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O que falta definir no resto de temporada regular da NBA?

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Com o fim do All-Star Break nesta quinta (20), voltamos para a nossa querida temporada regular da NBA para os jogos finais. Dois terços da competição já se passaram e por mais que nada esteja definido oficialmente – o Milwaukee Bucks não está classificado para os playoffs ainda – dá para cravar que muita coisa já está acertada: o Milwaukee Bucks irá para os playoffs.

O que resta então? É isso que iremos definir agora.

Briga pela segunda posição do Leste

Não subestime o poder do mando de quadra no jogo sete. Só perguntar para o Toronto Raptors e o Philadelphia 76ers. No Leste, os Bucks têm 6,5 jogos de frente para os Raptors, então dá para dizer que eles vão ter essa vantagem contra qualquer time da conferência. Mas o segundo colocado terá isso em uma semifinal de conferência, por exemplo.

Os Raptors estão com 40 vitórias e 15 derrotas, enquanto os Celtics estão com 38 vitórias e 16 derrotas. Ou seja, promete ser uma briga boa entre dois times que devem se enfrentar nos playoffs, enquanto os Bucks pegam o “pior” classificado que sobrou, seja Heat, 76ers ou Pacers.

Com uma diferença de duas vitórias apenas e um confronto direto no Canadá no dia 20 de março, a disputa promete pegar fogo.

Batalha pela segunda posição do Oeste

Se no Leste é uma briga, no Oeste é uma batalha. Os Lakers não estão garantidos na primeira posição, mas com 4 jogos de diferença é difícil tirar essa vantagem. O Denver Nuggets é o segundo no momento, com 38 vitórias e 17 derrotas, com Los Angeles Clippers (37-18), Utah Jazz (36-18) e os Rockets (34-20), um pouco atrás.

Os Clippers, que têm o melhor time de todos os citados, precisam pensar em ligar o turbo e conseguir a segunda posição. É totalmente diferente encarar Denver e Utah em casa em um possível jogo 7 do que fora. Os dois times estão entre os melhores mandantes da liga, com 21-7 e 20-5 respectivamente. Melhores que os Lakers (18-7), por exemplo.

Veremos se a chegada de Reggie Jackson e a necessidade de finalmente mostrar que se importam com os jogos da temporada regular fará a diferença.

Já o Jazz quer fugir dos Rockets como o diabo foge da cruz, já que o time texano foi seu algoz nos dois últimos playoffs e basicamente fez Rudy Gobert, melhor defensor da NBA, ser um jogador descartável. Ficar em terceiro na temporada regular no Oeste e encarar Thunder ou Mavericks na primeira fase é muito melhor.

Disputa pela oitava posição no Oeste

Essa disputa estava chamando a atenção no meio da temporada, depois que o Memphis Grizzlies tomou a oitava posição de forma surpreendente, já que é um time jovem ainda se reconstruindo depois da era Grit N’Grind e equipes como Blazers, Pelicans e Spurs, acostumadas com a pós-temporada, estavam abaixo.

Mas não só os Grizzlies se seguraram como ainda abriram vantagem com uma sequência de sete vitórias em janeiro, duas derrotas de recheio no sanduíche e mais quatro vitórias depois. Desde a virada para 2020 o time está 15-5.

A vantagem de quatro jogos não é definitiva, ainda mais com Damian Lillard jogando como estava jogando até sua lesão. Ele será reavaliado agora e pode voltar sem perder partidas além do All-Star Game. E os Blazers podem contar com dois jogos em casa contra Memphis, nos dias 12 de março e 5 de abril.

Spurs e Pelicans também querem sonhar, mas os texanos venceram apenas três dos últimos 10 jogos. E os Pelicans acordaram tarde demais, não conseguindo se manterem vivos até a estreia de Zion Williamson.

Mas um ponto muito positivo: o time tem a tabela mais fácil da liga até o final da temporada regular da NBA. Enquanto os Grizzlies têm a mais difícil.

A diferença está em 5,5 jogos e há dois duelos contra Memphis, quase colados, nos dias 21 e 24 de março.

Aumentar as chances na loteria

O Draft de 2020 não deve ser dos mais talentosos da história da NBA, isso para ser bastante simpático. Por isso a diferença entre ficar em segundo e ser o quarto pode ser a diferença entre um titular que pode contribuir rapidamente e um bust que vai rodar a liga.

A loteria mudou em 2019 e o pior time não tem mais a melhor chance de ser a primeira escolha, mudança que deve deixar os Warriors lamentando neste momento. Mesmo assim, é empatado a melhor com 14% junto com os times de segunda e terceira pior campanha.

Golden State está tranquilo com a pior campanha, com duas vitórias a menos que o segundo pior, seu rival em quatro finais seguidas, o Cleveland Cavaliers. Quão louco é isso aliás? Não estamos falando de 10 anos depois e sim das finais entre 2015 e 2018.

Voltando à rabeira, ficar nesse top 3 horroroso é algo positivo e Minnesota Timberwolves (16-37), Atlanta Hawks (15-41) e New York Knicks (17-38) precisam pensar nisso. Apesar de serem os melhores entre os cinco times citados aqui, os Knicks são os que mais precisam ter uma boa posição no Draft, já que não têm uma estrela. Os Cavaliers são a segunda franquia nesse sentido e trocando de treinador agora devem abrir alas para um tank maravilindo.

Sim, eu sei que a loteria ano passado premiou Pelicans e Grizzlies, que nem de perto tinham as melhores chances de ter as primeiras escolhas do Draft. Mas é sempre bom ter uma porcentagem a mais de conseguir escolher primeiro. Estes são os números:

  • Pior campanha: 14,0% de chances de ter a escolha número 1
  • Segunda pior campanha: 14,0% de chances de ter a escolha número 1
  • Terceira pior campanha: 14,0% de chances de ter a escolha número 1
  • Quarta pior campanha: 12,5% de chances de ter a escolha número 1
  • Quinta pior campanha: 10,5% de chances de ter a escolha número 1
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