 a 9 – a equipe teve apenas um TD (e foi de Tom Brady) contra a defesa que mais cedeu pontos na temporada. Os Patriots ainda haviam estreado com derrota para os Dolphins.

Uma coisa, porém, é fato. A decepcionante queda para os Chiefs e a enxurrada de críticas que acompanhou foram o ponto de mudança para a equipe. A partir dali, Brady voltou a ser ele mesmo e Belichick acertou os demais setores da equipe, que entrou no trilhos, engatando sete triunfos consecutivos.

Vieram Bengals, Bills, Jets, Bears e Broncos na sequência até a Bye Week, todos derrotados. Desses cinco adversários, quatro deles caíram com os renovados Patriots marcando pelo menos 37 pontos. Apenas os Jets, rivais de divisão, deram mais trabalho: 27 a 25, com Chandler Jones bloqueando um field goal com o cronômetro zerado.

Só que a sequência de vitórias não veio sem uma alta conta. O comandante da defesa dos Pats, o linebacker Jerod Mayo, e uma das principais armas ofensivas, o running back Stevan Ridley, sofreram lesões que os tiraram da temporada.

Por outro lado, Dont’a Hightower voltou – o terceiro anista começou a temporada machucado – e assumiu a posição de liderança na defesa. Na secundária, Revis, Brandon Browner e cia passaram a formar um dos melhores conjuntos da Liga.

Logo após a semana de folga, o duelo contra o Indianapolis Colts mostrou a força da equipe de Belichick: 42 a 20 e uma partida maiúscula de Jonas Grey, running back que veio do practice squad para substituir Ridley, anotando 4 touchdowns e 201 jardas.

Daí para frente, a vida de New England foi fácil. Já classificado aos playoffs e com a 12ª temporada seguida com pelo menos 10 vitórias, a equipe ainda assegurou a condição de melhor equipe da AFC, batendo times como Detroit Lions e San Diego Chargers. As duas últimas derrotas da campanha de 12-4 foram para o Green Bay Packers, em Wisconsin, num jogo apertado, e para o Buffalo Bills, na semana 17, em jogo sem valia alguma.

Gronkowski, Blount e Edelman, partes fundamentais de um dos ataques mais potentes da NFL (Crédito: Reprodução/Instagram)

Gronk, Blount e Amendola, partes fundamentais de um dos ataques mais potentes da NFL (Crédito: Reprodução/Instagram)

Com o bye na primeira semana dos playoffs, os Patriots puderam se preparar bem para o duelo do Divisional Round. Bill Belichick teve duas semanas de treinos, uma delas pensando no Baltimore Ravens, que chegavam fortes após a rodada de Wild Card.

E foi um baita jogo no gelado Gillette Stadium, que tinha temperatura de -7 graus! Os visitantes saíram na frente e tiveram um primeiro tempo primoroso, com três touchdowns e ainda uma interceptação para cima de Tom Brady.

Também vale lembrar que os Patriots tiveram um inusitado TD corrido de seu quarterback. Danny Amendola, antes do intervalo, protagonizou um dos touchdowns mais espetaculares da pós-temporada, quebrando um tackle após um passe e voando sobre a defesa até a endzone.

Os Ravens ainda abriram 28 a 14 no início do terceiro quarto e tudo parecia perdido para o time de Foxboro. Só que a comissão técnica dos Patriots abusou do playbook: numa trick play genial, Brady deu a bola a Julian Edelman num passa para trás e o receiver de New England encontrou o companheiro Danny Amendola com um passe certeiro de 51 jardas que empatou o placar – e encheu de moral a equipe.

Quando a defesa começou a funcionar, a vitória veio. Depois de forçar um field goal dentro da redzone, a equipe da casa passou a frente com um passe mágico de Brady para Brandon LaFell: 35 a 31 e a vaga na decisão da AFC.

A partida também será lembrada por mais toque de genialidade de Bill Belichick e cia. Durante o terceiro quarto, os Patriots colocaram uma formação na linha de scrimmage que confundiu a defesa dos Ravens. Ao deixar apenas 4 especialistas de linha em campo e declarar um de seus receivers como inelegível para receber um passe, Belichick deixou os adversários sem saber o que fazer e ainda arrancou uma falta de Jim Harbaugh.

O duelo pelo título da AFC foi tão fácil quanto se imaginava. Isso porque o Denver Broncos fez o favor de perder para o Indianapolis Colts, cliente do ano dos running backs de New England. Mais um dos tão esperados duelos entre Brady e Manning não aconteceu.

Contra os Colts, a vitória foi tranquila desde o início. LeGarrette Blount, uma adição e tanto ao elenco depois de ser dispensado pelos Steelers, comandou a blitz pelo chão e, pelo segundo ano consecutivo, atropelou o time de Indianapolis. Apesar da polêmica do Deflategate, o jogo, se não foi humilhante, foi sem graça: 45 a 7 para New England e a passagem para o sexto Super Bowl da dupla Brady-Belichick.

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