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Com muita festa, mais sete ex-jogadores entram para o Hall da Fama

(Foto: Reprodução/Instagram)

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Quando se é um esportista, é sempre uma honra ser lembrado pela torcida do seu time, mesmo após a sua aposentadoria. Agora, ser homenageado pela liga que organiza o campeonato e ficar imortalizado em um grupo de seletos jogadores pode ser considerado o ápice para qualquer ex-atleta.

Nesta noite de sábado, 2 de agosto, a NFL celebrou a entrada de mais sete ex-jogadores para o seu famoso Hall da Fama, o Pro Football Hall of Fame, no Fawcett Stadium, em Canton, Ohio. Os felizardos da vez foram: Derrick Brooks, Ray Guy, Claude Humphrey, Walter Jones, Andre Reed, Michael Strahan e Aeneas Williams. Estes sete formaram a classe de 2014 do Hall da Fama.

A cerimônia começou com Brooks, que foi selecionado em seu primeiro ano elegível para o posto. Em seguida, Humphrey, com 70 anos, mostrou bom-humor em seu discurso. “Agora eles acabaram de dizer que eu só tenho 10 minutos para falar, mas tive que esperar 30 anos para chegar a este pódio, por isso não me apressem”, disse Humphrey.

Guy foi o próximo homenageado. Ele também teve que esperar muito tempo para entrar, definitivamente, entre os melhores da NFL. “Estou muito, muito atrasado, mas agora o Hall da Fama tem uma equipe completa. Conhecer o meu legado será para sempre parte da história do futebol profissional e meu busto estará ao lado dos maiores atletas de todos os tempos. Isto deixa este velho punter sem palavras”, contou Guy.

Dando continuidade ao evento, Williams levou um pouco de humor a celebração. “Se você tivesse me dito, ‘Aeneas, você tem potencial para ser um dos melhores cornerbacks da liga’, eu teria pensado que você estaria louco e te bateria com a minha mão direita”, brincou Williams.

A festa continuou com as nomeações de Strahan, Reed e Jones, respectivamente. Porém, um momento foi marcante na cerimônia. Jim Kelly, ex-companheiro de Reed nos Bills, apareceu no evento e foi abraçar o amigo. Assim que ele entrou, os aplausos explodiram nas arquibancadas. Mesmo se recuperando do duro tratamento que fez por causa de seu câncer no nariz, ele fez questão de ir prestigiar seu antigo parceiro.

Confira abaixo um perfil de cada jogador escolhido para a classe de 2014 do Hall da Fama:

Derrick Brooks

(Foto: Reprodução/Instagram)

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O linebacker fez história na NFL com a camisa 55 do Tampa Bay Buccaneers. Ele foi a 28ª escolha do Draft de 1995 e se aposentou após a temporada de 2008. Nesses 14 anos de carreira, Brooks conseguiu nada mais nada menos que 1.698 tackles, 13,5 sacks e 25 interceptações (contando apenas partidas da temporada regular).

Derrick foi um dos jogadores mais importantes da franquia da Flórida. Das dez vezes nas quais os Buccaneers foram aos playoffs, Brooks estava no elenco em sete. Sua idolatria chega a tanto que ele é apenas o terceiro jogador na história da franquia que teve o número aposentado. Além disso, ele foi um dos grandes destaques na conquista do Super Bowl XXXVII, o único vencido pela equipe. Derrick Brooks ainda foi 11 vezes escolhido para o Pro Bowl e eleito o melhor jogador defensivo de 2002.

Ray Guy

(Foto: Reprodução/Instagram)

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Não é fácil ser ídolo de um time da NFL, ainda mais sendo um punter, posição que raramente recebe os elogios da torcida. Porém, Ray Guy marcou época defendendo o Oakland/Los Angeles Raiders. Ele era tão diferenciado que foi selecionado na 23ª posição da primeira rodada do Draft de 1973, o que é difícil de acontecer para um punter, já as franquias preferem escolher um atleta de ataque ou defesa antes dos special teams.

Em suas 14 temporadas na liga, Guy chutou 1.049 punts e conseguiu 44493 jardas, uma média de 42,4 jardas por punt. Em sua carreira, ele tem a incrível marca de atuar em 207 partidas consecutivas. Além disso, ele conseguiu 210 punts dentro da linha de 20 jardas do adversário (desconsiderando suas três primeiras temporadas, quando a estatística não era medida) e apenas 128 touchbacks (contando apenas partidas da temporada regular). Com todos estes números, Ray foi sete vezes nomeado para o Pro Bowl e venceu três vezes o Super Bowl (XI, XV e XVIII).

Claude Humphrey

(Foto: Reprodução/Instagram)

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A cobrança da torcida e da imprensa em cima das atletas que são selecionados nas três primeiras posições do Draft é enorme. Porém, Humphrey parece nunca ter sentido isso. Na verdade, sempre gostou de fazer os quarterbacks adversários sentirem seu peso. Ele foi escolhido pelo Atlanta Falcons na terceira colocação do Draft de 1968 e encerrou a carreira em 1981 com a camisa do Philadelphia Eagles.

O defensive end impressionou logo em sua primeira temporada, quando foi selecionado o Calouro do Ano pela liga. Em 13 temporadas, dez pelos Falcons e três pelos Eagles, Humphrey atuou em 171 partidas, conseguindo 12,5 sacks e dois safeties (contando apenas partidas da temporada regular). Com essas estatísticas, ele apareceu seis vezes no Pro Bowl.

Walter Jones

(Foto: Reprodução/Instagram)

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São poucos atletas que conseguem ser titulares absolutos de seus times, ainda mais na posição de offensive tackle, na qual tem a dura missão de parar a defesa adversária e proteger o quarterback. Walter Jones, sexta escolha do Draft de 1997, soube representar bem a barulhenta torcida que sempre lota o CenturyLink Field.

Em 13 temporadas com a camisa do Seahawks, ele atuou 180 partidas, todas como titular, e conseguiu recuperar três fumbles (contando apenas partidas da temporada regular). Ele esteve no Super Bowl XL, quando o Seattle acabou sendo derrotado pelo Pittsburgh Steelers. Mesmo com esse revés, a carreira de Jones não foi manchada. Ele foi selecionado nove vezes ao Pro Bowl e teve sua camisa número 71 aposentada pela franquia.

Andre Reed

(Foto: Reprodução/Instagram)

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Talvez, uma das maiores injustiças da NFL é que Andre Reed e seus companheiros de Buffalo Bills não conseguiram ser campeões entre 1990 e 1993. Nesses quatro anos, a franquia chegou ao Super Bowl, mas acabou derrotada em todas. Porém, não é isso que vai denegrir a imagem daqueles jogadores, principalmente de Reed.

O wide receiver foi selecionado apenas na quarta rodada do Draft de 1985, a 86ª escolha. Assim, ninguém esperava grandes feitos dele, mas ele acabou provando o contrário. Em 16 temporadas, Reed fez 951 recepções para um total de 13.198 jardas e 87 touchdowns (contando apenas partidas da temporada regular). Ele também foi sete vezes selecionado ao Pro Bowl.

Michel Strahan

(Foto: Reprodução/Instagram)

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Jogar em qualquer franquia de qualquer esporte em Nova York é complicado. Afinal, tanto a mídia local como a torcida é muito rigorosa. Contudo, foi difícil para ambos conseguirem criticar Michael Strahan. O defensive end, selecionado na 40ª escolha do Draft de 1993, se aposentou em 2007 como todos sonham, após vencer um Super Bowl.

Em 15 anos de carreira, ele conseguiu 854 tackles, 141,5 sacks, quatro interceptações e três touchdowns (contando apenas partidas da temporada regular). Strahan ainda foi sete vezes ao Pro Bowl, uma vez o melhor defensor do ano na liga (2001) e está entre os 100 melhores jogadores da NFL de todos os tempos. Vale ressaltar que Michael tem o recorde de sacks em uma temporada (22,5 sacks em 2001).

Aeneas Williams

(Foto: Reprodução/Instagram)

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Poucos cornerbacks/safetys foram tão bons e atormentaram os quarterbacks da liga quanto Aeneas Williams. Com ótimo posicionamento e muita velocidade, ele assombrou os ataques adversários. 59ª escolha do Draft de 1991, poucas pessoas esperavam grandes feitos dele, ainda mais jogando no Phoenix/Arizona Cardinals, time de pequeno/médio porte durante os anos 90.

Em 14 anos de carreira, Williams conseguiu 795 tackles, 55 interceptações, três sacks, cinco fumbles forçados e nove touchdowns. Após grandes temporadas defendendo os Cardinals, Aeneas só conseguiu chegar ao Super Bowl defendendo o St. Louis Rams. Em 2001, ele foi essencial durante os playoffs. Contra o Green Bay Packers, ele retornou duas interceptações para touchdown e ainda recuperou um fumble. Diante do Philadelphia Eagles na final da NFC, ele conseguiu uma interceptação nos minutos finais que garantiu a vitória dos Rams. Porém, a franquia acabou derrotada para o New England Patriots no Super Bowl XXXVI.

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