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Após quatro temporadas, Buffalo Bills demite o general manager Doug Whaley

(Crédito: Twitter/reprodução)

Pelo jeito o draft não deixou o proprietário do Buffalo Bills muito animado. Neste domingo (30), um dia após a conclusão do evento de recrutamento de atletas universitários, a franquia anunciou que o general manager Doug Whaley foi demitido após quatro temporadas.

Terry Pegula, dono do time, divulgou um comunicado oficial anunciando a decisão.

“Após uma revisão detalhada da operação de nosso futebol americano ao longo dos últimos meses, Kim e eu informamos Doug nesta manhã que vamos seguir uma nova direção”, falou Terry Pegula, citando sua esposa Kim Pegula, também dona da franquia. “Nós gostamos de trabalhar com Doug. Ele é uma boa pessoa e agradecemos a ele pelo seu trabalho e comprometimento com este time. Esta foi minha decisão. Não foi uma decisão fácil, mas acredito que seja a correta para o futuro do Buffalo Bills. Nossa procura por um novo general manager vai começar imediatamente”, completou.

Doug Whaley chegou aos Bills em 2010, como general manager assistente, e foi promovido ao cargo de general manager em 2013, depois que Buddy Nix saiu após o draft daquele ano. Antes disso, Whaley passou 11 anos no departamento de scouting do Pittsburgh Steelers.

Em quatro temporadas de Whaley como GM, a franquia teve um retrospecto de 30 vitórias e 34 derrotas, com apenas uma temporada com mais vitórias do que derrotas, em 2014. Mesmo assim, com campanha de 9-7 naquele ano, o time não conseguiu avançar aos playoffs.

O jejum de classificações à pós-temporada dos Bills chegou a 17 anos em 2016, quando a equipe encerrou o campeonato com sete vitórias e nove derrotas.

Ian Rapoport, jornalista da ‘NFL Network’, apurou que a comunidade de olheiros da liga esperava que Doug Whaley fosse mesmo deixar a posição que ocupava nos Bills. Prova disso é que o técnico Sean McDermott teve voz muito ativa neste último draft.

Entre os nomes preliminares de candidatos para substituir Whaley estão Brandon Beane e Don Gregory, atualmente membros do departamento pessoal do Carolina Panthers.

O Buffalo Bills também encerrou os departamentos de scouting profissional e amador, afirmou Pegula em uma coletiva de imprensa concedida neste domingo.

Como ressaltou Pegula, McDermott será consultado pelos proprietários da franquia durante a pesquisa para contratação de um novo GM.

“Claro, eu vou perguntar ao Sean. Vamos usar todos os recursos disponíveis”, garantiu o dono da franquia.

Na coletiva, Terry Pegula falou um pouco mais sobre a saída do profissional, mas não entrou em muitos detalhes.

“Eu não quero discutir publicamente por que tomamos a decisão, os fatores. Doug é um bom cara. É um homem inteligente. Mas nós tomamos a decisão. E as razões permanecem privadas entre nós e Doug”, afirmou. “Houve algumas coisas dentro do prédio, para ser honesto com vocês. Ele é um bom cara”, completou.

Pegula ressaltou que o time vai apoiar Jim Overdorf, negociante de contratos dos Bills, mas frisou que a decisão de manter ou não o profissional no cargo será de responsabilidade do futuro novo general manager. Overdorf está nos Bills desde 1986.

Mesmo com o fato de Doug Whaley ter sido demitido imediatamente após o draft de 2017, Pegula garantiu que Sean McDermott não liderou o processo de draft e falou que Whaley foi o responsável por “juntar tudo”. Pegula acrescentou que o draft “correu muito bem”, mas ao ser questionado por que o GM foi mandado embora um dia depois, ele disse: “há certos aspectos nos quais precisamos ficar um pouco melhores”.

A demissão de Whaley representa uma mudança de postura dos proprietários dos Bills, já que os Pegulas colocaram o GM na liderança da busca por um novo técnico depois da demissão de Rex Ryan, em dezembro passado. Essa decisão foi vista como um voto de confiança por parte da diretoria do time de Buffalo.

Quando os Bills contrataram McDermott em janeiro, Whaley manteve o controle do elenco de 53 jogadores e o treinador disse na época que estava “confortável” com a estrutura de poder dentro da organização e em relação a como as decisões do futebol americano seriam tomadas.

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