NFL

Após cinco temporadas, Indianapolis Colts demite o general manager Ryan Grigson

Ryan Grigson, ex-general manager do Indianapolis Colts

(Crédito: Twitter/reprodução)

O Indianapolis Colts acertou neste sábado (21) a demissão do general manager Ryan Grigson, depois de cinco temporadas do profissional no cargo. A informação foi apurada por Adam Schefter, jornalista da ‘ESPN’ norte-americana.

Grigson ainda tinha contrato por mais três anos, assim como o técnico Chuck Pagano, mas publicamente Jim Irsay, proprietário da franquia, não expressou apoio nem a Grigson e nem a Pagano. Era esperado, contudo, que Grigson fosse continuar na organização.

Irsay fez comentários neste sábado e garantiu que Pagano segue como head coach.

“Foi uma decisão complicada, mas bem pensada. No final, foi a decisão certa para os Colts”, falou o dono da franquia sobre a decisão de demitir Grigson.

Irsay também afastou qualquer dúvida em relação ao futuro de Pagano: “ele é nosso técnico para 2017”.

O Indianapolis Colts terminou a temporada 2016 com campanha de oito vitórias e oito derrotas, fechando apenas na terceira colocação da divisão AFC South, e ficou fora dos playoffs pelo segundo ano consecutivo.

Ryan Grigson, que chegou em 2012 aos Colts para substituir o demitido Bill Polian, ocupou um cargo de GM pela primeira vez em sua carreira quando foi contratado. E os resultados iniciais foram bons.

Ele foi o responsável por selecionar o quarterback Andrew Luck com a primeira escolha geral em seu primeiro draft como general manager da organização. Grigson também selecionou grandes nomes como os tight ends Dwayne Allen e Coby Fleener e o wide receiver T.Y. Hilton neste mesmo draft.

Em 2012, a franquia de Indiana teve campanha de 11 vitórias e cinco derrotas e foi aos playoffs, com Grigson ganhando o prêmio de Executivo do Ano da NFL naquela temporada.

Na sequência do trabalho, os Colts ainda tiveram mais duas campanhas de 11-5 em 2013 e 2014, chegando à final da Conferência Americana (AFC) neste último ano, quando a equipe foi derrotada pelo New England Patriots por 45 a 7, no famoso jogo do Deflategate.

Porém, nos últimos dois anos, o time não se classificou para a fase decisiva do campeonato, incluindo em 2015, quando tinha um elenco forte, sobretudo depois das contratações do running back Frank Gore, do linebacker Trent Cole e do experiente wide receiver Andre Johnson.

Nenhum dos jogadores draftados por Grigson em 2013 estão atualmente no elenco. Nomes como o linebacker Erik Walden, os jogadores de linha ofensiva Gosder Cherilus e Donald Thomas, o cornerback Greg Toler e o safety LaRon Landry, contratados na free agency de 2013, também foram um fracasso.

Mesmo com todas as falhas de Grigson nos últimos anos, Irsay deu uma extensão de contrato ao general manager em janeiro de 2016, mas a verdade é que ele nunca se deu muito bem com o técnico Chuck Pagano, o que acabou dificultando a vida dentro da organização.

Durante a temporada 2015, os dois mal se falavam e isso por si só já é uma boa justificativa para a demissão deste sábado ser entendida. Além disso, vários jogadores atuais e ex-jogadores dos Colts também acusaram Grigson de não fazer questão de construir um relacionamento com eles.

Pat McAfee mesmo não escondeu sua felicidade com a notícia.

Agora com a demissão de Grigson, vale ficar de olho no nome do ex-quarterback Peyton Manning, que pode assumir uma posição executiva nos Colts. O lendário signal caller esteve envolvido em vários rumores neste sentido nos últimos tempos.

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