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Danny Amendola afirma que proposta do New England Patriots foi bem baixa

Danny Amendola, wide receiver da NFL

(Crédito: Twitter/reprodução)

Depois de fechar com o Miami Dolphins nesta offseason, o wide receiver Danny Amendola falou pela primeira vez sobre os detalhes que o fizeram deixar o New England Patriots e mudar de ares na free agency deste ano.

Em entrevista à ‘ESPN’ norte-americana, o atleta revelou que, após três anos aceitando cortes salariais, a oferta da equipe de Foxborough foi significativamente mais baixa em comparação às outras propostas que ele recebeu.

“Eu cheguei com a mente aberta. Eu entendo que Bill (Belichick) comanda um navio apertado, e ele não é conhecido por pagar (bem) seus jogadores, realmente. Eu entendi que dei dinheiro de volta para ele, então eu poderia jogar para ele e pelos meus companheiros de equipe e cumprir a minha parte do contrato, e no final das contas, eu tinha fé de que ele ia me dar a oportunidade de ficar”, declarou o receiver ao jornalista Mike Reiss, da ‘ESPN’. “Quando a free agency começou, eu cheguei à conclusão de que ele não chegaria realmente perto de nenhuma das outras ofertas que eu tinha. Eu tive que tomar uma decisão para minha família e ir para Miami e continuar minha carreira lá”, prosseguiu.

Amendola então assinou um contrato de dois anos, com valor de US$ 12 milhões, com a franquia da Flórida. O acordo inclui US$ 8,25 milhões em bônus e garantias.

O wideout esteve em New England nesta sexta-feira (13) como convidado especial do evento ‘Relay for Life’, da Sociedade Americana de Câncer, realizado no Merrimack College, em North Andover, Massachusetts.

Falando ao público presente no evento, Amendola elogiou Belichick e o chamou de “melhor técnico da história do esporte”.

Na entrevista à ‘ESPN’, contudo, o recebedor explicou como era desafiador jogar para Belichick em alguns momentos.

“Não é fácil, isso é certo. Ele é um cuz** algumas horas. Houve muitas coisas das quais eu não gostava de jogar para ele, mas devo dizer que as coisas que não gostava foram todas em relação a melhorar o time, e eu o respeitava”, explicou. “Eu não gostava de treinar na neve, eu não gostava de treinar na chuva, mas isso nos tornaria um time de futebol americano melhor e me faria um melhor jogador de futebol americano. Não foi fácil, e ele seria o primeiro a admitir, na cerimônia do anel (de Super Bowl), que não era fácil jogar para ele. Mas o ponto central é que estávamos na cerimônia do anel”, observou.

Não é novidade nenhuma para quem acompanha a NFL há mais tempo que uma das grandes razões do extremo sucesso esportivo dos Patriots é a disciplina em termos financeiros e a construção da chamada ‘classe média’ no elenco.

Essa parte de negócios do esporte é algo que Amendola diz ter aprendido no início de sua carreira, quando foi cortado por dois times diferentes antes de atuar no primeiro jogo de sua carreira profissional.

Também à ‘ESPN’, Amendola disse que a derrota dos Pats para o Philadelphia Eagles, no Super Bowl LII, ainda dói e que também foi doloroso ver o cornerback Malcolm Butler ficar fora do jogo decisivo.

“Eu tenho meus pensamentos sobre isso porque eu estava lá colocando meu sangue, suor e lágrimas no campo naquela noite, e um dos nossos melhores jogadores não estava em campo”, ressaltou. “Para dizer a verdade, eu não sei o porquê. Eu perguntei, mas não tive respostas. Eu não posso tomar decisões assim, então não necessariamente me preocupo com isso, mas sei que Malcolm é um grande jogador e poderia ter nos ajudado a vencer. Por qualquer motivo que seja, ele não estava lá. Ele vai jogar mais futebol americano em sua carreira, e ele vai ser um grande jogador por muito tempo”, afirmou.

Questionado se sentiu que a decisão de Belichick de deixar Butler fora da decisão da temporada 2017 machucou seus companheiros de equipe, Amendola foi enfático.

“Sim, eu acho, honestamente. Ninguém realmente teve uma explicação para isso. Ele é nosso irmão. Ele foi um irmão nosso naquele ano. E eu odeio ver um cara que trabalhou tão duro ao longo da temporada não ter a chance de atuar no maior jogo do ano e realmente não ter nenhuma explicação para isso. Dito isto, não sei como o aspecto de negócios entrou nessa decisão. Eu não sei como o aspecto pessoal pesou nessa decisão entre ele e Bill. Mas, como amigo, eu adoraria vê-lo em campo naquele dia”, observou.

Referindo-se a Robert Kraft, dono dos Patriots, como “amigo”, Amendola também falou sobre sua empolgação em iniciar um novo capítulo de sua carreira no Miami Dolphins.

O WR revelou que passou um tempo nas instalações do time antes do programa de treinamentos de offseason para que pudesse conhecer melhor alguns de seus novos companheiros de equipe.

Amendola, inclusive, já recebeu passes dos quarterbacks Ryan Tannehill e Brock Osweiler, juntamente com outros jogadores de ataque, em um local diferente.

Em meio à missão do técnico Adam Gase de mudar a cultura dentro dos Dolphins, Amendola chega à equipe aos 32 anos de idade e espera fazer parte dessa nova fase do time.

“Eu não sou o cara mais velho no time, mas estou por aqui (NFL) há algum tempo, e sei o que é preciso para ganhar um campeonato, sei o que é preciso para ter uma atmosfera bem-sucedida. Estou realmente animado para compartilhar meu conhecimento neste respeito, ser um bom companheiro de equipe, o que quer que eles me peçam, e tentar agarrar o maior número de bolas que for possível. (…) É uma grande oportunidade para fazer novas amizades e explorar outras avenidas no futebol americano. Estou muito animado para continuar a jogar”, finalizou.

Entrando em sua décima temporada na NFL e com passagens pelo então St. Louis Rams (2009 a 2012) e Patriots (2013 a 2017), além de Dallas Cowboys e Philadelphia Eagles (onde não atuou em temporadas regulares), Danny Amendola soma 426 recepções para 4.109 jardas e 19 touchdowns em 111 jogos de temporadas regulares.

Chamado por alguns companheiros de Patriots de Danny ‘Playoff’ Amendola, ele fez 26 recepções para 348 jardas e dois touchdowns nos três jogos dos Patriots na última pós-temporada, aparecendo bem na fase decisiva.

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