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Andy Dalton nos Cowboys significa pressão (financeira) em Dak

Andy Dalton não será o quarterback titular do Dallas Cowboys se Dak Prescott estiver minimamente saudável para entrar em campo. Mas o ex-QB do Cincinnati Bengals vai exercer uma outra pressão no camisa 4. E por isso sua contratação é interessante.

Prescott e seu contrato são assuntos há quase um ano. Antes da última temporada, ele e os Cowboys não entraram em acordo e essa indefinição seguiu, restando para Jerry Jones a salgada franchise tag exclusiva de US$31,4 milhões para 2020. Se antes o quarterback tinha todos os argumentos do mundo para exigir o que ele queria exigir – se falou em até absurdos US$ 40 milhões por temporada – agora os Cowboys podem falar “escuta, se você não aceitar, não será o fim do mundo para nós”.

Falamos no último podcast sobre o Draft interessante dos Cowboys. Só clicar no player que você pula para esse momento:

Dalton teve boas temporadas em Cincinnati, com seu ano de 2015 sendo de especial destaque – 3.250 jardas, 25 TDs e apenas sete INTs -, com dez vitórias em 13 jogos. Mas os Bengals nunca conseguiram grande coisa por causa de seu dono sovina, que não investiu para criar um time vitorioso em volta de boas escolhas de Draft. Em 2016, Dalton superou 4.000 jardas, mas os Bengals foram caindo e caindo ano a ano até a tenebrosa temporada passada. Joe Burrow acabou com a era Red Rocket no Ohio.

Nada indica que o QB de 32 anos está acabado. E por isso imaginar ele em Jacksonville ou New England, brigando pela posição com dois quarterbacks jovens que não sabemos como lidarão com a titularidade – Gardner Minshew III e Jarrett Stidham – não era difícil. O que fez ele não terminar em alguma dessas cidades? Provavelmente falta de propostas.

Mas ir para Dallas pode ser o mais interessante dos três cenários. Ele chega sem pressão alguma, está próximo de sua casa da offseason, o elenco é bastante talentoso no lado ofensivo da bola e pode sobrar a titularidade se Prescott se lesionar.

Os Cowboys tratam bem suas estrelas, algumas vezes até em detrimento da competitividade de sua equipe. Uma das atitudes mais “sem coração” de Jerry Jones e sua família foi a sucessão na posição de quarterback. Tony Romo se machucou pela milésima vez, Dak Prescott, uma escolha de quarta rodada, jogou bem e levou uma equipe de excelente qualidade a 13 vitórias. Quando Romo voltou, a vaga não era mais dele.

Optar por Dak foi o certo porque sendo uma escolha mais baixa, o salário de Prescott por quatro anos foi uma piada para os padrões NFL. Quando o time foi campeão da NFC East em 2018, o QB teve 630 mil de salário anual, o 28° da equipe. O 29° foi do long snapper LP Ladouceur.

Quando chegou a hora de cobrar, Dak Prescott não teve dúvidas e jogou seu preço lá para cima. Até porque todo mundo sabe que Jerry Jones paga suas estrelas e ele quer desesperadamente um título. A franquia de Dallas não está longe, por mais que não esteja chegando muito perto também.

Só que ao mesmo tempo Jones não é burro, afinal, ele tem um iate para fazer suas escolhas no Draft e alguns bilhões de dólares para chamar de seus. Prescott não é um quarterback de elite e, com 26 anos, é difícil imaginar que ele tenha uma temporada similar a Lamar Jackson em 2019, MVP aos 22 anos, ou a carreira de Patrick Mahomes, que com 24 anos é MVP da temporada regular e do Super Bowl LIV.

A chegada de Andy Dalton dá algo que Cooper Rush (prazer, reserva dos Cowboys por três anos) não dava. O discurso de Jones e sua família nas negociações pode partir para “temos o nosso Nick Foles”, dificultando o poder de barganha do atual QB de Dallas. E Prescott no mercado não irá gerar suspiros e guerra de ofertas de US$ 35 milhões por ano. Não duvido que as negociações com Prescott logo encontrem um meio-termo satisfatório para ambos os lados.

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