NBA

Com 43 pontos de Kevin Durant, Warriors vencem e ficam a uma vitória do bi

Kevin Durant Warriors

Crédito: Instagram/reprodução

Basicamente do mesmo lugar que um ano atrás, novamente no jogo 3, Kevin Durant enfiou um punhal no Cleveland Cavaliers de novo. E não foi o único: com uma partida sensacional do último MVP das finais – 43 pontos, 13 rebotes – o Golden State Warriors venceu por 110 a 102 e está a apenas um triunfo do bicampeonato. Ou terceiro título em quatro anos, se você preferir.

Os Cavaliers tiveram a liderança em todo o primeiro tempo, com J.R. Smith chegando para as finais e auxiliando LeBron James em sua tarefa hercúlea. Mas uma volta com tudo do intervalo dos Warriors e atacando de forma inteligente no último período, os californianos calaram a Quicken Loans Arena.

O jogo 4 será na sexta-feira, às 22h (de Brasília), em Cleveland novamente. Os Cavs vão tentar evitar uma varrida, algo que não acontece nas finais desde 2007. A memória é péssima para LeBron e os torcedores da franquia: o time foi o derrotado por 4 a 0 nessa ocasião, no caso pelo San Antonio Spurs.

O jogo

Os Cavaliers começaram bem mais uma partida destas finais. E muito disso se deveu a J.R. Smith, grande personagem negativo no Jogo 1, mas que buscou a redenção com uma mão quente no ataque. E LeBron, obviamente aproveitou isso, somando assistências a rodo logo de cara.

Antes do intervalo ele já tinha nove e ele terminou com 10, em um triplo-duplo de 33 pontos e 11 rebotes. Kevin Love também fez sua parte, acertando arremessos de três e terminando com 20 pontos.

Do lado dos Warriors, Stephen Curry parecia ter trocado de corpo com Smith, errando todos seus arremessos. Na defesa ele continuou dando seu máximo, algo destacável nesta série, inclusive quando tem que encarar LeBron. Mas o camisa 30 é um dos melhores da liga por seu arremesso, assim como Klay Thompson, que também não estava com boa pontaria.

Por isso ajuda quando você passa de Harrison Barnes para Kevin Durant. O camisa 35 fez cestas a noite inteira, independente do marcador. Foram 24 pontos no primeiro tempo apenas. O suficiente para deixar os Warriors a seis pontos de distância, menos que o duplo-dígito de alguns minutos antes.

E quando os Warriors voltam do intervalo, até uma senhora de meia-idade que não conhece basquete já sabe: eles vem com tudo. Com JaVale McGee e três cestas fáceis, logo o jogo estava empatado e depois com a vantagem dos californianos.

Os arremessos dos Cavs não caíram com tanta facilidade também, com Andre Iguodala voltando bem depois de perder quatro jogos das finais do Oeste e mais dois das finais. Curry continuou gélido, Thompson melhorou e Durant seguia imparável. Mas vale destacar que a equipe soube ler bem a partida, inclusive Stephen Curry, aproveitando a eterna ameaça de três para rodar mais a bola e conseguir enterradas, bandejas e cestas mais fáceis.

E assim o jogo foi para os momentos decisivos bastante pegado. Kevin Love, com dois lances livres, fez os Cavs passarem à frente por 97 a 96 com três minutos faltando. Curry, mantendo sua candidatura a MVP das finais viva, conseguiu uma bandeja e logo depois acertou a sua primeira e única bola de três (10 tentativas), colocando a diferença em 4.

LeBron respondeu na mesma moeda. Mas os Warriors, inteligentes, rodaram a bola e Andre Iguodala partiu para a cesta. Sem bandeja, para não ser humilhado em finais novamente, ele enterrou de forma imponente. Depois de Tristan Thompson errar, Kevin Durant recebeu a bola, ordenhou o relógio e mesmo longe até da linha de três, produziu mais um lance icônico em finais: uma linda e longa bola de três para colocar a vantagem em seis e matar a partida.

Foram 43 pontos, sua maior marca nos playoffs. E com 3 a 0 no placar nas finais pelo segundo ano consecutivo, os Warriors não vão nem querer saber que nunca uma equipe perdeu depois de ter essa vantagem, já que 2016 ainda dói. Mas em 2016, Harrison Barnes era o ala titular dos Warriors.

 

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