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Árbitro envia queixa de Colin Kaepernick contra a NFL a julgamento

Colin Kaepernick

(Crédito: Twitter/reprodução)

Um árbitro está mandando a queixa de Colin Kaepernick contra a National Football League a julgamento, negando assim o pedido da liga para desconsiderar as queixas do quarterback de que os proprietários de franquias conspiraram para mantê-lo desempregado depois dos protestos do jogador contra injustiças sociais nos Estados Unidos.

Mark Geragos, advogado de Kaepernick, publicou nesta quinta-feira (30) em seu Twitter uma foto da determinação emitida pelo árbitro judicial Stephen B. Burbank.

O ex-quarterback do San Francisco 49ers alega que os donos de times fizeram um conluio contra ele para impedir que ele assine um contrato com alguma equipe desde que ele ficou livre na free agency, em 2017.

A NFL se recusou a comentar sobre a decisão, de acordo com o jornal ‘The New York Times’.

Há duas temporadas, Kaepernick iniciou uma onda de protestos de jogadores ao redor da NFL, ajoelhando-se durante a execução do hino nacional dos EUA antes dos jogos em uma maneira de demonstrar insatisfação com as injustiças sociais e raciais no país.

Os protestos cresceram e se tornaram um dos debates de maior polaridade nos esportes profissionais, com o presidente Donald Trump chegando a pedir publicamente em diversas oportunidades que suspenda ou demita jogadores que fizeram manifestações durante o The Star-Spangled Banner.

Colin Kaepernick afirma que os donos de franquias estão violando as regras do acordo coletivo de trabalho (CBA) firmado entre a NFL Players Association (NFLPA), sindicato dos atletas da liga, e a NFL.

O caso depende de saber se os proprietários trabalharam juntos em vez de decidirem individualmente não contratar Kaepernick.

Uma queixa similar foi apresentada pelo safety Eric Reid, também ex-membro dos 49ers e atualmente sem contrato, que participou dos protestos ao lado de Kaepernick, seu então companheiros de equipe. Essa queixa segue pendente.

Enquanto isso, a liga e o sindicato dos jogadores ainda não chegaram a uma resolução para determinar se os jogadores serão ou não punidos se decidirem se ajoelhar ou demonstrar insatisfação durante o hino dos EUA.

Os proprietários de franquias aprovaram na offseason uma nova regra que obriga os jogadores e membros da comissão técnica a permanecerem em pé durante o hino caso eles estejam na lateral do campo durante sua execução. A regra, entretanto, permite que os atletas e funcionários dos times permaneçam no vestiário caso assim desejem.

A NFL e a NFLPA, contudo, suspenderam temporariamente a aplicação dessa regra depois que o Miami Dolphins enfrentou reações negativas por classificar os protestos como conduta prejudicial ao time, colocando assim os jogadores sob risco de multas ou até mesmo suspensões.

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