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Bob Quinn: Detroit Lions está aberto à ideia de selecionar QB na primeira rodada

Matthew Stafford, quarterback do Detroit Lions

(Crédito: Twitter/reprodução)

Bob Quinn, general manager do Detroit Lions, afirmou nesta segunda-feira (11) que o time está aberto à ideia de selecionar um quarterback com a oitava escolha geral do draft de 2019 se considerar que alguém vale o investimento. Isso mesmo com o veterano Matthew Stafford no elenco.

Essa declaração se dá semanas depois de Quinn falar que Stafford é o QB da franquia de Michigan e continuará sendo.

“Nós vamos considerar qualquer posição no draft a qualquer momento, seja a oitava escolha geral ou caso tenhamos várias escolhas mais adiante no draft. Estamos em uma posição agora com a oitava escolha geral em que todo o draft board está realmente aberto para nós. Não vamos realmente eliminar nenhum prospecto”, observou o GM. “Nos anos anteriores, pelo menos nos meus últimos anos aqui, nós draftamos em qualquer posição da 16 à 22, eu acredito. É um pouco diferente para nós este ano. Há mais alguns jogadores que estarão disponíveis e se houver um quarterback que consideremos que possa nos ajudar neste ano ou no futuro, nunca vamos fechar as portas para isso”, ressaltou Quinn.

Os melhores prospectos para a posição de QB neste ano são Dwayne Haskins, de Ohio State, e Kyler Murray, de Oklahoma.

O assunto nos Lions surgiu como uma pergunta de um torcedor durante a cúpula anual do time para membros que têm ingressos para a temporada (season ticket). Os fãs dos Lions fizeram fila para fazer perguntas a Quinn, ao presidente Rod Wood e ao head coach Matt Patricia.

O contexto do questionamento foi sobre como as equipes da liga têm sido bem-sucedidas na construção de quarterbacks sob contratos de calouro que oferecem mais flexibilidade em termos de teto salarial.

Nos últimos anos, time como o Seattle Seahawks, com Russell Wilson, e o Los Angeles Rams, com Jared Goff, chegaram ao Super Bowl com signal caller atuando sob acordos de calouro, e times como Philadelphia Eagles, com Carson Wentz, e Kansas City Chiefs, com Patrick Mahomes, também se tornaram competidores fortes com esses QBs atuando sob seus primeiros contratos profissionais.

Patricia disse que, às vezes, esses times são construídos para terem muitas opções de um lado da bola e, quando o quarterback tem que ser pago, eles terão que fazer sacrifícios em outras posições.

Para o comandante dos Lions, “é um território complicado quando você meio que tem essas situações e estamos tentando equilibrar a base geral do time para que você seja competitivo em todos os níveis”.

Stafford deve ‘pesar’ US$ 29,5 milhões no salary cap dos Lions na temporada 2019, sendo que US$ 19 milhões desse valor são garantidos. Se, como esperado, o camisa 9 estiver no elenco no quinto dia do novo ano da liga, que começa em março, ele terá US$ 6 milhões garantidos para 2020.

Atualmente com 31 anos de idade, o líder de ataque está saindo de uma das piores temporadas de sua carreira profissional. Em 16 jogos em 2018, ele acertou 66,1% de seus passes para 3.777 jardas, 21 touchdowns e 11 interceptações.

Seu total de jardas foi o pior desde a temporada 2010, quando ele disputou apenas três jogos, seu número de passes para TD foi o pior desde 2012 (20) e a quantidade de interceptações foi a maior desde 2015.

Após esta última temporada, Quinn disse que acreditava que os Lions poderiam vencer um Super Bowl com Stafford e reforçou o que Patricia disse anteriormente, que eles acreditam em Matthew como QB.

“Matthew Stafford é o nosso quarterback. Ele será o nosso quarterback aqui. Ouça, esse cara é um jogador muito talentoso e eu, assim como os treinadores, preciso colocá-lo em situações melhores para permitir que ele faça uso de seu conjunto de habilidades”, falou o general manager no dia 4 de janeiro.

Aliás, isso foi algo que Quinn e Patricia reiteraram no evento, deixando claro que eles precisam melhorar a posição de tight end (uma prioridade), além de encontrar mais jogadores talentosos para o ataque e a defesa.

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