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Prévias NBA temporada 2016/17: Jazz, Blazers, Raptors, Pistons e Grizzlies

Jazz Blazers Raptors Grizzlies Pistons prévias

As prévias da NBA continuam para a temporada 2016/17 e este post é dedicado aos subestimados. Subestimados no passado, subestimados no presente, subestimados na construção para o futuro.. E isso não quer dizer nem que os times sejam excelentes, mas sim que não ganham a devida atenção e respeito pela produção que têm. Enfim, a palavra de lei neste post é….

Gordon Hayward Jazz

Crédito: Instagram/reprodução

Utah Jazz

Por que é subestimado? Muitas pessoas vão rir, mas o Jazz pode ser uma das 8 melhores equipes da NBA. E esse mesmo riso é a razão para o Jazz ser subestimado.

Melhor jogador: Gordon Hayward

Desempenho em 2015/16: 40-42

Será uma equipe de 60 vitórias se: todas as estrelas se alinharem e o bom elenco encontrar uma química à la Spurs

Será uma equipe de 30 vitórias se: a falta de estrelas fizer esse time continuar sendo deficiente na hora da decisão. E uma lesão chata.

Palpitaço: 49-33

A CBS Sports colocou o quinteto projetado titular do Jazz como o quinto melhor da NBA. E o banco como o melhor da NBA. O Utah Jazz é tudo isso mesmo? Bem, Gordon Hayward, principal pontuador e jogador mais subestimado da liga, além de ser um exemplo de branco nerd na NBA, o que é um feito, está fora por pelo menos seis semanas com um dedo da mão quebrado.

Só que o Jazz é bom justamente pela versatilidade. Rudy Gobert é o melhor pivô defensivo da liga junto com DeAndre Jordan. George Hill chega em uma excelente situação para ser agressivo. E com Dante Exum, promessa que sofre com lesões, na reserva, esperando chances ele terá que partir para a cesta. E Hill teve 12 pontos de média em um ataque sempre “magro” dos Pacers.

Rodney Hood providencia a bola de três, por mais que o aproveitamento não seja uma Brastemp (35,9%), e ele também teve duplo-dígito em média de pontuação, assim como o também subestimado ala-pivô Derrick Favor (16,4 pontos e 8,1 rebotes em 2015/16).

Só que não vamos nos enganar, o ataque do Jazz era fraco (terceiro pior da liga em pontos) e por isso as adições de Joe Johnson e Boris Diaw foram tão importantes, para puxar a pontuação da segunda unidade e também dar uma consultoria de basquete no clutch, na hora decisiva, já que Hayward não pode ser o alvo óbvio e único.

Não há Stockton e Malone, só que o time pode confiar justamente no contrário: na ausência de uma estrela, a força da coletividade pode garantir pontos, boa defesa e vitórias. Na temporada passada já era para o time ter entrado nos playoffs. Desta temporada não deve passar.

Lillard McCollum Blazers

Portland Trail Blazers

Por que é subestimado? O time foi aos playoffs três vezes nos últimos três anos e eliminou dois times que eram superiores no papel

Melhor jogador: Damian Lillard

Desempenho em 2015/16: 44-38

Será uma equipe de 50 vitórias se: o time ganhar pontuação além de Lillard e McCollum

Será uma equipe de 30 vitórias se: Lillard machucar

Palpitaço: 46-36

O trabalho que Terry Stotts fez na temporada passada foi algo próximo de um Deus do basquete. O time simplesmente perdeu quatro dos cinco titulares, também conhecido como 80% dos líderes do elenco, incluindo o ídolo LaMarcus Aldridge. E no fim não só foi para os playoffs, como ainda avançou de fase – mesmo os Clippers estando desfalcados, é digno de nota – e ganhou uma partida dos Warriors nas semis do Oeste.

Na temporada passada Damian Lillard mostrou que é top 5 entre os armadores da NBA (Curry, Paul, Irving e Westbrook junto) e liderou a reconstrução à jato do time, abrindo a quadra e mandando ver nas bolas de três. E contou com C.J. McCollum, que passou de 15 minutos por jogo em 2014/15 para 34 minutos por partida na temporada passada e de seis pontos de média para 20,8.

Veja as outras prévias da temporada 2016/17 da NBA

Na offseason os Blazers mantiveram Allan Crabbe, apesar do contrato altíssimo para um reserva, e trouxeram Evan Turner, que ressurgiu nos Celtics e pode tanto jogar em um esquema com três no backcourt como puxar a pontuação do banco. Festus Ezeli veio e Meyers Leonard ficou para abrir espaços para quem quiser arremessar, saindo do garrafão para o bloqueio. É uma boa estratégia. Se a bola cair.

E se a bola não cair? Ferrou. Mason Plumlee não é uma grande peça ofensiva e o mesmo se pode dizer de Ed Davis. Al-Farouq Aminu veio para ser um ala defensivo e se juntou na brincadeira atrás do arco com as bolas de três, mas ele sozinho não conseguiu transformar a defesa dos Blazers, que sofreu 104 pontos por jogo de média (20ª na lista das melhores defesas). Melhorar a defesa e achar pontuação além de Lillard e McCollum são desafios não só para este ano mas como para os próximos.

Lowry DeRozan Raptors

Crédito: Instagram/reprodução

Toronto Raptors

Por que é subestimado? Mesmo sem um extra-mega-craque, os Raptors chegaram às finais de Conferência. O time pode cair nesta temporada, mas ainda é um dos melhores do Leste

Melhor jogador: Kyle Lowry

Desempenho em 2015/16: 56-26

Será uma equipe de 60 vitórias se: mesma coisa que os Blazers, o time precisa de mais, além de Lowry e DeRozan

Será uma equipe de 40 vitórias se: Lowry e DeRozan tiverem o mesmo apagão que tiveram em parte dos playoffs

Palpitaço: 50-32

Kyle Lowry e DeMar DeRozan formam um dos melhores backcourts da NBA e não é à toa. A dupla teve quase 45 pontos de média somada e ambos voltarão com tudo, já que tiveram mais um período juntos na seleção americana e esses estágios com o Team USA normalmente ajudam na manutenção da forma física enquanto a offseason da NBA rola. Pergunte para James Harden.

Só que apesar de Jonas Valanciunas ser um bom complemento, com 12,8 pontos e 9,1 rebotes de média em 2015/16, o armador e ala-armador precisam de mais ajuda do resto do time, especialmente pontuando. DeMarre Carroll, a personificação de 3 and D (bom arremesso de 3 e muita defesa) perdeu quase toda a temporada regular passada com lesão. Agora ele pode justificar o investimento. E Jared Sullinger, mesmo com o sobrepeso evidente na regata, teve 10,3 pontos e 8,3 rebotes de média em Boston e chega com um contrato de apenas um ano, precisando se provar. Mas suas lesões também são um problema.

Do banco, Bismack Biyombo não trará sua intensidade defensiva (foi para Orlando), mas ainda assim há bons jogadores em Patrick Patterson, o armador Cory Joseph e Terrence Ross.

Com 56 vitórias, o time teve a melhor campanha da história do Toronto Raptors, que já tem duas décadas de vida. Não é fácil repetir isso, ainda mais que o Leste melhorou e a própria divisão Atlântico também (Celtics, 76ers e Knicks são superiores que no ano passado). O time terá que descobrir o poderio que tem além de DeRozan e Lowry para tentar chegar forte nos playoffs e dessa vez bater os Cavaliers. Sou cético quanto ao último.

Drummond Jackson Pistons

Crédito: Instagram/reprodução

Detroit Pistons

Por que é subestimado? O time só cresce com Van Gundy e tem um quinteto com poderio ofensivo.

Melhor jogador: Andre Drummond

Desempenho em 2015/16: 44-38

Será uma equipe de 50 vitórias se: Andre Drummond aprender a arremessar lances livres

Será uma equipe de 35 vitórias se: o problema de Reggie Jackson no joelho se prolongar e ninguém assumir a liderança do ataque

Palpitaço: 44-38

Stan Van Gundy está próximo de ser Rei em Detroit. Ou pelo menos no que sobrou da ex-Motor City. Ele assumiu um time que só perdia e levou aos playoffs na temporada passada, obviamente sendo arrasado pelos Cavaliers, que tinham um time muito melhor. E ele não fez isso com Isiah Thomas, Joe Dumars e um jovem e não-tatuado Dennis Rodman.  A questão agora: dá para fazer mais com o que ele tem?

Reggie Jackson tem tendinite no joelho e perderá o começo da temporada, sendo substituído pelo elétrico Ish Smith, que foi bem em Philadelphia apesar dos Sixers estarem perdendo à vontade. Tobias Harris e Marcus Morris combinaram bem nas posições três e quatro, sendo físicos e com o primeiro melhorando na bola de três. E Andre Drummond é um dos melhores pivôs da NBA, sendo uma máquina de duplos-duplos: 16,2 pontos e 14,8 rebotes de média.

Só que 35,5% na linha de lance livre é um gigantesco problema, empurrando ele para o banco nos momentos decisivos, uma fraqueza enorme para uma equipe que depende dele, com o mais limitado Aron Baynes entrando no lugar dele. Baynes é um big men com boa média na linha: 76,4%. Ainda chegou o gigante Boban Marjanovic para ser mais um corpo no garrafão acabando com armadores engraçadinhos.

Ou seja, é um time com bons nomes, mas nenhuma estrela, sendo que o melhor jogador machuca o time quando o jogo começa a pegar. Tem bom jogo interior (Drummond, Morris), tiros de três e um armador habilidoso com grande capacidade de pontuação. Mas falta o craque. É um time de playoffs. Mas os Cavaliers estão ai de novo. Sim, o leste inteiro tem que lidar com o problema em Cleveland.

Marc Gasol Mike Conley Grizzlies

Crédito: Instagram/reprodução

Memphis Grizzlies

Por que é subestimado? O time foi aos playoffs nas últimas seis temporadas e ainda não ganhou o respeito devido

Melhor jogador: Mike Conley

Desempenho em 2015/16: 42-40

Será uma equipe de 50 vitórias se: o novo treinador conseguir modernizar os Grizzlies sem perder a intensidade defensiva

Será uma equipe de 35 vitórias se: a “revolução” nos Grizzlies deixar o time sem identidade

Palpitaço: 44-38

A principal mudança dos Grizzlies nos últimos anos é a chegada do treinador David Fizdale, assistente por anos de Erik Spoelstra no Miami Heat. Digo isso porque o técnico já chegou querendo promover uma revolução nos nossos queridos Grizzlies, o time mais anos 90 nos anos 2010. Portanto, esquece as torres gêmeas porque Zach Randolph e sua semiobesidade e capacidade de pontuar vão para o banco, faísca que a segunda unidade sempre precisou.

Mike Conley finalmente passou de armador subestimado para jogador de US$ 130 milhões, só que com 29 anos, precisamos saber se seu auge ainda se prolongará ou o contrato veio no começo da decadência.

Os Grizzlies em 2015/16 tiveram um trabalho soberbo do treinador Dave Joerger – saiu por causa de um racha com a direção – já que as lesões se empilharam de forma absurda (28 jogadores usaram o uniforme do time, recorde na história da NBA). Mesmo assim ele levou o time aos playoffs, onde os Grizzlies costumam chegar.

Na free agency o time perdeu alguns nomes, o mais importantes deles o ala-armador Courtney Lee (Knicks). Entretanto, umas das deficiências dos últimos anos foi suprida: a ala agora terá Chandler Parsons, que também sofre com lesões, mas quando está em quadra é um jogador com muitas ferramentas e pode complementar bem Conley e Gasol, os principais jogadores do time, com Gasol ainda sendo um pivô refinado e um sonho para 90% da liga. Só que a lesão no pé que tirou o espanhol de boa parte da temporada passada e ainda resiste, é a pior possível para um jogador de sua posição. Sem Gasol, a revolução será muito mais difícil.

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