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Seis jogadores que não serão o MVP mas você precisa acompanhar

bradley beal washington wizards

Depois de falar dos sete times que não serão campeões mas são interessantes de ver, copiamos nos inspiramos nessa ideia para fazer esta lista com jogadores. Antes de começar a despejar nomes, é importante explicar quais são os critérios.

Primeiro de tudo, é claro que um deles pode ser o MVP, mas é altamente improvável. Para isso me certifiquei que nenhum deles seja um favorito para as casas de apostas de Las Vegas para ser o Most Valuable Player. Ou seja, retire os seguintes nomes de consideração:

  • Giannis Antetokounmpo +300
  • Stephen Curry +550
  • LeBron James +650
  • Anthony Davis +700
  • James Harden +800
  • Kawhi Leonard +900
  • Joel Embiid +1200
  • Nikola Jokic +1200
  • Russell Westbrook +1400
  • Paul George +1600
  • Damian Lillard +2800
  • Karl-Anthony Towns +3000
  • Kyrie Irving +3300
  • Donovan Mitchell +4000
  • Kemba Walker +4000
  • Luka Doncic +5000
  • Ben Simmons +6000
  • Jimmy Butler +7500
  • Blake Griffin +10000
  • DeMar DeRozan +10000
  • Trae Young +10000
  • Zion Williamson +10000
  • Nikola Vucevic +10000
  • Rudy Gobert +12500

Sim, são muitos.

Segundo, cada um deles terá um quê, um je ne sais quoi, um PLUS A MAIS, um extra mega hiper. Enfim, vou parar de me explicar que você vai entender a cada nome citado.

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Bradley Beal

Sabe em que cenário Bradley Beal não será trocado nos próximos meses? No cenário “O WASHINGTON WIZARDS É BURRO PARA CAR¨%$¨”. Ou seja, é um cenário perfeitamente possível.

Beal foi o líder em minutos na temporada regular para um time que venceu 32 jogos. Quando você pensar em desperdício, não pense na menina Greta e sim em Scott Brooks usando Beal até a morte para não vencer partidas.

Nada indica que isso mudará nesta temporada, já que os Wizards devem ser um dos piores times do Leste de novo enquanto John Wall se recupera de duas lesões sérias. Bradley Beal tem mais dois anos de contrato, apenas 26 anos até julho do ano que vem e é um dos alas-armadores com maior capacidade de pontuar na NBA. No momento em que ele chegar em um time competitivo vai poder aumentar seu aproveitamento de 3 na hora (ficou em 35% na temporada passada) e pode ser uma terceira arma incrível ou até segunda arma para alguém que brigar pelo título.

Então, fique de olho nele, torça para não ter lesões e pense quais franquias pode usar seus poderes.

Brandon Ingram

Sim, pode me chamar de besta, mas Ingram é um dos jogadores que eu peço encarecidamente para você prestar atenção. Tem algo mais sedutor que um jogador talentoso, que ainda não se afirmou, acabou de ser usado como moeda de troca, chega em um time que tem potencial e ainda está em ano de contrato? Olha esse combo louco.

O problema é que nem Ingram parece muito bem o que é. Já cansei de ler a análise “Ingram faz mês fantástico jogando de X” e depois começa mais um ano e ele está dirigindo a 40 km/h na pista da esquerda da estrada. É difícil fugir de um fato que ele ainda não conseguiu trabalhar: olha os braços e torso dele comparado com os companheiros de foto.

zion holiday ingram ball pelicans título da NBA

Isso quer dizer que não há esperança? Como dissemos, ele está em ano de contrato e Ben Simmons, escolhido em primeiro, já assinou a extensão. Ele vai ter a motivação. O esquema de Alvin Gentry privilegia o ritmo alucinante, o eterno contra-ataque. Lonzo Ball vai puxar e Zion Williamson vai ser o touro da ponte aérea. Com os espaços abertos pode sobrar para Ingram operar com maior facilidade e ele já mostrou boa visão de jogo.

E, com sua absurda envergadura, kevindurânica, ele pode fechar linhas de passe e ser quem inicia os contra-ataques. O esquema de Gentry dará as oportunidades para ele pontuar e não ter que jogar de forma tão física na meia-quadra.

Os Pelicans precisam dele para ter profundidade de jogadas e não depender apenas de Williamson cometendo bullying embaixo da cesta. Se isso acontecer, pode rolar playoffs e um duelo complicado contra as principais forças do Oeste.

Pascal Siakam

Tem gente que está descredenciando completamente os Raptors para esta temporada. Claro, perder Kawhi Leonard é um pouquinho importante eu diria. Mas estamos falando de um time da Conferência Leste. E os Raptors ainda têm bons jogadores, Siakam entre eles.

Toronto precisa de mais uma evolução do camaronês. E dá para esperar algo de impacto dele, afinal nos 21 jogos sem Leonard na temporada regular, Siakam teve 2,3 pontos de média a mais, com 55% de aproveitamento nos arremessos e 16 vitórias de Toronto. Ele aumentou seus números na pós-temporada, entregando ainda 7 rebotes de média e pode receber uma extensão a qualquer momento.

Mas ao mesmo tempo que digo tudo isso, o que eu mais quero ver é a mudança no foco. As defesas vão começar a pensar no camaronês. Kyle Lowry e Marc Gasol estão na descendente e é inegável que Siakam terá que pegar o fardo da pontuação. Ele tem arsenal para isso? Ele deve usar mais a bola de 3, aumentando seus 3 arremessos por jogo de média em 2018/19.

Jaylen Brown

Mais um jogador entrando em ano de contrato com algo a provar. Brown foi um dos que mais sofreu no ano do inferno astral em Boston, com Kyrie Irving interpretando o papel do diabo. Ele foi parar no banco nessa temporada perdida, iniciando apenas 24 dos 75 jogos que disputou na temporada regular.

Nos playoffs sua importância foi recuperada, iniciando todos os nove jogos, mas àquela altura o time já tinha ido para o vinagre. 

Toda a descrição do jogo de Jaylen Brown antes do Draft de 2016 foi perfeita. Ele realmente era um ala defensivamente pronto e ofensivamente com trabalho a ser feito. Antes da temporada infernal parecia que Brad Stevens estava polindo esse diamante e ele quase se tornou um arremessador de 3 de 40%.

O camisa 7 pode ter perdido um pouco de dinheiro nesse ano do terror, mas vai ter a oportunidade neste ano de recuperar sua moral. Ele deve ser o titular do time e cumprir seu papel de 3 and D perto do mais talentoso ofensivamente Jayson Tatum e do enigma Gordon Hayward. Marcus Smart pode roubar uma posição de Brown ou Hayward? Pode. E a temporada de Boston já começa fascinante. O time pode encarar os favoritos 76ers se tudo se encaixar.

Kristaps Porzingis

Não vemos Kristaps Porzingis em quadra desde fevereiro de 2018. Ele começou aquele jogo com Jarrett Jack, Tim Hardaway Jr, Courtney Lee e Enes Kanter como companheiros, com o uniforme do New York Knicks e médias de 22.9 pontos, 6,7 rebotes e absurdos 2,4 tocos por jogo, a maior marca da liga até aquele momento. Ele tinha sido escolhido para o All-Star Game.

Disse tudo isso porque muitos parecem ter esquecido quão sensacional KP era. E o fato de que a combinação com Luka Doncic é de meter medo, sendo ele disparado seu melhor colega no sentido de encaixe na NBA. Doncic tem excelente visão de jogo, Porzingis é uma ameaça em todas as partes da quadra. E além de tudo é um excelente defensor.

É o suficiente para chegar aos playoffs? Provavelmente não, porque o Oeste é sacanagem. Mas ver Porzingis em quadra de novo e a dança dos eslavos com Doncic é obrigatória para fãs da NBA.

Michael Porter Jr.

Como pode um jogador que não tem um minuto de quadra estar nesta lista? Porque ele chega em um time que precisa desesperadamente dele. O Denver Nuggets chegou na temporada passada sabendo que Nikola Jokic era único. Depois da brilhante segunda melhor campanha do Oeste, eles descobriram nos playoffs que Jamal Murray estava pronto para ser a segunda arma.

Agora Porter pode chegar para ser a terceira em um time que não é destino para free agents e não terá dinheiro para grandes contratações. Porter caiu no draft porque ele tinha problema sério nas costas e isso ficou comprovado com seu primeiro ano perdido – eu me recuso a falar que ele é um calouro, apesar de a NBA assim considerar.

Só que Porter na universidade, onde também sofreu com lesões, mostrou um arsenal ofensivo incrível. Os Nuggets estão lambendo os beiços porque sabem o desafio que é colocar as peças complementares em torno da estrela e elas vencerem partidas nos playoffs quando a estrela está bem marcada. Os Blazers, por exemplo, conhecem bem essa dor.

A fórmula é simples: se Porter tiver impacto ofensivo logo de cara e tornar-se um jogador de 15 pontos de média, por exemplo, os Nuggets podem brigar contra qualquer time. Brigar, não ganhar.

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