NFL

Os cinco quarterbacks mais superestimados da NFL em 2019

Jared Goff, quarterback do Los Angeles Rams

(Crédito: Twitter/reprodução)

Estava pensando há um tempo em escrever tal texto para vocês, fãs do Quinto Quarto. Este é um tema que me atormenta constantemente, já que julgo que a National Football League é uma liga que superestima muitos de seus quarterbacks.

Assim, nada melhor do que trazer uma breve opinião de cinco signal callers (adoro esse nome pomposo como sinônimo de QB) que eu julgo serem muito mais valorizados do que eles realmente merecem.

Gosto de deixar claro de antemão que, com este artigo, não quero o seu ódio (e também não faço questão que morra de amores pela minha opinião). Quero, sim, que você divirta-se lendo e, ainda mais, que isto sirva como uma reflexão (mesmo que breve) sobre o quanto a NFL superestima os caras que comandam o ataque.

Sei que vou gerar certos burburinhos entre torcedores de Los Angeles Rams, Philadelphia Eagles, Jacksonville Jaguars, Oakland Raiders e Dallas Cowboys. Até mesmo em apoiadores de outras franquias. Mas também creio que muitos também vão concordar comigo e querer me mandar mensagens carinhosas (#mandanudes #sqn).

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Abaixo, estão os cinco nomes que selecionei para este artigo intitulado “Os cinco quarterbacks mais superestimados da NFL em 2019”. Já adianto que o primeiro é o da foto acima (ah vá!).

  • Jared Goff

Olha, se tem um quarterback que eu acho superestimado é esse tal de Jared Goff. Tanto que foi o primeiro que me veio à mente quando decidi escrever este texto. Eu nunca fui fã dele e quem ouve o nosso podcast Quinto Quarto Expresso já deve ter notado isso.

O QB do Los Angeles Rams foi selecionado com a primeira escolha geral do draft de 2016, mas ele simplesmente não empolga para justificar uma seleção tão alta. Sim, depois de um 2016 horroroso sob o comando de Jeff Fisher, ele teve dois anos muito bons em termos estatísticos em 2017 e 2018, quando Sean McVay se tornou o head coach.

Goff ajudou os Rams a chegarem ao Super Bowl LIII, na temporada passada, quando acertou 64,9% de seus passes para 4.688 jardas, 32 touchdowns e 12 interceptações (rating de 101.1). Mas, nos meus olhos, ele é o típico QB de sistema, que só joga quando tudo ao redor dele funciona às mil maravilhas. É o capitão de navio que não sabe se virar quando a tempestade começa.

Se os marujos não estiverem em perfeita sintonia, esquece.

Isso tem ficado evidente neste ano, quando Goff vem trabalhando com uma linha ofensiva porosa, um corpo de wide receivers que tem lidado com lesões e um Todd Gurley que simplesmente não vem sendo mais o mesmo. OK, trabalhar com uma OL tão desfalcada é basicamente desastroso. Mesmo assim, queria ver Goff fazer mais.

Seus 11 TDs e 12 interceptações nos primeiros 11 jogos da atual temporada mostram muito do que quero dizer. Se você abrir um dicionário de inglês na palavra “overrated”, a foto de Goff estará lá. E que arrependimento os Rams devem estar tendo por esse contrato.

  • Carson Wentz

“Ai, Bruno, que maldade com o Príncipe Harry!”. Maldade é a gente ser obrigado a ver jogos desse cara atualmente. OK, eu também não sou o maior fã de Carson Wentz, mas já torci muito por ele e acho até um cara simpático. Porém, simplesmente não dá.

Selecionado uma posição depois de Goff no draft de 2016 pelo Philadelphia Eagles, Wentz chegou com pompa, vindo de North Dakota State, e até chegou a quebrar alguns recordes de calouro, entre eles a maior quantidade de passes completados por um novato.

Nos dois anos seguintes, números bem consistentes: 60,2% de passes completados para 3.296 jardas, 33 touchdowns e 7 interceptações em 2017 e 69,6% para 3.074 jardas, 21 TDs e 7 INTs em 2018.

Contudo, nestes mesmos dois anos, Wentz já sofreu com lesões. Foi uma ruptura no ligamento cruzado anterior do joelho em 2017, ano em que Nick Foles comandou o time no restante da campanha até o título do Super Bowl LII. E uma lesão nas costas em 2018.

Em 2019, Wentz já não é mais o mesmo, tendo completado 62,6% de seus lançamentos para 2.530 jardas, 17 TDs e 6 INTs em 11 jogos. Isso fora os fumbles cometidos e a inconsistência nos jogos.

Eu dou um desconto por causa dos problemas físicos e sei que ele pode calar a minha boca ainda. Mas, considerando 2019, Wentz ainda é tratado como algo maior do que ele é.

  • Nick Foles

Já supracitado no tópico de Wentz, Nick Foles é um tipo de mestre dos magos entre os superestimados. Anos e anos sendo tapa-buraco na liga, um flerte com a aposentadoria entre 2015 e 2016, quando chegou ao fundo do poço no então St. Louis Rams. O renascimento no Kansas City Chiefs em 2016, com Andy Reid, a volta para os Eagles, MVP de Super Bowl LII. E…

UM CONTRATO MULTIMILIONÁRIO COM O JACKSONVILLE JAGUARS.

Uma história que pode parecer de superação. Não deixa de ser. Mas onde que Foles merece tudo isso?

Agora em 2019, ele está em sua primeira temporada como franchise QB de fato. Nos Jaguars. Primeiro jogo da temporada e fratura na clavícula. Retorna após o furacão chamado Gardner Minshew e, agora, em três jogos, acertou 68% de seus passes para 643 jardas, três touchdowns e uma interceptação.

Resultados? Três derrotas em três partidas como titular. Nas últimas duas semanas, o ataque não produziu mais do que 20 pontos. Na derrota por 42 a 20 para o Tennessee Titans, na semana passada, média de 5,7 jardas por tentativa.

Eu sei que os Jaguars não são tudo isso. Mas pelo amor de Deus, olha o contrato que Foles assinou. Não dá!

  • Derek Carr

Selecionado na segunda rodada do draft de 2014 pelo Oakland Raiders, com a 36ª escolha geral, Derek Carr é o famoso “vai, não vai”.

Dono de um passer rating nada de encher os olhos de 90.1 na carreira até agora, Carr está sim em meio à sua melhor temporada na NFL até agora. Trabalhando agora com um guru de QBs como Jon Gruden, ele acertou 70,9% de seus passes para 2.621 jardas, 15 touchdowns e seis INTs em 11 jogos na temporada 2019 até agora.

Ao mesmo tempo, ele vem melhorando também por causa de um tal de Josh Jacobs. O running back calouro vem tirando um bom peso das costas de Carr. Mas coloca o camisa 4 em situações de precisar de uma campanha longa para você ver…

Contudo, o meu ponto é que os Raiders veem em Carr o franchise QB que eu não consigo enxergar. Acho um signal caller inconstante, que hesita bastante e que toma muitas decisões equivocadas (sobretudo quando tenta ser o herói e correr com a bola para anotar o TD).

Carr ainda tem 28 anos e pode dar a volta por cima e se tornar o cara em Las Vegas. Eu acho que isso vai acontecer? Não. Mas acho que ele pode ser um QB decente ao menos.

Franchise QB? Jamais.

  • Dak Prescott

Mais um produto do draft de 2016, mas este selecionado na longínqua quarta rodada. A julgar apenas por isso, ele não poderia ser considerado superestimado. Mas com o status que ele ganhou nos últimos anos (e o contrato que ele está querendo com os Cowboys), posso sim colocar Dak Prescott neste artigo.

O camisa 4 de Dallas é um QB bem “chove não molha” para mim. Ele tem uma capacidade atlética absurda, sabe ganhar jardas (e first downs) com as pernas, mas se você precisa dele no pocket para lançar bolas, nunca sentirá uma real segurança. Tem umas panes mentais e lança umas interceptações em situação horrorosas (veja a de Stephon Gilmore no segundo quarto da derrota para os Patriots, na semana 12, e compreenda).

Prescott tem tudo (tudo mesmo) que um QB da NFL precisa para ser bem-sucedido. Tem braço, talento, capacidade atlética e tal. Mas, ao mesmo tempo, eu sinto que os Cowboys não têm muito mais o que extrair dele além do que ele já entrega.

Os números de Prescott são bons no geral e, em 60 jogos na carreira, ele acertou 66,2% de seus passes para 14.664 jardas, 90 touchdowns e 36 interceptações, além de correr para 1.166 jardas e 21 TDs. Ele é o líder de jardas passadas na temporada até agora (3.788).

Mas dar a esse cara um contrato de US$ 35 milhões com o histórico que ele tem e o quanto de turnovers ele comete (são 50 na carreira até agora)? Nem brincando.

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