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Com erro fatal em field goal, Vikings perdem e Seahawks avançam

(Crédito: Instagram/reprodução)

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De acordo com o dicionário Houaiss, o frio é algo “cuja temperatura é baixa; que expressa ou parece possuir uma temperatura mais baixa do que a corporal”. No sentido figurado, uma pessoa fria é aquela “insensível; que não demonstra ou não possui sentimentos, é reservado, sisuda e contida”. Os significados podem trazer uma imagem negativa, mas se tem uma virtude do Seattle Seahawks que determinou a vitória o time, por 10 a 9, diante do Minnesota Vikings, foi ser frio.

No gélido TCF Bank Stadium, em Minneapolis, palco de um quente duelo, a capacidade de superar o adversário sem cometer erros infantis e com a cabeça quente foi fundamental. Com a cabeça fria, Russell Wilson (13 /26, 142 jds, 1 TD e 1 interceptação) desequilibrou na única campanha de touchdown do jogo. Com a cabeça quente, o kicker Blair Walsh, que havia acertado os três field goals do time no jogo, sentiu o peso de um estado nas costas quando foi chutar um FG de 27 jardas a 22 segundos do fim. Um erro fatal que ficará na memória dos torcedores dos Vikings por muito tempo.

Foi o fim de uma temporada que parecia promissora em Minneapolis. Em Seattle, a esperança de ver os Seahawks pela terceira vez consecutiva no Super Bowl cresce. O time agora viaja a Charlotte para enfrentar o melhor time da temporada regular, Carolina Panthers, pela fase divisional dos playoffs.

(Crédito: Instagram/reprodução)

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O jogo

O frio determinou o transcorrer da partida. As baixíssimas temperaturas alteram a densidade da bola e tornam a trajetória de um passe imprevisível, dificultando os lançamentos e as recepções. O caminho tinha que ser o terrestre.

Não apenas evitar passes, mas também aproveitar as oportunidades. No primeiro quarto, após uma série de campanhas infrutíferas dos dois lados, um erro dos especialistas de Seattle levou à primeira pontuação do jogo.

Pronto para devolver a bola aos Vikings, o punter dos Seahawks Jon Ryan recebeu um snap muito baixo, decidiu que seria melhor correr sete jardas do que chutar, mas fracassou. A bola ficou com os donos da casa na linha de 29 jardas. Os Vikings chegaram perto da end zone, mas se contentaram com um field goal de 22 jardas. 3 a 0 no primeiro quarto. 3 a 0 no primeiro tempo inteiro.

As condições duras voltaram a deixar o jogo fechado e protagonizado pelas defesas. Mesmo assim, Russell Wilson se arriscou em passes longos. As tentativas foram em vão, pelo menos a secundária de Minnesota não conseguiu interceptar.

Por outro lado, os passes longos de Wilson faziam a defesa adversária se preocupar com a secundária abrindo espaço para corridas de Christine Michael. O mesmo ocorria com Teddy Bridgewater (17 /24, 146 jardas, 0 TD e 0 INT), que recorreu muito ao experiente Adrian Peterson (23 corridas, 45 jardas).

Porém, mais uma vez, os Vikings só conseguiram pontuar novamente depois de um erro de Seattle. No terceiro quarto, quando liderava uma boa campanha, Wilson foi interceptado por Trae Waynes. Turnover que custou uma campanha fácil para os Vikings levando a mais um field goal de Walsh, este de 43 jardas.

Mais tarde no terceiro quarto, mais uma campanha consistente de Minnesota baseada em corridas levou a mais três pontos, com outro FG de 43 jardas.

O último quarto trouxe uma reviravolta. Perdendo por 9 a 0, o ataque dos Seahawks precisava fazer alguma coisa. O frio trazia muitas dificuldades e os quarterbacks a todo momento eram atormentados pelas linhas defensivas. A campanha que definiu o resultado do jogo foi alucinante.

Em uma primeira para dez, Wilson não viu o snap ser executado, mas recuperou a bola. Encurralado pelos defensores, fez um passe que parecia despretensioso, mas que deixou Tyler Lockett na linha de 5 jardas. Campanha que foi coroada com um touchdown de Doug Baldwin. 9 a 7.

O ataque de Seattle parecia finalmente ter se encontrado. Baldwin e Lockett pautavam as campanhas ofensivas e, quando faltavam 10 minutos para acabar, a vantagem era dos Seahawks após um field goal de 46 jardas de Steven Hauschka.

Uma das melhores defesas que o futebol americano já viu tinha que evitar qualquer pontuação dos donos da casa pelos próximos 10 minutos. Conseguiu até o two minute warning. Teddy Bridgewater começou a achar os seus recebedores e Adrian Peterson começou a fazer a diferença em favor do time, depois que sofreu um fumble, que deu a bola à Seattle minutos antes. Em uma conexão com Kyle Rudolph, Bridgewater deixou os Vikings próximos do Y. Era o espaço entre as duas traves que o time almejava. Sem poder pedir tempos, Seattle assistiu Minnesota gastar tempo até o chute salvador. Faltando 22 segundos no relógio, as atenções se voltaram à Blair Walsh. O chute fácil de 27 jardas foi para fora e levou as chances dos Vikings nos playoffs embora.

– Quarterbacks:

Teddy Bridgewater – 17/24, 146 jardas

Russell Wilson – 13/26, 142 jardas, um touchdown e uma interceptação.

– Resumo das pontuações:

3 a 0 – 1Q – a 1min01s do final – FG – Blair Walsh converte field goal de 22 jardas e abre o placar para os Vikings.

6 a 0 – 3Q – a 7min04s do final – FG – Blair Walsh acerta chute de 43 jardas e amplia a vantagem dos Vikings

9 a 0 – 3Q – a 2s do final – Blair Walsh converte field goal de 47 jardas e coloca mais três pontos no placar dos Vikings

9 a 7 – 4Q – a 11min37s do final – TD – Russell Wilson acerta passe de três jardas para D. Baldwin e diminuí a desvantagem dos Seahawks. Extra point é bom

10 a 9 – 4Q – a 8min04s do final – FG – Steven Hauschka acerta field goal de 43 jardas e vira o jogo para os Seahawks

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