NFL

Le’Veon Bell é uma peça monstruosa para o Kansas City Chiefs de Patrick Mahomes

Quem odeia ou teme o Kansas City Chiefs acaba de ganhar mais motivos para isso com a chegada de Le’Veon Bell. Como confirmaram os jornalistas Adam Schefter, da ‘ESPN’ norte-americana, e Ian Rapoport e Jim Trotter, da ‘NFL Network’, o running back está indo para os atuais campeões do Super Bowl sob contrato de um ano de duração.

Em resumo: Bell vazou feliz do New York Jets na última terça e, dois dias depois, já encontrou uma nova casa. Ele trocou um barraco caindo aos pedaços em NY por uma mansão no Meio-Oeste. Nada mal.

Ainda não sabemos quanta gasolina resta nesse tanque de Bell, mas que ele é um jogador interessante, isso sem dúvidas. Ele adiciona mais um elemento poderoso ao backfield ofensivo do ataque liderado por Patrick Mahomes.

Ou seja, além de você possuir um quarterback anabolizado, você tem um backfield com um calouro sensacional como Clyde Edwards-Helaire e, agora, com um veterano como Bell. Se utilizado corretamente, o ex-Jets e Pittsburgh Steelers pode adicionar qualidade tanto pelo chão quanto pelo ar.

Inegavelmente, a passagem de Bell pelos Jets foi mais digna de esquecimento do que a passagem de Jesualdo pelo Santos. Mas não dá para ter um parâmetro válido quando você joga em um time horroroso em todos os sentidos.

Em 2019, sua primeira temporada com os Jets, o RB teve média pífia de 3,2 jardas por carregada, a pior de sua carreira, com 789 jardas e três touchdowns em 245 corridas, além de 66 recepções para 461 jardas e um TD.

Nem perto daquele jogador que, em 2017, com a camisa dos Steelers, somou 321 corridas para 1.291 jardas (quatro por carregada) e oito TDs, além de 85 recepções para 655 jardas e dois TDs.

Atualmente, os Chiefs, que estão com campanha de 4-1, são o 13º time na NFL em jardas corridas, com média de 119 por partida, e o décimo em jardas por carregada, com 4.5. Isso pode mudar quando o monstro de duas cabeças formados por Edwards-Helaire-Bell (poxa, o nome com hífen do calouro me ferrou nessa) entrar em ação.

Mas, vale ressaltar, que desde a vitória sobre o Houston Texans, na semana 1, quando o calouro correu para 138 jardas e um TD, os Chiefs estão com média de apenas 108 jardas por partida, 19ª marca na liga, e não anotaram um TD sequer em corrida de RB.

Do lado de Bell, essa mudança é mais do que bem-vinda. Ele foi absolutamente mal utilizado pelo péssimo técnico Adam Gase nos Jets e teve seus entreveros com o head coach. A equipe não explorou nem 10% do potencial que Bell demonstrou nos Steelers.

Em Pittsburgh, ele foi um running back que, em apenas cinco temporadas, correu para 5.336 jardas e 35 touchdowns, além de somar 312 recepções para 2.660 jardas e sete TDs. Números incríveis.

Nos Chiefs, eu acredito que, com vontade, ele tem chances de voltar a ser mais o Bell dos Steelers. Ainda com 28 anos de idade, acabado ele não está.

Confesso que estou bastante curioso para vê-lo trabalhando com Andy Reid e Mahomes. Vai ser, no mínimo, intrigante.

Posso perfeitamente vê-lo saindo do backfield para receber aqueles screen passes que Mahomes adora. Posso vê-lo ganhando boas jardas pelo chão. E, também, posso até vê-lo sendo alinhado no slot em algumas jogadas, quem sabe.

Bell tem uma capacidade de ser essa arma ofensiva completa. Obviamente, é bom ir com calma. Mas mais do que nos Jets eu tenho certeza que ele vai render, caso lesões não atrapalhem.

A princípio, vamos anotar na agenda: na semana 8, tem Chiefs x Jets. Um reencontro de pegar fogo. É no dia 1º de novembro.

Se Le’Veon Bell jogar PRA CARA%&O nesse jogo, não podemos estranhar…

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