NBA

Rose testemunha em caso de abuso sexual e volta a declarar inocência

Derrick Rose Knicks

Crédito: Instagram/reprodução

Nesta offseason, o maior problema de Derrick Rose será fora de quadra, tendo que se explicar para a justiça o que aconteceu em uma noite de agosto de 2013, que acabou gerando um processo de abuso sexual de uma ex-namorada sua, que cobra US$ 21,5 milhões de indenização.

Rose e mais dois amigos foram acusados de estupro pela mulher, que não revelou sua identidade até o começo do processo – e diversos meios, como a ESPN americana, preferem continuar com o anonimato, algo que nós do Quinto Quarto também aplicamos -, argumentando que não consentiu a relação que teve com os três e deixou em aberto a possibilidade de ter sido drogada.

Segundo a acusação, a noite começou com um encontro na casa de Rose em Beverly Hills, onde ela bebeu tequila com o jogador e disse ter se sentido desorientada, como se algo tivesse sido colocado em sua bebida para drogá-la. Ela teria voltado para seu apartamento de táxi, vomitado e depois percebido que Rose e seus dois amigos – Randall Hampton e Ryan Allen – apareceram no quarto e posteriormente estupraram ela coletivamente.

Nesta sexta, o jogador voltou a alegar inocência e seus advogados apresentaram provas para o júri que ajudam na sua defesa. Chamado para a tribuna pela advogada da acusadora, Rose disse que tinha terminado a relação com ela, só que uma mensagem recebida na manhã do suposto abuso, que dizia que ele, Derrick Rose, era a razão para a mulher “acordar com desejos pela manhã”, o fez telefonar para ela e marcar um encontro, ao qual ela foi com uma amiga.

Ainda segundo Rose, eles se encontraram em sua casa em Beverly Hills, mas ele recusou suas investidas, considerando-as agressivas demais – depois dos dois terem bebido tequila. Um amigo teria separado os dois e mais tarde o jogador teria visto ela fazendo sexo com esse amigo e foi chamado para participar, mas logo teria saído e voltado ao seu quarto. Depois, todos eles teriam sido convidados para o apartamento dela para mais um encontro com sexo envolvido.

O que complica a versão do abuso são algumas mensagens de celular que ela mandou antes e depois do alegado incidente e foram expostas no tribunal. Para Rose, na manhã seguinte do suposto estupro, ela pediu um reembolso do táxi que usou. Sua argumentação no tribunal ao ser perguntada da razão para ter mandado essa mensagem foi que o fato de que  por se tratar de dinheiro isso chamaria a atenção dele. Outra mensagem, dessa vez para uma amiga, antes do caso, dizia “eu preciso de um homem rico. Temos que procurar um”.

O cruzamento de informações feito nos interrogatórios também complicou a versão dela, já que ela admitiu não ter visto nenhuma droga na casa ou sendo colocado em sua bebida apesar de ter aberto para essa possibilidade anteriormente. E também não fez um exame policial para constatar se houve estupro ou médico para gravidez ou transmissão de DST. Sua argumentação é que ela demorou a proceder juridicamente por temer a repercussão.

Os advogados de Rose já pediram pela anulação do julgamento – devido a uma mensagem com conteúdo sexual que os advogados dela falharam em revelar –  e o assunto será considerado na terça-feira. Rose e os dois acusados ainda podem ter que enfrentar um processo criminal além do atual processo civil.

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