NFL

Clinton Portis revela que quase chegou a matar um de seus ex-gerentes financeiros

Clinton Portis, ex-running back da NFL

(Crédito: Wikimedia Commons)

Clinton Portis, ex-running back do Washington Redskins e do Denver Broncos, revelou em uma entrevista exclusiva à ‘Sports Illustrated’ que ele chegou perto de assassinar um de seus ex-administradores financeiros depois de perder milhões de dólares em vários investimentos, o que o levou a perder considerável parte da fortuna que acumulou durante sua carreira no futebol americano profissional.

Na reportagem publicada nesta quarta-feira (28) pela ‘Sports Illustrated’, Portis relembrou uma noite há quatro anos, quando ele estava sentado em um carro perto de um prédio e estava segurando uma arma, esperando um dos gerentes que ele sentiu que o fez perder uma grande quantia de dinheiro.

Em seus nove anos de carreira na NFL, o atleta faturou mais de US$ 43 milhões, porém a maior parte do montante foi gasto ou perdido em investimentos ou, como ele afirma em uma ação judicial, em saques bancários feitos sem seu consentimento.

Foi então que um amigo de Portis, que não teve sua identidade revelada na matéria, o convenceu a desistir do assassinato. Mesmo assim, o running back estava sentado em um carro perto de um prédio em Washington D.C. e ele tinha claro o objetivo em sua mente.

“Não era espancamento. Era para matar”, revelou Portis à ‘Sports Illustrated’.

A reportagem não especifica quem Clinton Portis queria matar naquela noite de 2013, limitando-se a dizer que era apenas um dos vários administradores que cuidavam de seus fundos.

Portis ainda disse à publicação que, se tivesse visto a pessoa antes de se acalmar, “nós provavelmente estaríamos fazendo essa entrevista da prisão”.

O ex-running back entrou com vários processos contra o consultor financeiro Jeff Rubin e seus associados, entre 2011 e 2013, focando em parte em um investimento de US$ 1 milhão em um casino no sul de Alabama. Ainda segundo a reportagem, a ação afirma que a empresa de Rubin abriu uma conta para Portis no BB&T BankAtlantic com uma assinatura falsa. Desta forma, foram retirados mais de US$ 3 milhões sem Portis saber.

O ex-atleta perdeu ainda mais dinheiro em um esquema de Ponzi pelo Success Trade Securities que Portis revelou ter sido convencido a fazer por Jinesh Brahmbhatt, outro gerente financeiro.

Esses ex-agentes perderam chances de seguirem trabalhando no mercado financeiro, mas não encararam grandes problemas com a Justiça, o que deixou Portis indignado.

“Nenhum tempo de cadeia, nada. Vivendo felizes para sempre”, frisou.

A situação financeira complicada de Clinton Portis veio a público em 2015, quando ele declarou falência. Ele chegou a ter uma dívida de US$ 500 mil com sua própria mãe e vendeu casas na Virgínia e na Flórida para compensar as perdas. Ele admitiu à ‘Sports Illustrated’ que adorava gastar bastante com casas, carros e mulheres.

“Portis estava em um nível diferente. Ele não pensava no amanhã”, falou Santana Moss, ex-wide receiver que jogou com Portis nos Redskins.

Clinton Portis parou de jogar na NFL em 2010 e ele se aposentou como segundo maior corredor de todos os tempos na história do Washington Redskins.

Selecionado na segunda rodada do draft de 2002 pelo Denver Broncos, com a 51ª escolha geral, ele defendeu a franquia do Colorado em seus dois primeiros anos na liga e foi para os Redskins em 2004, onde atuou até o final da carreira profissional.

Em 113 partidas de temporadas regulares disputadas em sua trajetória na NFL, Portis correu 2.230 vezes para 9.923 jardas e 75 touchdowns, além de ter feito 247 recepções para 2.018 jardas e cinco TDs.

Portis tem chance de faturar cerca de US$ 1,5 milhão do acordo de US$ 1 bilhão por concussão que a NFL terá que pagar a ex-atletas. Para isso, contudo, o ex-running back terá que ser examinado para ver se apresenta sinais precoces de demência, mas Portis não quer fazer isso porque tem “muito medo dos resultados”.

Atualmente, o ex-running back vive em um apartamento de dois quartos da Virgínia e, entre outros empregos, ele participa de transmissões de TV de jogos dos Redskins na pré-temporada.

Porém, ele se diz em paz com sua vida.

“A maioria das pessoas teria desistido se tivessem que lidar com o que eu tive que lidar. A vida é muito mais clara depois de sair daquela tempestade”, observou.

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