NFL

Bate o sino pequenino (de madrugada) e Le’Veon Bell é do New York Jets

Le'Veon Bell, running back da NFL

(Crédito: Twitter/reprodução)

Já estava me preparando para fazer minha leitura noturna antes de começar a enrolar para dormir (como sempre faço) e a digerir a troca de Odell Beckham Jr. com o Cleveland Browns. Mas a madrugada é uma criança e, de repente, mais uma bomba chegou ao meu celular: Le’Veon Bell é do New York Jets.

Sim, depois de perder toda a temporada 2018 da National Football League em meio a uma disputa contratual com o Pittsburgh Steelers, Bell ficou livre no mercado e agora faz parte da Gang Green, como noticiou em primeira mão o jornalista Adam Schefter, da ‘ESPN’ norte-americana.

O nome mais cobiçado de toda a NFL Free Agency 2019 agora tem uma casa nova e não escondeu sua felicidade por isso.

Segundo Schefter, o contrato de Bell com os Jets será de quatro anos de duração, com valor de US$ 52,5 milhões, podendo chegar a um valor máximo próximo a US$ 61 milhões. O acordo inclui US$ 35 milhões garantidos.

A média por ano que Bell vai faturar, de US$ 13,25 milhões, vai deixá-lo em segundo na liga entre running backs, atrás apenas de Todd Gurley, do Los Angeles Rams, com US$ 14,37 milhões.

À primeira vista, já é possível concluir que Bell conseguiu o contrato grandioso que queria, com muito dinheiro garantido. Era algo que os Steelers a todo momento deixaram claro que não estavam dispostos a oferecer. Ou quase isso, já que ele chegou a recusar uma proposta de cinco anos, US$ 70 milhões, depois da temporada 2017, alegando que o contrato continha uma baixa garantia real de US$ 17 milhões.

E foi por isso que Bell bateu o pé e não jogou durante todo o ano passado. Com certa dose de razão.

Bell sabe muito bem o tipo de jogador que é. Sabe que revolucionou a posição de running back em sua geração. E sabe do seu potencial.

Depois de somar quase 2.000 jardas totais na temporada 2017, o astro optou por não assinar sua franchise tag de US$ 14,5 milhões no ano passado, recusando-se a atuar sob contrato de um ano sob a justificativa de estar preservando seu corpo para um futuro time que estivesse disposto a soltar as verdinhas que ele tanto desejava.

Para combinar com a cor do time, foram os Jets.

De 2013, quando ele foi selecionado na segunda rodada do draft pelos Steelers, até 2017, sua mais recente temporada na liga, Bell teve média de 128,9 jardas por jogo e essa marca é a maior para um running back nos primeiros cinco anos de sua carreira desde a fusão da NFL com a AFL em 1970.

Em 62 partidas de temporada regular na liga, são 1.229 corridas para 5.336 jardas (4,3 jardas por carregada) e 35 touchdowns, além de 312 recepções para 2.660 jardas e sete touchdowns. E três seleções ao Pro Bowl.

Ainda não está convencido? Vamos a um dado curioso.

Bell tem três temporadas com 1.800 jardas ou mais a partir da linha de scrimmage em sua carreira na NFL. A franquia New York Jets tem duas temporadas assim em sua história, ambas com Curtis Martin, um Hall of Famer, que a organização nova-iorquina contratou como free agent em 1998. Déjà vu?

Com Bell, os Jets adicionam um verdadeiro canivete suíço ao seu ataque e fazem o quarterback Sam Darnold salivar só de pensar no que ele terá bem atrás dele a cada snap.

Mas posso deduzir que alguns de vocês estão questionando por que eu utilizei a palavra “revolucionou” alguns parágrafos acima. Calma, eu explico.

Bell tem um estilo de jogar a posição de running back muito peculiar. Nos Steelers, cansamos de vê-lo atrás de sua linha ofensiva, com toda a calma, esperando os buracos serem abertos pelos offensive linemen antes de atacar para ganhar muitas jardas. Isso em vez de sair correndo logo após o handoff que nem um louco.

Essa estratégia e estilo foi, em grande parte, responsável pelo sucesso do atleta.

Ainda com apenas 27 anos de idade, Bell sabe que pode render muito ainda, preservou o seu corpo e, nos Jets, ele atinge o seu objetivo de ser pago muito além do que um running back geralmente fatura. Afinal, ele é um playmaker mais do que um mero halfback tradicional.

Yes! Oficialmente os Jets estão começando a causar na free agency. Antes de Bell, o linebacker C.J. Mosley, além dos wide receivers Jamison Crowder e Josh Bellamy, já haviam chegado. Peças para a defesa e armas para Darnold no ataque.

Será que os Jets terão bala na agulha para incomodar o New England Patriots na AFC East? E os Steelers estão realmente tranquilos com James Conner liderando o backfield?

São respostas que os próximos anos nos trarão.

PS: Os Jets recebem os Steelers em casa na temporada 2019 😉

 

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