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Castas QQ dos quarterbacks: gênios, acima da média, na média e abaixo da média

(Crédito: Instagram/reprodução)

Que tal um texto categorizando os quarterbacks da National Football League? É isto que vou trazer com o meu “Castas QQ dos QBs”. Bom, foi uma tentativa de nome fora da caixinha…

Sempre preocupados em trazer um conteúdo diferente para você, nós do Quinto Quarto sempre gostamos de causar polêmica. Afinal, adoramos promover a reflexão (tão coach essa frase).

Para isso, dividi alguns dos QBs da NFL (que estão jogando em 2019) em quatro grupos: gênios, acima da média, na média e abaixo da média.

Sei que haverá muitas discordâncias e tal, mas a graça é justamente essa. Não quero ser o dono da verdade nem nada disso. Quero, sim, dividir os signal callers em ‘camadas’ que representam um pouco do que eu penso.

Em cada grupo, farei uma espécie de apresentação da ‘casta’ sobre a qual estou falando. Então, no tópico de cada QB, tentarei ser o mais breve possível (caso contrário, teremos uma nova Bíblia e não um texto de internet).

Antes de tudo, dois adendos:

  • Eu dividi os QBs com base no nível deles atualmente (sobretudo) e levei também em consideração a história deles na NFL;
  • Os QBs aqui representados já foram titulares na NFL neste ano. Me dei o direito de excluir alguns que jogaram apenas um jogo como titular ou algo assim (Matt Schaub é um exemplo). No caso de Nick Foles, inseri porque, apesar de ter disputado um jogo apenas por causa da lesão na clavícula, ele voltou a ser titular do Jacksonville Jaguars.

Gênios

Nesta categoria, estão apenas os realmente gênios que estão desfilando pelos gramados da NFL. São QBs de talento incontestável (até mesmo para os rivais mais fervorosos) e que já tem ao menos um título de Super Bowl no currículo.

Esse critério do anel de SB foi uma das coisas que usei para separar quatro quarterbacks realmente geniais e donos de uma habilidade inata. Muitos não acreditam em habilidade inata. Mas se esses caras não têm isso, eu não sei o que é…

– Tom Brady

Considerado por muitos o maior quarterback de todos os tempos. E eu me insiro neste grupo. Tom Brady é realmente um gênio do seu esporte, uma das maiores lendas dos esportes americanos e seu currículo fala por si só.

Seis títulos de Super Bowl, quatro MVPs do Super Bowl, três MVPs da NFL, 14 seleções ao Pro Bowl, três vezes selecionado para o primeiro time All-Pro. Enfim, se eu ficar falando tudo, vamos ter que reservar um00 texto inteiro para o astro do New England Patriots.

E, além de lindo (vamos admitir), ele está jogando aos 42 anos de idade em uma liga que exige muito física e mentalmente. Ele não pode não estar aqui no topo.

– Drew Brees

Drew Brees também é um gênio do esporte. E ídolo máximo da história do New Orleans Saints, responsável por trazer o único título de Super Bowl da história da franquia até hoje (Super Bowl XLIV).

Eu, como torcedor fanático dos Saints, sou suspeito para falar de Brees. Mas um cara que já é o líder da história em jardas de passe (75.218 entrando neste domingo) e que tem tantas conquistas no currículo, entre elas um MVP do Super Bowl, 12 seleções ao Pro Bowl e uma seleção ao primeiro time All-Pro, merece estar na elite.

Isso sem falar que ele superou uma lesão grave no ombro para se tornar uma das mentes mais geniais do futebol americano. Lenda viva.

– Aaron Rodgers

O astro do Green Bay Packers merece estar neste grupo seleto também. Sim, Aaron Rodgers caiu um pouco de produtividade em algumas das últimas temporadas, mas muito também devido a algumas linhas ofensivas ruins e também a maus momentos vividos pela franquia de Wisconsin.

Rodgers tem um número baixíssimo de interceptações na carreira (82 até o momento) e teve dois dígitos em interceptações lançadas em apenas duas de suas 15 temporadas na NFL (contando 2019).

Após ser reserva de Brett Favre em seus primeiros três anos na liga, Rodgers assumiu a titularidade dos Packers em 2008 e, já na temporada 2010, liderou a equipe ao título do Super Bowl XLV, sendo eleito o MVP daquela final. Também já foi eleito duas vezes MVP da NFL e foi selecionado a sete Pro Bowls, indo ao primeiro time All-Pro em duas ocasiões. Adoro o estilo Rodgers de jogar.

– Russell Wilson

Muitas pessoas podem me criticar por colocar Russell Wilson no mesmo grupo de Brady, Brees e Rodgers. Mas eu acho que ele realmente pertence a essa casta do tipo. O astro do Seattle Seahawks, mesmo com oito temporadas na liga até agora, já tem muito do que se orgulhar.

Ele conquistou o título do Super Bowl XLVIII, o primeiro da história da organização, e por isso mesmo já é um dos ídolos máximos. Além disso, já foi cinco vezes selecionado para o Pro Bowl e foi líder de passer rating na NFL em 2015, com 110.1

O seu estilo de jogo é o mais diferente de todos desta categoria, sendo um QB com grande habilidade para correr (já correu para quase 4 mil jardas e anotou 19 TDs terrestres na carreira). Ainda falta um prêmio de MVP em sua carreira, mas ele tem boas chances de conseguir isso nesta temporada (são 22 passes para TD – 25 TDs ao todo – e apenas uma interceptação até agora).

Acima da média

Neste segundo grupo, todos os membros realmente têm aquele algo a mais. São quarterbacks com habilidade técnica acima do normal e excelentes jogadores de futebol americano, dotados de uma inteligência rara mesmo entre os atletas da posição mais difícil dos esportes coletivos.

Três desse grupo (os três primeiros da lista, para facilitar) têm, a meu ver, uma chance de, um dia, estarem na casta superior. O primeiro da lista, inclusive, fatalmente vai subir ao grupo de elite caso não aconteça algo catastrófico (como uma lesão grave, por exemplo).

– Patrick Mahomes

O astro do Kansas City Chiefs não cansa de nos encantar. Alguns podem ficar bravos de eu não ter colocado Patrick Mahomes no grupo aí de cima, mas calma. Ele está apenas em sua terceira temporada na NFL e assumiu a titularidade em 2018.

Contudo, Mahomes já demonstrou ser dono de uma habilidade invejável. É um atleta completo, fora de série, daqueles que surgem muito raramente. Não à toa, ele foi eleito o MVP da liga em sua primeira temporada como titular e também foi para o primeiro time All-Pro e para o Pro Bowl no ano passado, quando fechou a temporada regular com 5.097 jardas aéreas e 50 passes para TD, com apenas 12 interceptações.

Mahomes é realmente um colírio para os olhos de qualquer apaixonado pela bola oval. E haja força nesse braço!

– Lamar Jackson

Outro representante da classe dos quarterbacks móveis. Lamar Jackson está apenas em sua segunda temporada na NFL, desde que foi selecionado pelo Baltimore Ravens com a última escolha da primeira rodada do draft de 2018, e já tem o que celebrar.

Neste ano, seu primeiro como o franchise QB dos Ravens, ele realmente vem se transformando em um signal caller completo. Nos primeiros oito jogos de 2019, o camisa 8 passou para 1.813 jardas, 12 touchdowns e cinco interceptações, e (mais impressionante) correu para 637 jardas e cinco TDs.

Disputa com Wilson e Mahomes, entre outros, o prêmio de MVP.

– Deshaun Watson

O astro do Houston Texans é outro monstro na arte de jogar na posição de QB. Deshaun Watson também é dos chamados quarterbacks móveis e, até agora em 2019, vem tendo a melhor temporada de sua carreira profissional.

Nos primeiros nove jogos da temporada, o camisa 4 acertou 70,2% de seus lançamentos para 2.432 jardas, 18 touchdowns e cinco interceptações. O passer rating foi de 107.1. Aliás, ele jamais teve um rating inferior a 103 em sua carreira até agora. E, também neste ano, Watson já correu para 279 jardas e cinco TDs.

Ele faz o difícil parecer fácil.

– Matt Ryan

Esse pode até dar alguma polêmica, mas Matt Ryan para mim pode, sim, ser considerado acima da média. O ídolo do Atlanta Falcons já foi eleito MVP da NFL em 2016, temporada em que levou os Falcons ao Super Bowl LI, e no mesmo ano foi para o primeiro time All-Pro.

Ryan também já foi quatro vezes selecionado para o time All-Pro e eu o vejo como um QB acima da média. Já teve temporadas horrorosas (com times horrorosos dos Falcons), mas tem as ferramentas para ser considerado diferenciado. Ao menos um pouco.

– Ben Roethlisberger

Sei que, para muitos, Ben Roethlisberger é considerado um gênio do futebol americano. Mas não vamos forçar também. Big Ben é uma lenda do futebol americano, sem sombra de dúvidas, liderou a liga em jardas de passe em 2018 (5.129), mas ele cabe bem no grupo de acima da média.

O durão do Pittsburgh Steelers já tem dois títulos de Super Bowl no currículo (XL e XLIII) e é o único desse segundo grupo que já foi campeão na NFL. Foi eleito seis vezes para o Pro Bowl, já foi líder da NFL em jardas em duas temporadas. Mas Roethlisberger não consegue chegar ao patamar de Brady, Brees, Rodgers e Wilson. Simplesmente não dá.

– Matthew Stafford

Olha, essa aqui talvez vai a ser a mais polêmica. Já sinto até o apedrejamento em praça pública pelos leitores do QQ. Mas não me odeiem. Apenas deixem eu me explicar.

Se olharmos apenas para os números de Stafford, em termos gerais, eles podem não impressionar demais. Mas considerem que ele joga no Detroit Lions, uma franquia basicamente inexistente para aquele tal de sucesso, e ainda assim é um QB de muitas ferramentas. Eu sei que ele teve um androide como Calvin ‘Megatron’ Johnson uns anos para ajudar, mas o camisa 9 é realmente acima da média.

Ele é o jogador mais rápido da história da NFL a atingir as 40 mil jardas aéreas (apenas 147 jogos), é o quarto da história da liga a lançar para mais de 5.000 jardas em uma temporada, e também é detentor do recorde de mais vitórias de virada em uma temporada, com oito no total em 2016.

Stafford foi selecionado para o Pro Bowl em 2014 e eu colocaria a bola nas mãos dele para uma campanha final para virar o jogo. Sem sombra de dúvidas. Eu gosto realmente dele.

Na média

Este é aquele famoso grupo que os americanos chamam de “average quarterback”. Os medianos. Que não fedem e nem cheiram. Alguns signal caller daqui até podem subir para a casta de cima em um futuro próximo, não vamos descartar. Mas esse artigo é baseado no que eles fizeram até então.

Esse grupo é grande, porque realmente é o que mais existe na NFL: quarterbacks que jogam bem, mas nada mais do que isso.

– Dak Prescott

Um brasileiro abre o dicionário em “mediano” e um americano abre o dicionário em “average”. E lá está a foto de Dak Prescott. Calma, torcedor do Dallas Cowboys. Se você pensar bem, há de concordar comigo.

Pode ser que Prescott queime a minha língua e mude totalmente essa visão nos próximos anos. Mas, em quatro temporadas na NFL até agora, o camisa 4 dos Cowboys me dá muitos motivos para colocá-lo neste grupo intermediário. Interceptações nas horas mais impróprias, hesitação. Pelo menos sabe se virar com as pernas.

– Jimmy Garoppolo

Juro que cheguei a colocar Jimmy Garoppolo no grupo de cima. Mas depois, ponderei bem e pensei: ‘o que esse cara provou realmente até agora?’.

É um QB com experiência bem limitada (mais do que Prescott, por exemplo, mesmo tendo entrado dois anos antes na liga). Seu mérito é ter sido banco de Tom Brady no New England Patriots e ter bebido um pouco da água da melhor fonte do universo para QBs.

Agora titular do San Francisco 49ers, ele vem de uma lesão grave em 2018, mas neste ano vem liderando o único invicto da liga nas primeiras nove semanas. Ele pode facilmente subir à casta de cima em breve, mas ainda não se provou realmente.

“Ah, mas ele já ganhou dois Super Bowls”. Como reserva do Brady não vale a mesma coisa, por favor…

– Teddy Bridgewater

Eis aqui outro quarterback que adoro. Atualmente reserva do meu ídolo máximo Drew Brees, Bridgewater mostrou que sabe jogar nas semanas que Brees ficou afastado depois de lesionar o polegar e comandou os Saints em cinco vitórias consecutivas como titular.

Bridgewater teve um início de carreira interessante no Minnesota Vikings, em 2014, sofreu a pior lesão de sua carreira em 2016 e quase foi obrigado a abandonar o futebol americano. Mas ele vem dando a volta por cima desde então e torço demais para esse cara. É outro que pode se tornar um grande QB titular na NFL e subir ao grupo de cima.

– Philip Rivers

Acho que até a mãe de Philip Rivers sabe que ele é mediano. A habilidade maior do quarterback do Los Angeles/San Diego Chargers é fora das quatro linhas (mais precisamente na cama com sua esposa). Eita cara que gosta de fazer filho (já são nove, se não perdi a contagem).

Mas, voltando aos gramados, Rivers é um QB decente, já foi oito vezes selecionado ao Pro Bowl e é um católico que não fala nem palavrão (seus xingamentos mais pesados são “cabeça de melão”). Já está chegando quase às 60 mil jardas aéreas na carreira (que começou em 2004) e aos 400 TDs. Mas é um signal caller que simplesmente não consegue levar seu time ao próximo patamar.

Quem viu o TNF desta semana 10 da temporada 2019 sabe bem o que estou querendo dizer…

– Jacoby Brissett

O atual quarterback titular do Indianapolis Colts é o mediano perfeito, começou a carreira como reserva de Brady nos Patriots, e sabe jogar futebol americano. Mas não espere nada absurdo.

Vai ter algumas jogadas geniais, outras bestiais, mas ainda assim entrega muito mais do que muitos QBs mais pomposos (e mais bem pagos) da NFL.

– Gardner Minshew

Gardner Minshew surpreendeu a todos quando precisou assumir a titularidade do Jacksonville Jaguars logo em sua temporada de calouro, devido à lesão de Nick Foles. E foi uma surpresa da melhor maneira possível.

Selecionado na sexta rodada do draft de 2019 pelos Jags, entrou na liga com zero expectativa cercando ele e acertou 61,2% de seus passes para 2.285 jardas, 13 TDs e quatro INT. É bem verdade que cansou de cometer fumbles, mas vamos analisar isso em conjunto com sua experiência limitadíssima.

Quatro vitórias em oito jogos como titular mais tarde, o bigodudo volta ao banco e cede seu posto novamente a Foles. Já é um dos ídolos do QQ e vamos reforçar a campanha para ele voltar ao lugar que merece: atrás do center.

– Nick Foles

Falamos do reserva de Foles e agora vamos falar dele. Nem vou mencionar Nick Foles no Jacksonville Jaguars. Sim, ele foi contratado para ser o franchise QB da franquia, mas teve apenas poucas jogadas com a camisa antes de se lesionar. Vai voltar agora e vamos ver.

Foles é o típico jogador rodado na NFL, com passagens por Philadelphia Eagles, St. Louis Rams, Kansas City Chiefs e, agora, Jaguars. E, nos Eagles, ele comandou a equipe ao primeiro título de Super Bowl (Super Bowl LII), sendo eleito inclusive o MVP daquela final.

Mas como então ele está nesse grupo de medianos, Brunão? Porque, levando em conta o total da carreira, Foles só teve uma temporada regular realmente monstruosa em termos estatísticos (em 2013, com 2.891 jardas, 27 TDs e duas INT). No mais, foi um QB clutch para os Eagles na reta final das temporadas 2017 e 2018, destruiu no final da campanha do título, mas meio que é isso aí.

Até cogitou se aposentar após a passagem pelos Rams em 2015, mas um tal de Andy Reid o resgatou para os Chiefs no ano seguinte.

– Jared Goff

Vou sentar que lá vem xingo de novo. Mas Jared Goff cabe perfeitamente neste grupo. Ajudou o time a chegar ao Super Bowl LIII, mas então perdeu para o New England Patriots por 13 a 3. Foi selecionado a dois Pro Bowls e tal. Mas Goff é só isso.

Teve bons números, sendo ajudado sobretudo pelo ótimo esquema ofensivo de Sean McVay, mas a temporada 2019 vem mostrando bem o que o camisa 16 é. Um picolé de chuchu que dificilmente chegará ao próximo patamar.

– Kyler Murray

Este é um dos que podem virar acima da média e até gênio, quem sabe. Mas pelo momento atual e por ser um calouro, fica no grupo dos medianos.

Selecionado com a primeira escolha geral do draft de 2019 pelo Arizona Cardinals, Murray acertou 64,2% de seus passes para 2.229 jardas, nove TDs e quatro INT, além de correr para 313 jardas e dois TDs. Tem recursos, mas ainda tem muito tempo para se provar.

– Josh Allen

O mesmo com Murray vale para esse Allen e o próximo Allen. O segundo anista do Buffalo Bills vem melhorando muito neste ano, mas entra no mesmo caso de Murray. Está em seu segundo ano na NFL e ainda não provou muito.

Mas não merece ficar no último grupo. Vem liderando bem os Bills em uma campanha 6-2 até agora e lançou para 1.653 jardas, 10 TDs e sete INTs. Também já anotou quatro touchdowns terrestres. Nada mal.

– Kyle Allen

Eis uma das maiores surpresas da temporada 2019 até agora. O primeiro anista (não é tecnicamente um calouro) do Carolina Panthers substituiu Cam Newton como titular e, em seis jogos até agora, são cinco vitórias e apenas uma derrota para o invicto San Francisco 49ers.

60,7% dos passes completados para 1.291 jardas, nove touchdowns e quatro interceptações. Parece até um jogador com mais experiência. Mas é extremamente cedo para colocá-lo como acima da média.

– Matt Moore

Esse é um QB rodadão também. Atual reserva de Patrick Mahomes no Kansas City Chiefs, precisou atuar como titular devido à lesão no joelho sofrida por Mahomes. E deu conta do recado.

Aproveitando sua experiência adquirida em passagens por Carolina Panthers, Miami Dolphins e até uma breve pelo Dallas Cowboys, Moore assumiu o comando do ataque dos Chiefs no meio do TNF do dia 17 de outubro contra o Denver Broncos e liderou o time em uma vitória por 30 a 6. Jogou os dois próximos como titular (uma derrota para o Green Bay Packers e uma vitória sobre o Minnesota Vikings) e foi muito (mesmo) bem nos dois jogos.

– Kirk Cousins

Nem tão ao céu, nem tão ao mar. É o que Miguel Amado e eu dizemos direto sobre Kirk Cousins no nosso podcast Quinto Quarto Expresso. Vai de “You Like That!” a “No Way” em poucas jogadas (ou jogos).

O atual titular do Minnesota Vikings vive sendo criticado, aí faz uns joguinhos bons e as críticas cessam um pouco. E aí que ele volta a fazer suas [email protected]*[email protected] Na temporada 2019, está até com ótimos números (68,8% dos passes para 2.217 jardas, 16 TDs e 3 INT), mas vive aprontando das suas.

E, quando chega no horário nobre, Jesus…

– Daniel Jones

Eis outro ídolo do Quinto Quarto. Mas aqui também temos que ser sérios (de vez em quando a gente consegue). O quarterback calouro do New York Giants, selecionado com a sexta escolha geral do draft, já superou as vaias na ocasião e fez bons jogos neste ano.

Mandou Eli Manning para o banco, conquistou as primeiras duas vitórias dos Giants na temporada (sobre Tampa Bay Buccaneers e Washington Redskins), mas então voltou ao mundo real (exceto pela ótima atuação na derrota apertada para o Detroit Lions). Ainda tem tempo para ser provar, mas ainda precisa melhorar (e muito) no pocket.

– Sam Darnold

Sam Darnold é outro QB que merece muito estar aqui. E, se isolássemos apenas a atuação naquela derrota por 33 a 0 para o New England Patriots (de quatro interceptações e cinco turnovers no total), ele poderia estar no grupo de baixo.

Mas Darnold tem ferramentas para melhorar. E o time do New York Jets, liderado por Adam Gase, não ajuda nas coisas. É um QB que faz alguns bons passes, tem atuações razoáveis, mas seus números na temporada até agora são ruins: seis TDs e nove INT. Tudo bem que ele ficou afastado por uns jogos com mononucleose e que quatro das nove INTs foram contra os Pats. Mas… mesmo assim. Average.

– Derek Carr

Vice-diretor do Sindicato dos Jogadores Medianos. O quarterback do Oakland Raiders sabe jogar, mas ele não entrega nada mais do que algumas atuações boas em meio a outras dignas de esquecimento.

Até agora em 2019, no segundo ano sob a tutela de Jon Gruden, vem tendo os melhores números de sua carreira. Nos primeiros nove jogos, são 70,8% dos passes completados para 2.202 jardas, 14 TDs e quatro INTs, com passer rating de 104.4. Se seguir nessa toada, daqui a uns 15 anos ele chega nos ‘acima da média’.

– Carson Wentz

Príncipe Harry… ops… Carson Wentz é um quarterback que poderia perfeitamente estar no grupo dos acima da média. Se ficasse longe do departamento médico. Se tivesse uma sequência de jogos. Se desse sorte de pegar uns ataques melhores. Muitos “se”.

Todos que ouvem o QQ Expresso sabem que não sou o maior fã de Wentz. Mas reconheço que é um QB de qualidade de passe e que sabe jogar. Isso é inegável. Mas parece que ele congelou e não consegue mais sair do grupo de medianos. Uma pena para um QB que teve uma temporada 2017 com 33 passes para TD e apenas sete interceptações em 13 jogos.

Abaixo da média

O fundo do poço. Os quarterbacks deste último grupo conseguiram a façanha de não ficarem nem entre os medianos e, aqui, a coisa fica realmente tensa.

São jogadores com falhas visíveis, que dificilmente devem sair desse limbo. Alguns deles até podem, se pegarem alguns times melhores, mas não vejo muita saída aqui. Pelo menos pelo nível atual, eles merecem estar neste grupo.

E, para fazer jus, prometo resumir cada um deles em apenas um parágrafo. E nada mais (porque eles não merecem o desgaste do meu teclado e o meu investimento de tempo).

– Mitchell Trubisky

Eu me recuso a me estender demais falando de Mitchell Trubisky. O quarterback do Chicago Bears é horroroso, abominável, cru, indeciso, perdido. Enfim, Trubisky é patético. Seu reserva Chase Daniel é genial perto dele.

– Baker Mayfield

Eu estava começando a escrever, mas meu computador foi interceptado. Brincadeirinha. Baker Mayfield vem fazendo jus ao histórico recente de QBs dos Browns e sendo horripilante em 2019. Oito jogos, sete passes para touchdown e 12 interceptações. E ele tem Odell Beckham e Jarvis Landry no grupo de WRs. Bem, deixa eu parar por aqui. Pior que ele só o técnico dele.

– Andy Dalton

Eu juro que tenho tristeza de colocar Andy Dalton no mesmo grupo que Trubisky e Mayfield. Ele não merecia tal desgraça. É um QB simpático. Um ruivo com cara de gente fina. Mas eu tenho que colocar ele no pior grupo. Dalton nunca conseguiu se firmar como um franchise QB do Cincinnati Bengals e, para ficar ainda mais melancólica a situação, ele perdeu a vaga de titular para o calouro Ryan Finley no dia do seu aniversário (29 de outubro), após um início 0-8 na temporada. Triste.

– Jameis Winston

Outro rei dos turnovers. Em 64 jogos como quarterback do Tampa Bay Buccaneers em sua trajetória na NFL, são 70 interceptações lançadas. Ainda tem 22 fumbles perdidos, totalizando 92 turnovers. Winston adora lançar fazer um jogo com quatro TDs e, no seguinte, sofrer cinco interceptações. Enfim, vamos parar por aqui que vai ficar feio.

– Joe Flacco

O atual quarterback titular do Denver Broncos fez a sua carreira mesmo no Baltimore Ravens, onde jogou por 11 temporadas. Lá, ele comandou o time ao título do Super Bowl XLVII, quando foi eleito MVP daquela final. Mas por que ele está nesta desgraça de grupo então. Por sua carreira se resume a isso e a perguntas de zoeira de “Flacco é elite?”. Não, ele não é e seus 218 passes para TD e 141 interceptações em 171 jogos provam isso.

– Ryan Fitzpatrick

Mais rodado que prato de micro-ondas. O barba é um loucão que adora lançar passes absurdos para TDs (e quase que igualmente para interceptações). São 198 TDs e 155 INT na carreira. É um Brett Favre (desculpa, mito) bem piorado. St. Louis Rams, Cincinnati Bengals, Buffalo Bills, Tennessee Titans, Houston Texans, New York Jets, Tampa Bay Buccaneers, XV de Piracicaba (pausa para respirar) e agora titular do Miami Dolphins (tudo que é ruim pode ficar pior).

– Mason Rudolph

O agora titular do Pittsburgh Steelers (devido à lesão de Big Ben) ainda é bem inexperiente, tendo sido selecionado na terceira rodada do draft de 2018. Vem tendo uma temporada interessante, com 1.088 jardas aéreas, 10 touchdowns e quatro interceptações. Poderia ter entrado no grupo dos medianos, mas ainda acho um QB bem cru.

– Ryan Tannehill

Quando um cara não consegue se firmar no Miami Dolphins, algo está muito errado. Agora no Tennessee Titans, Tannehill até conseguiu ganhar a vaga de titular que era de Marcus Mariota (o que não é difícil) e vem tendo a melhor temporada de sua carreira. Mas Tannehill não empolga e nunca vai empolgar. Entendo se quiser subi-lo para a casta de cima, mas eu sou duro com ele.

– Dwayne Haskins

Mais verde do que um jogo entre Palmeiras e Goiás na Arena Pantanal. Dwayne Haskins agora vai começar a ser titular do Washington Redskins e ainda é um calouro que mal teve tempo para se provar. Mas, no que teve, nos assustou. Pode, com a tutela certa, se transformar em mediano e quem sabe (difícil) até acima da média.

– Case Keenum

O último da nossa lista e já diz muito. Ninguém liga para Case Keenum e ele conseguiu perder a vaga de titular do horroroso Washington Redskins. Teve aquela temporada mágica no Minnesota Vikings em 2017, com 22 TDs e sete interceptações, liderando o time em uma campanha 13-3. E, nos playoffs, participou do Minneapolis Miracle, eliminando o New Orleans Saints em uma vitória épica no divisional round. Mas, passou aquilo, e voltou a ser um zé ninguém.

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