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A vitória dos Packers, o ‘sopro’ de Lombardi e um recado para o seu amigo cético

Mason Crosby, kicker do Green Bay Packers

(Crédito: Twitter/reprodução)

Um sack para perda de 10 jardas com menos de 20 segundos para o final. Aaron Rodgers é derrubado, mas protege a bola e ainda tem o raciocínio rápido para pedir um timeout. Jogadas depois, com cerca de 10s para o final, o quarterback do Green Bay Packers completa um passe de 36 jardas com Jared Cook e o tight end encontra espaço onde não havia para colocar os dois pés dentro de campo e consumar a recepção.

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Menos de cinco segundos restantes e a partida no AT&T Stadium está empatada em 31 pontos. A torcida do Dallas Cowboys não respira em Arlington. Todos se movem o mínimo possível e a tensão é grande.

Tensão de um time que chegou para os playoffs com a melhor campanha de toda a Conferência Nacional (NFC). 13 vitórias e três derrotas que deram o direito dos vaqueiros de folgar na primeira semana da pós-temporada e ainda ter a garantia de jogar todas em casa.

Mas Aaron Rodgers vive, provavelmente, a melhor fase de sua carreira.

Com o passe completado para Cook, o lendário camisa 12 colocou seu time em condição de vencer o jogo, de desbancar o time mais badalado da NFL diante dos olhos da torcida texana.

Entrou em campo então um tal de Mason Crosby. Kicker de 32 anos e atualmente em sua 10ª temporada na NFL, o veterano só vestiu a camisa dos Packers na carreira. E tinha a chance de recolocar a franquia de Wisconsin em sua primeira decisão da NFC desde 2014.

O camisa 2, que já havia acertado uma paulada com 1min38s para o final, de 56 jardas, para colocar os Packers em vantagem de 31 a 28, teve que entrar novamente em campo. E com todo o peso nas pernas de decidir o destino do seu time ou então ter que sofrer mais na prorrogação.

Crosby acertou sua tentativa de 51 jardas, mas o técnico Jason Garrett, dos Cowboys, pediu tempo pouco antes do snap para ‘congelar’ o kicker. Uma tática muito antiga usada na NFL desde que a bola oval era feita de pedra.

Congelar Mason Crosby? Uma piada, já que gelo é o que corre nas veias do chutador dos Packers.

Ele voltou a campo e deu outra pancada na bola. Dessa vez, não foi bem no meio do Y e até houve uma emoção, mas a bola passou raspando a trave esquerda e entrou. Talvez houve uma ajudinha de um sopro divino de um tal de Vince Lombardi, exatamente no dia do aniversário de 50 anos do Super Bowl I, quando os Packers derrotaram o Kansas City Chiefs por 35 a 10.

Já podemos sonhar com uma reedição desse jogo no Super Bowl LI? (Atualização: não mais, já que os Steelers foram a pedra no sapato dos Chiefs).

Uma vitória por 34 a 31 e vaga na final da NFC. O Green Bay Packers está a um passo do Super Bowl e precisará agora desbancar o Atlanta Falcons fora de casa.

E o recado para o seu amigo cético que falei no título?

Bem, eu me refiro àquele cara que fala que futebol americano não é legal, que não dá uma chance para a NFL.

Coloque esse jogo para ele assistir. Uma, duas, 51 vezes como a distância do chute decisivo. Explique as nuances de uma modalidade completamente estratégica. Um verdadeiro xadrez com armaduras, como diria o outro.

Dallas Cowboys e Green Bay Packers fizeram história neste domingo (15) com um dos jogos mais emocionantes da história dos playoffs da NFL. Os Cowboys chegaram a estar perdendo por 28 a 13 até o início do último quarto, mas foram buscar o empate em 28 pontos, depois em 31 pontos e acabaram perdendo no estouro do cronômetro.

Vimos a história mais uma vez ser escrita na National Football League e podemos dizer enchendo a boca: QUE ESPORTE É ESSE?

PS: Aaron Rodgers, você é um gênio. Mas sr. Crosby, você é um MONSTRO!

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