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Amante dos hábitos, Chuck Noll foi um dos maiores treinadores da história da NFL

(Crédito: Instagram/reprodução)

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Não é fácil mensurar o tamanho do legado de Chuck Noll na NFL. Podemos contar os quatro Super Bowls vencidos, um recorde histórico (1974, 1975, 1978 e 1979), ou as 209 vitórias na carreira (outro recorde de Noll), mas explicar os motivos que fizeram do ex-linebacker dos Browns o técnico mais vitorioso da era Super Bowl é complicado.

Uma das principais características de Noll era a incomum carga horária que ele tinha. Ao contrário de muitos treinadores, ele fazia questão de cumprir o horário determinado e não ficava até tarde no centro de treinamento estudando adversários e formulando jogadas. Jed Hughes, líder de uma empresa mundial de esportes e ex-técnico de linebackers dos Steelers, conta que “Noll ficava até tarde uma vez por semana”. Segundo Hughes, o ex-técnico de Pittsburgh era muito inteligente. “Ele frequentava a faculdade de direito. Ele sabia como treinar cada posição melhor do que os assistentes que foram contratos para isso”, afirmou Hughes à Forbes.

No Monday Morning Quarterback, da Sports Illustrated, o ex-fullback, Rocky Bleier contou detalhes da forma de treinar de Noll. Ele batia em uma tecla: o hábito. Em 1974, conta Bleier, após uma vitória contra o Kansas City Chiefs, o treinador disse que o time havia vencido a partida devido à falta de bons hábitos do left guard dos Chiefs.

De acordo com Noll, hábitos são criados nos treinos diários e são executados nos jogos, independente do clima e do adversário. Para ele, nos últimos dois quartos, você não pensa, você apenas reage e coloca em prática os seus hábitos.

Apesar das grandes lições, Noll não se considerava um motivador. Certa vez ele disse, “não é o meu trabalho pegar a mão de vocês, o meu trabalho é recrutar jogadores motivados e mostrar como eles podem melhorar”. Ele não recrutava apenas atletas “pilhados”. O histórico de jogadores draftados pelos Steelers sob o comando de Chuck é impressionante. Entre os melhores estão Joe Greene, Terry Bradshaw, Franco Harris, Lynn Swann, Mike Webster, Jack Lambert, John Stallworth, Rod Woodson, Jack Ham e Mel Blount (todos eles dignos de estar no Hall of Fame).

Noll encerrou a carreira em 1991, mas o seu último título foi em 1979. A década de 1980 foi dura para o treinador e os Steelers. “O que mais machucava Chuck era que nós não tivemos um bom quarterback depois de Terry Bradshaw. Nós tinhamos uma boa defesa e bons corredores, mas ninguém para brilhar como quarterback, que é obviamente uma posição crítica”, diz Jed Hughes.

Dependente de Bradshaw ou não, Noll está indiscutivelmente entre os cinco melhores técnicos da história da liga. Após 1967, com o primeiro Super Bowl, ninguém foi mais vitorioso que ele. Na arte de comandar um time, apenas Vince Lombardi é mais lembrado do que ele. Aliás, seria uma homenagem justíssima nomear o Heinz Field, em Pittsburgh, de “Chuck Noll Field”. Ou até construir um Mount Rushmore de treinadores da NFL, no qual Chuck estaria presente sem dúvida alguma.

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