NFL

Cowboys jogam caminhão de dinheiro sobre Ezekiel Elliott e o elevam a um novo patamar

Ezekiel Elliott, running back do Dallas Cowboys

(Crédito: Twitter/reprodução)

Chega de palhaçadinha. O boicote ao training camp acabou, os treinos em Cabo San Lucas, no México, também. A quatro dias da estreia do Dallas Cowboys na temporada regular de 2019, Ezekiel Elliott teve um caminhão de dinheiro despejado sobre si pela franquia texana.

A extensão de contrato é de seis anos, com valor de US$ 90 milhões, conforme apuraram Ian Rapoport e Jane Slater, da ‘NFL Network’. No total, Zeke terá US$ 103 milhões ao longo de oito anos, com US$ 50 milhões garantidos.

O acordo torna o camisa 21 o running back mais bem pago da National Football League, superando os US$ 14,375 milhões por temporada de Todd Gurley, astro do backfield ofensivo do Los Angeles Rams. Elliott também é o primeiro running back a superar os US$ 100 milhões de valor total.

Todas essas linhas acima são resumidas pelo sorriso no rosto da foto abaixo.

 

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All 😁 @ezekielelliott

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Quisera eu mostrar os dentes assim cada vez que assino alguma coisa.

Dito isto, vamos às considerações abaixo.

Elliott não treinava com o time desde junho, no minicamp. Agora, ele não tem mais nenhuma desculpinha para não estar no The Star, o centro de treinamento dos Cowboys, e trabalhar duro.

Aliás, foi ele o grande responsável pela maior novela de offseason dos Cowboys, causou inúmeras distrações. Sinceramente, odeio profundamente esse tipo de coisa na NFL. Sei que os jogadores têm direito de fazer isso quando querem ganhar, mas penso em uma postura completamente diferente.

Enfim, minha opinião é só minha opinião. Não vai mudar nada.

Porém, com essa quantia enorme de verdinhas sendo entregues a um running back (uma das posições mais desvalorizadas na NFL nos últimos anos), vem também um bilhetinho escrito:

“É hora de se diferenciar dos outros mortais e trazer algo que queremos…”

Esse algo atende por duas palavras: Super Bowl. Algo que não se concretiza para Dallas desde 1995.

Selecionado com a quarta escolha do draft de 2016, Zeke é realmente diferenciado. Não vamos negar. É um touro em formato de running back, sendo uma arma tanto no jogo terrestre quanto no jogo aéreo.

E o melhor de tudo é que ele não faz isso sendo limitado na ação. Muito pelo contrário. Em 40 jogos disputados em três temporadas, o astro tem uma média de 21,7 carregadas por jogo.

Em 2018, ele foi o responsável por nada menos do que 47,9% dos toques na bola dos Cowboys no ataque, segunda maior marca da liga atrás apenas de David Johnson, running back do Arizona Cardinals, com 48,3%.

Quer mais? No ano passado, Elliott, com 95,6 jardas corridas por jogo, se tornou apenas o quinto jogador desde 1932 a liderar a NFL neste quesito em três ou mais temporadas consecutivas.

Desde que entrou na NFL, Zeke tem 19 jogos com 100 ou mais jardas, cinco a mais do que o próximo jogador na lista (Jordan Howard, com 14).

E, se você ainda tem dúvidas sobre o peso de Elliott no time, basta comparar os números (desde 2016, quando o RB entrou na liga):

– Com Elliott em campo: médias de 23,9 pontos, 361,5 jardas totais e 142 jardas corridas por jogo;

– Sem Elliott em campo: médias de 19,9 pontos, 297,3 jardas totais e 106 jardas corridas por jogo;

É inegável que ele é a peça central desse ataque. Mas importante até do que o quarterback Dak Prescott, a meu ver.

Os Cowboys atingem o objetivo de ter seu astro em campo para pegar o rival de divisão New York Giants, neste domingo (8), às 17h25. E, mais do que isso, seguem com sua tendência de segurar peças importantes no elenco.

Só nesta offseason, os seguintes nomes receberam novos contratos: o pass rusher DeMarcus Lawrence (cinco anos, US$ 105 milhões), o linebacker Jaylon Smith (cinco anos, US$ 64 milhões) e o right tackle La’el Collins (cinco anos, US$ 50 milhões), além de Elliott.

Ainda, em um futuro próximo, Jerry Jones precisará cuidar dos novos contratos de Prescott e do wide receiver Amari Cooper, mas esses ainda seguem longe de boicotes.

Com essas renovações, os Cowboys mandam um recado para a NFL, do estilo “estamos aqui, de olho em Miami”. A sede do Super Bowl LIV é o destino dos sonhos para a organização do Texas em fevereiro de 2020.

E Elliott, por sua vez, consegue o contrato que todo running back de 24 anos de idade sonha. Ele representa a possibilidade de ganhar dinheiro enquanto ainda é tempo. A vida média dos RBs na NFL costuma durar até os 30 anos e olhe lá.

Chega de papinho. É hora de arregaçar as mangas e trabalhar…

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