NFL

Alex Smith “sortudo por estar vivo” depois de infecção severa na perna

Alex Smith, quarterback do Washington Redskins

O quarterback Alex Smith, do Washington Redskins, segue em uma longa reabilitação de fraturas graves na perna sofridas durante a temporada 2018 da National Football League. O problema exigiu várias cirurgias desde então.

E, como o próprio Smith revelou à ‘ESPN’ norte-americana, no programa Outside The Lines (confira o vídeo ao final deste texto), a lesão quase custou sua vida.

Trocado e contratado pelos Redskins em 2018, Smith estava defendendo o time durante um jogo na semana 11 contra o Houston Texans quando sofreu um tackle dado pelo safety Kareem Jackson e pelo defensive end J.J. Watt. No lance, ele acabou sofrendo fraturas na tíbia e na fíbula.

As fraturas severas encerraram imediatamente sua temporada 2018 e exigiram um procedimento cirúrgico imediato, mas a situação foi ficando cada vez mais alarmante.

“Eu subestimei bastante a complexidade de uma tíbia e uma fíbula quebradas e o quanto elas são difíceis de curar. Alguns imprevistos aconteceram”, frisou.

Na entrevista, o signal caller deu detalhes sobre a infecção que ele sofreu após sua cirurgia inicial e revelou que teve que lidar com uma sepse, que é uma infecção que se espalha rapidamente pelo corpo e tem grande potencial de ser fatal.

O QB acrescentou que ele não se lembrava muito do que aconteceu entre isso e a decisão de se submeter a uma “cirurgia de salvamento de membros para salvar minha perna”.

“Eu não estava realmente presente para nada disso. Você acorda e ouve isso, sua esposa, família e médicos dizendo quão perto você estava (de morrer). Eu sou muito sortudo por estar vivo, tenho muita sorte de ainda ter minha perna. Então, sim, voltando à sua pergunta original, é bom estar aqui”, falou Smith ao jornalista Jeremy Schaap, da ‘ESPN’.

Smith ressaltou que “não faz ideia” do seu status atual na organização Washington Redskins, que deixou Smith, o técnico Jay Gruden e o presidente Bruce Allen para trás e segue adiante com o quarterback Dwayne Haskins, o técnico Ron Rivera e uma diretoria reformulada.

O quarterback observou que conversou com Rivera “várias vezes”, mas reafirmou que “não há garantias” de que ele voltará ao futebol americano ou ao time.

“Estou mais otimista do que nunca de que posso fazer isso, que ainda tenho isso em mim, que há o suficiente para que eu possa ir lá e jogar. Isso não é garantido e a parte mais assustadora é se colocar lá fora e tentar assumir isso, sabendo que o fracasso é uma possibilidade”, refletiu. “Mas (estou) curtindo essa oportunidade, encarando essa luta. Há semana em que eu sinto que, sem dúvidas, eu sei que posso e, certamente, há momentos em que eu fico frustrado e você está se sentindo mal e as coisas não estão indo bem como de costume e a dúvida ressurge. Mas ainda progredindo, ainda avançando e, tomara, chegando a um ponto em que realmente descobrirei se posso ou não”, analisou.

Atualmente com 35 anos de idade, Smith tem três temporadas remanescentes em um contrato de quatro anos que ele assinou com os Redskins em 2018.

Ainda não se sabe se ele voltará a jogar com a camisa dos Redskins ou qualquer outro time da NFL, mas é improvável. O jornalista Ian Rapoport, da ‘NFL Network’, apurou neste sábado que a reabilitação de Smith está focada em “manter um bom estilo de vida após o futebol americano, em vez de tentar voltar aos campos”.

Isso, entretanto, não vai impedir o QB de tentar voltar a jogar: “sou sortudo por estar aqui hoje por muitas razões, sortudo por estar ainda perseguindo isso”.

Curiosamente, Smith vestiu as camisas de Kansas City Chiefs e San Francisco 49ers, times que se enfrentam no Super Bowl LIV, antes de chegar aos Redskins. Mas, infelizmente, o signal caller terá que sentir a emoção da grande decisão da NFL apenas olhando de fora.

Confira a entrevista de Alex Smith ao Outside The Lines, da ‘ESPN’:

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