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Alejandro Villanueva é o jogador que mais vendeu produtos nas últimas 24h

Alejandro Villanueva, offensive tackle do Pittsburgh Steelers

(Crédito: Wikimedia Commons)

O offensive lineman Alejandro Villanueva, do Pittsburgh Steelers, se tornou o jogador da National Football League que mais teve produtos oficiais seus comercializados nas últimas 24 horas. Ele atingiu o topo do ranking ao meio-dia desta segunda-feira (25).

Um porta-voz da Fanatics, empresa que administra a loja online da NFL, confirmou à ‘ESPN’ norte-americana que produtos de Villanueva (incluindo camisas e camisetas) foram mais vendidos do que de quaisquer outros jogadores da liga.

O jogador de linha ofensiva dos Steelers superou o quarterback Tom Brady, do New England Patriots, para assumiu a ponta das últimas 24h. O quarterback Carson Wentz (Philadelphia Eagles), o quarterback Dak Prescott (Dallas Cowboys) e o quarterback Aaron Rodgers (Green Bay Packers) completaram o top 5.

Os sites do NFL Shop e da Fanatics tinham camisas e camisetas de Villanueva masculinas e femininas.

Alejandro Villanueva foi um Ranger do Exército dos Estados Unidos e conquistou uma Medalha de Bronze, tendo servido em três missões no Afeganistão. Ele foi o único membro do elenco dos Steelers que saiu do túnel durante a execução do hino dos Estados Unidos antes da partida contra o Chicago Bears, depois de o time coletivamente decidir não estar no campo durante o The Star-Spangled Banner.

Imagens e vídeos de Villanueva em pé com a mão no coração circularam nas redes sociais.

A decisão de Villanueva de não seguir o combinado com seus companheiros de time não foi apoiada por todos, incluindo o técnico Mike Tomlin.

Ao ser questionado após a derrota dos Steelers para os Bears por 23 a 17 o que ele tinha achado do fato de seu atleta ficar em pé durante o hino, o head coach foi enfático: “eu estava querendo participação de 100 por cento. Nós seríamos respeitosos com nosso time de futebol americano”.

Cerca de 180 jogadores da liga não ficaram em pé durante a execução do hino dos EUA no último domingo e três times (os Steelers, o Tennessee Titans e o Seattle Seahawks) não entraram em campo para o hino.

Os protestos ao redor da NFL foram intensificados após as declarações recentes do presidente Donald Trump, que criticou duramente os atletas que fazem protestos durante o hino nacional americano.

Aparição de Alejandro Villanueva durante hino surpreendeu Steelers

A decisão de Villanueva de sair do hino do Soldier Field durante o hino dos Estados Unidos surpreendeu muitos membros do Pittsburgh Steelers, segundo uma fonte revelou à ‘ESPN’.

Villanueva foi o único Steeler a aparecer mesmo depois de, durante uma reunião no sábado apenas entre jogadores do elenco, ter sido decidido que todo o time permaneceria no vestiário.

O left tackle titular era uma figura central no planejamento do protesto da equipe. Os jogadores queriam acomodar Villanueva, que disse durante a reunião que não queria ficar isolado, de acordo com a fonte. Assim, mover o protesto para fora do campo era uma maneira de manter a solidariedade sem isolar um indivíduo.

“É aí que a confusão aconteceu”, falou a fonte sobre o momento do hino.

Os jogadores dos Steelers discutiram vários métodos de protesto na reunião, incluindo ficarem de mãos unidas na lateral do campo ou colocar as mãos sobre os companheiros de equipe que se ajoelharem. O time acabou decidindo o plano de permanecer no vestiário por questão de tempo.

Questionado sobre o que motivou o companheiro a sair do túnel, o defensive end Cam Heyward disse: “não quero entrar nisso, mas nós apoiamos nosso cara Al. Ele sentiu que tinha que fazer isso. Esse cara serviu ao nosso país e o agradecemos por isso”.

O linebacker James Harrison, outro grande líder do elenco, disse ao site ‘PennLive.com’ que não achava que alguém estava isento do combinado para o pré-jogo.

“Nós pensamos que estávamos todos em atenção com o mesmo acordo, obviamente. Mas acho que não estávamos”, afirmou.

No passado, Villanueva disse que concorda com a frustração dos jogadores relacionada à injustiça racial, mas frisou que o sacrifício das forças armadas é muito grande para que o hino seja minimizado.

Seus companheiros de Steelers o respeitam por ter servido no Exército e eles deixaram isso bem claro no domingo. Mesmo assim, a decisão pegou a todos de surpresa e alguns não parecem ter gostado.

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