NFL

Dan Quinn e Thomas Dimitroff estão na rua e pagaram pelo início 0-5

Thomas Dimitroff e Dan Quinn, do Atlanta Falcons

O primeiro início 0-5 do Atlanta Falcons desde 1997 teve um preço: o emprego de Dan Quinn e Thomas Dimitroff. Ao final deste domingo (11) agitado na NFL, a franquia da Geórgia anunciou as demissões do head coach e do general manager.

Os desligamentos se deram horas depois da derrota por 23 a 16 para o Carolina Panthers, rival da divisão NFC South. Mas a verdade é que elas já eram esperadas há algumas semanas. Nós aqui no Quinto Quarto, inclusive, já estávamos cantando a bola (sem querer agourar).

Rich McKay, presidente e CEO dos Falcons, vai supervisionar o dia-a-dia do futebol americano e um técnico interino será anunciado nesta segunda (12). A busca por um novo GM e um novo head coach será liderada por McKay e Arthur Blank, proprietário da franquia.

A verdade é que não dava mais para segurar Quinn. E Dimitroff foi no pacote, como é normal em situações assim. É engraçado notar como as coisas mudam rápido na NFL, já que ambos assinaram extensões de contrato de três anos em julho de 2018, novos contratos que iriam até 2022.

Mas, na época, Quinn somava 29 vitórias e 19 derrotas no comando dos Falcons, com direito e duas idas aos playoffs, incluindo uma caminhada até o traumático Super Bowl LI, que todos sabem como terminou após aquela liderança por 28 a 3 (para os mais novos na NFL, terminou com uma vitória do New England Patriots por 34 a 28 na prorrogação).

Desde aquele SB, os Falcons ainda chegaram à pós-temporada no ano seguinte. Mas, depois disso, foram duas campanhas 7-9 em 2018 e 2019, além do início 0-5 deste ano. Explicando da maneira mais simples: foram 29-19 nos três primeiros anos de Quinn e 14-22 nos últimos dois anos e meio.

A passagem do técnico de 50 anos de idade pelos Falcons acaba com 43-42. E, pior, com um desempenho defensivo ridículo de um time comandado por um head coach com mentalidade defensiva, o que torna tudo ainda mais inadmissível.

Por outro lado, Dimitroff era o GM dos Falcons desde 2008 e teve um papel inegavelmente importante. Desde que ele chegou ao cargo, foram 109 vitórias, seis idas aos playoffs e um título da Conferência Nacional (NFC). Ele também foi o responsável por draftar peças como Matt Ryan, Julio Jones, Jake Matthews, Grady Jarrett e Deion Jones.

Desde 2008, os Falcons são o oitavo na NFL e o quarto na NFC em vitórias. Mas, ele pagou o preço dos últimos anos decepcionantes.

Em 2019, ambos foram salvos pelas ‘desculpas’ das lesões que atingiram o elenco, sobretudo a defesa. Mas 2020 era o tudo ou nada. Foi nada.

Eu realmente admiro quando times têm paciência. E os Falcons tiveram. Blank deu todas as chances que podia, bancou Quinn e Dimitroff após o 2019 horroroso, mas a NFL é um negócio baseado nos resultados. Eles claramente não estavam vindo. Era hora de algo novo.

Atualmente, os Falcons são um time desrespeitado, que tomam viradas constantemente (basta ver neste ano) e que são tratados como uma porcaria qualquer. Bem diferente dos elencos de 2016 e 2017, por exemplo.

Em 2020 até agora, a defesa é a segunda pior em jardas cedidas (média de 448,3 por jogo) e em pontos (34,5 por partida). Assim, não há ataque que aguente.

E olha que o ataque não é dos piores. Após duas temporadas desastrosas sob o comando de Steve Sarkisian, que não foi capaz de manter sua unidade ao nível que Kyle Shanahan em 2016, Dirk Koetter até que vinha fazendo algo. Até agora, o time tem o oitavo melhor ataque em jardas (396 por partida) e o 14º em pontos (26,5 por jogo).

Porém, Quinn já não tinha mais clima. A gente olhava ele nas sidelines, com sua careca lustrosa, e a imagem era da derrota. Resquícios do 28-3 certamente, mas que sobraram porque ele mesmo não foi capaz de apagá-los nos anos recentes. Muito pelo contrário.

Dan Quinn é o segundo head coach a ser demitido em meio a esta temporada 2020 da NFL, depois de Bill O’Brien ser desligado pelo Houston Texans. Alguém aposta quem será o próximo? Eu voto em um tal de Adam Gase…

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