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Trocas da NBA: Marc Gasol, Markelle Fultz, Nikola Mirotic e nada de Davis

trocas da nba 2019

No dia 7 de fevereiro teremos o fechamento da janela de trocas da NBA. A partir dali todos vão ter que se contentar com os elencos que têm para perder para o Golden State Warriors mais cedo ou mais tarde. A menos que venha um free agent maroto de uma rescisão. Mas você entendeu.

Neste post nós vamos colocar alguns jogadores que são colocados nos rumores dos corredores sujos da liga, assim como algumas viagens de ácido (é a hora de ligar para os Lakers e perguntar sobre Brandon Ingram?) e também trazer os que tem uma placa de “vende-se” nas costas , entre o nome e o número.

E você que nos acompanha há algum tempo já sabe: um bom listão nos dá orgasmos. Por isso as novidades que forem surgindo também vão aparecer aqui. Mas só jogadores minimamente decentes. Não vou nem me dar ao trabalho para falar que o 14º jogador dos Nets em minutos foi trocado para os Kings por uma bala sete belo e uma viagem de Cometa.

Vamos nessa então. Este post de trocas da NBA será constantemente atualizado e podemos incluir um jogador que esquecemos, você nos lembrará e nós inventaremos alguma desculpa pela falha.

Aconteceu

Marc Gasol: ainda não está 100% confirmado, mas Marc Gasol, que estava jogando com uma placa de troca-se nas costas nas últimas semanas, achou um belo destino: Toronto. Os Grizzlies negociaram um de seus maiores ídolos para os Raptors, que estão em segundo no leste, por Jonas Valanciunas, Delon Wright, CJ Miles e uma escolha de segunda rodada de 2024. A informação é de Adrian Wojnarowski da ESPN americana.

Markelle Fultz: o Orlando Magic agora vai tentar salvar a carreira de Markelle Fultz. A equipe da Flórida manda Jonathan Simmons, uma escolha protegida de primeira rodada (originalmente de OKC, protegida se cair no Top 20) e uma escolha de segunda rodada pelo jogador selecionado 1º no Draft de 2017.

Nikola Mirotic: o jogador da seleção espanhola novamente foi trocado para um time interessante. Um ano depois de chegar no New Orleans Pelicans e ir muito bem, ele vai para o Milwaukee Bucks em uma negociação que pode ser de grande impacto.  Jason Smith, Stanley Johnson (que tinha acabado de ser trocado pelos Pistons, ver abaixo) e quatro escolhas de segunda rodada fazem o caminho inverso. Mirotic é um free agent nesta offseason, mas com 16,7 pontos e 8,3 rebotes de médias e uma boa bola de três, é uma peça excelente para ter com Giannis Antetokounmpo.

Michael Beasley: aqui foi difícil decidir quem é o jogador mais importante. O veterano Michael Beasley e o bom jovem Ivica Zubac vão jogar em Los Angeles ainda, mas pelos Clippers. Mike Muscala, envolvido na troca de Tobias Harris para Philly, ficou pouco tempo nos Clips e agora é dos Lakers. A estranha negociação, já que os Lakers abrem mão de um promissor Zubac, é para abrir uma vaga no elenco e confiando na capacidade de abrir a quadra e arremessar de três de Muscala, segundo Wojnarowski.

Avery Bradley: o veterano ex-Celtics era esperado que fosse negociado pelos Clippers, que está abrindo espaço no teto salarial como se não houvesse amanhã. Ele agora é do Memphis Grizzlies, que enviou JaMychal Green e Garrett Temple.

Markieff Morris: Anthony Davis ainda não foi trocado, mas os Pelicans não estão parados. Sabendo do saldão em Washington, o time foi atrás de Markieff Morris e mandou Wesley Johnson para a capital. Os Wizards conseguiram com esta negociação ficar abaixo do teto salarial e não ter que pagar multa.

Iman Shumpert: tem poucas coisas que os Rockets amam mais que um bom marcador de perímetro. A equipe trouxe mais um em Shumpert, mandando Brandon Knight, Marquese Chriss e uma escolha protegida de 1ª rodada para os Cavaliers e os Cavs enviam Alec Burks para os Kings e Nik Stauskas e Wade Baldwin (que tinham sido trocados pelos Blazers dois dias antes, ver abaixo) para os Rockets.

Otto Porter Jr: os Wizards conseguiram trocar um de seus contratos enormes. Otto Porter e seus US$ 53 milhões foram despachados para Chicago em troca de Jabari Parker e Bobbis Porter. Parker receberá US$ 20 milhões nesta temporada e mais US$ 20 milhões na próxima caso os Wizards queiram. Dificilmente vão optar por isso.

Thon Maker: esta é quentinha. Nesta quarta (06/02) os Bucks mandaram Thon Maker, que mostrou alguns flashes mas nada constante, para o Detroit Pistons, com o ala Stanley Johnson fazendo o caminho inverso. Johnson, mesmo não tendo honrado o hype que vinha ao ser escolhido em 8º no Draft de 2015, pode ajudar na rotação dos Bucks, especialmente defensivamente. Já Maker terá mais tempo de quadra, após ter pedido para a direção de sua agora ex-franquia para ser trocado por não jogar tanto (11,7 minutos de média).

Tobias Harris: quase um ano atrás, o franchise player dos Clippers teve um game winner e como prêmio acabou trocado para uma equipe da Conferência Leste. Ontem, o franchise player dos Clippers – mas sem a mesma grife de Griffin (gostou?) – fez um game winner e acabou trocado para a Conferência Leste.

Em uma negociação envolvendo seis jogadores, Tobias Harris agora é do Philadelphia 76ers, assim como o gigante Boban Marjanovic e Mike Scott. Os 76ers mandaram o calouro Landry Shamet, Mike Muscala, Wilson Chandler (que pouco ficou em Philly depois de anos em Denver), a escolha de 1ª rodada de 2020 (protegida), a escolha que era originalmente do Miami Heat de 2021 e duas escolhas de segunda rodada. Tudo por Harris, que será free agent em quatro meses. Arriscado.

 

Harrison Barnes: o ala ex-Warriors é agora também um ex-Mavericks, sendo enviado para os Kings em troca do veteraníssimo Zach Randolph e o ala Justin Jackson.

Kristaps Porzingis: este post estava morto, mas um jogador lesionado botou querosene no fogo com uma troca que fez Dallas envia Dennis Smith Jr, DeAndre Jordan e Wesley Matthews e uma escolha de primeira rodada para pegar Porzingis, Courtney Lee e Tim Hardaway Jr. Clique no link para ler nosa opinião sobre a troca de Porzingis.

Rodney Hood: os Blazers quiseram refiorçar a rotação e ligaram para um dos times onde até o manobrista está disponível. Hood sai dos Cavs e chegam Wade Baldwin, Nik Stauskas e duas escolhas de segunda rodada.

Trocas da NBA: é só ligar para o time

Kevin Love: o Cleveland Cavaliers abriu o saldão depois da tentativa pós-LeBron fracassar completamente com a lesão de Love e os outros veteranos mostrarem que sem o papai, a vida é difícil. Kyle Korver era o mais fácil de negociar e já foi. Quem quiser Love pode tê-lo, só oferecer algo decente em troca e lidar com seu contrato de quatro anos e US$ 120 milhões recém-assinado.

Enes Kanter: o ala-pivô turco já foi conversar com a direção do New York Knicks para conversar sobre seu papel na equipe. Com US$ 17,5 milhões de salário e contrato expirando, se fosse eu o dirigente responderia “ficar vivo por algumas semanas e pegar o avião até onde mandarmos”. Quem quiser um big que sabe pontuar (14,4 pontos, 11 rebotes em 26 minutos de médias), não sabe marcar e funciona como sexto homem, só ligar para Nova York.

Zach Randolph: não é à toa que o novo rumor é que Z-BO e Kanter serão trocados um pelo outro. O veterano (2007-08), que já jogou pelos Knicks, pode ajudar para trazer experiência e como enrolar um ba… como encarar as dificuldades da vida na NBA e ser o líder de um jovem elenco que não vai chegar a lugar algum nesta temporada.

Jabari Parker: depois de dizer que astros na NBA não são pagos para se esforçar na defesa e ele mostrar que realmente acredita nisso em quadra, Parker foi deixado de lado no Chicago Bulls e qualquer um que quiser pagar US$ 20 milhões por um jogador que até sabe pontuar, mas também sabe ainda melhor se lesionar, só colocar o número de Chicago na tela.

Nikola Vucevic: Vucevic é um dos jogadores que os hipsters da NBA gostam, já que ele é bom, mas ninguém fala tanto sobre isso e joga em um time nojento que ninguém assiste há anos. Nesta temporada, o jogador do Magic está com 20 pontos e 12 rebotes de média e implorando, pelo amor de Deus, para algum time bom trocar por ele. Se não for agora, seu contrato acaba nesta offseason e ele consegue sua liberdade. É bom o Magic aceitar as ligações.

Otto Porter Jr.: acho que quem ligar para Washington pode pegar desde o limpador de quadra até o dono se a oferta for razoável. Porter é o principal, já que alas que sabem marcar e minimamente arremessar de três – 37% nesta temporada, mas 44% na anterior – são a principal commodity da NBA atual. Problema: US$ 26,6 milhões daqui até 2021. Precisa ser um time com bastante espaço na folha e disposto a arriscar bem.

Willie Cauley-Stein: os Kings são relevantes pela primeira vez em anos e começam a podem começar a pensar em formar um time para o futuro colocando peças ao lado de De’Aaron Fox, Marvin Bagley e Buddy Hield. Cauley-Stein até pode se encaixar, mas ele é um free agent restrito nesta offseason e pagar ele pode ser um problema. Com uma oferta decente, dá para ter um pivô rápido na defesa e uma ameaça em pontes aéreas.

Trocas da NBA: as negociações que estão acontecendo (por enquanto está deprimente)

Michael Carter-Williams: olha o que falamos na introdução. Você realmente acha que vamos falar sobre essa troca? Vai pro site da NBA cara.

Trevor Ariza: o veterano ala voltou para o Washington Wizards depois de poucos meses no Phoenix Suns. Kelly Oubre Jr. e Austin Rivers fizeram o caminho inverso e Rivers acabou acertando uma rescisão e indo para o Houston Rockets.

Trocas da NBA: aqui nós vamos fazer nossa função de apimentar as coisas

Anthony Davis: os Pelicans estão em 12º na Conferência Oeste e mesmo que consigam chegar nos playoffs, um duelo contra os Warriors na primeira fase não é o que vai empolgar a torcida. Por isso pode ser a hora de trocar Davis, antes do temido ano final de contrato chegar e seu valor no mercado de trocas da NBA cair porque o time que pensar nele terá medo que ele vá embora no último ano.

A equipe que ligar para New Orleans terá que oferecer com dois ou três destes itens:  escolhas de Draft sensacionais, jogadores jovens com muito potencial  e um All-Star firmado na liga. O Boston Celtics e o Los Angeles Lakers são os dois times que podem fazer isso acontecer. Quem sabe dê para fazer agora mesmo.

Brandon Ingram: Ingram era tratado como inegociável nos rumores que surgiam sobre movimentações dos Lakers. O problema é que o tempo está passando e o terceiro anista neste momento está com 16,3 pontos de média, 4,7 rebotes e 29% de três. Isso não serve para ser um terceiro “craque” em um time campeão e os Lakers ainda podem aproveitar quem acredita nele como um jogador mal usado.

Terry Rozier: ele vai ser um free agent no fim da temporada. Por mais que os Celtics queiram alguém para ter de plano B caso Kyrie Irving se machuque – algo que acontece com frequência desde que ele entrou na liga – o time dificilmente vai poder pagar Rozier na offseason. Danny Ainge sempre vai ouvir propostas.

John Wall: contrato absurdamente caro – US$ 169 milhões até 2023 – mas sempre tem alguém na NBA disposto a tentar fazer um veterano jogar o que jogou no auge mesmo após lesões, falta de títulos e muito estresse gerado. Tem alguma dúvida? Clique neste link.

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