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Prévias NBA temporada 2016/17: Cavaliers, Warriors, Spurs, Heat e Mavericks

Cavaliers Warriors Mavericks Heat Spurs
Ao fazer os seis posts das prévias e escolher separar por temas ao invés de por divisão, como fizemos nos dois últimos anos, o post dos cinco últimos campeões foi um dos que mais deram vontade de fazer. Obviamente Miami Heat e Dallas Mavericks, os que há mais tempo estão sem levantar o troféu nesta lista, são curiosamente os que mais longe estão de poder repetir o feito. Mas isso não quer dizer que são times ruins.

Já estou me adiantando.

Cleveland Cavaliers LeBron

Crédito: Instagram/reprodução

Cleveland Cavaliers

Melhor jogador: Chris Andersen, o BIRDMAN. OK, é LeBron James

Desempenho em 2015/16: 57-25

Será uma equipe de 70 vitórias se: o time tratar a temporada regular como a chance de mostrar que são os atuais campeões e melhores que os Warriors. Para isso, LeBron vai ter que ser um monstro e evitar entrar no piloto automático

Será uma equipe de 45 vitórias se: LeBron e Kyrie Irving tiverem lesões que os tirem de combates por 5 ou mais meses

Palpitaço: 60-22

Por 45 temporadas, o Cleveland Cavaliers foi uma franquia sem título da NBA. Na 46ª, o time foi o primeiro a virar um 3 a 1 nas finais, contra a melhor equipe da história da temporada regular, jogando duas partidas, inclusive a decisiva, fora de casa.

A questão para os Cavaliers agora é como superar isso na 47ª temporada. E a resposta é que não tem como. A base do time se manteve praticamente intacta, inclusive com o ala-armador Richard Jefferson voltando atrás no anúncio de sua aposentadoria para jogar mais. O único que ainda faltava voltar é J.R. Smith, com toda sua glória, tatuagens e falta de discernimento para definir se um arremesso é bom de ser feito ou péssimo. Mas ele assinou antes da temporada começar. E o time ainda foi rápido e trouxe o ala Mike Dunleavy Jr. e seu arremesso de elite para compensar a na época possível saída de Smith.

Então, o esperado é que a temporada regular para os Cavaliers seja uma turnê de 82 jogos no piloto automático, já que conta com LeBron James e Kyrie Irving e um elenco muito bem montado, que sabe que a temporada é uma maratona e não um tiro de 100 metros. Tristan Thompson (justificando cada centavo de seu contrato), Jefferson, Dunleavy, Iman Shumpert e Channing Frye são boas peças complementares. E ainda tem Kevin Love tentando descobrir seu espaço no time. A tragédia é que ele não existe para o jogador que Love é, mas o camisa 0 ainda pode ser um jogador de 20 pontos e 12 rebotes/jogo. A vaga nos playoffs é uma garantia constitucional. E o 1º lugar no Leste é quase uma certeza.

Mas duas coisas serão interessantes de notar. Nas duas últimas temporadas os Cavaliers tiveram turbulência no meio da temporada regular, inclusive com David Blatt caindo para Tyronn Lue assumir em janeiro passado. Terá algo similar a isso ou o anel no dedo deixa tudo mais tranquilo? E a segunda coisa: LeBron James é provavelmente o maior atleta da história do esporte no que tange a forma física, nunca sofrendo uma grave lesão, apesar de seu jogo ser muito baseado na sua força. Entrando na sua 14ª temporada na NBA, com 46 mil minutos de jogo nas pernas, será que LeBron vai abrir mão não só de jogos e minutos, como também de responsabilidades? Eu adoraria ver Kyrie Irving sendo o cara do ataque – assim como ele foi no minuto decisivo do jogo 7 contra os Warriors e sabemos como terminou – e lutando pelo título de maior pontuador da NBA. O camisa 2 tem bola para isso.

Motivação será o maior fator para os Cavs na longa temporada regular da NBA e provavelmente vamos ver uma enorme poupança para a pós-temporada. Só que o time é bom o suficiente para passear nos próximos meses, sendo claramente o melhor do Leste. Os Warriors ganharam 73 na temporada seguinte ao título. Esses Cavaliers conseguem pelo menos chegar a 60.

Steve Kerr Warriors

Crédito: Instagram/reprodução

Golden State Warriors

Melhor jogador: Stephen Durant.

Desempenho em 2015/16: 73-9

Será uma equipe de 74 vitórias se: Durant quiser entrar para a história que ele não conseguiu entrar com o Thunder e motivar Curry, Thompson e Green no processo.

Será uma equipe de 55 vitórias se: Curry ver os Cavaliers cada vez que entrar em quadra para enfrentar os Suns, Durant lesionar o pé e Green chutar as partes íntimas de meia liga

Palpitaço: 68-14

Acho uma tremenda sacanagem quando se tenta justificar que a busca pelas 73 vitórias foi o que fez os Warriors perderem o título. Há pelo menos 10 explicações mais racionais antes disso, como a lesão de Andrew Bogut que permitiu LeBron James fazer bullying no caminho até as cestas mais fáceis de sua vida nas finais da NBA. Mas enfim, Warriors e Cavaliers é muito junho de 2016 (e provavelmente será junho de 2017), o que importa agora é a temporada regular.

Até uma criança na China já sabe quem chegou para os Warriors nesta offseason e não queria me alongar muito mais no que isso representa. Eu volto a salientar que sou a pessoa mais empolgada com esses Warriors 2016/17 e apesar de ter dito que a ida de Kevin Durant para a Bay Area foi anti-NBA, não vou aqui ser um anti-Warriors por causa disso: supertimes sempre fizeram parte da história da NBA. E se causa desigualdade, também causa os maiores duelos da história da NBA. Kareem Abdul-Jabbar não foi draftado pelos Lakers. Shaquille O'Neal também não. E Kevin Garnett não foi escolha dos Celtics em 1995. E por aí vai.

2

Enfim, voltando ao que acontecerá em quadra, o time teve que abrir mão de diversas peças de seu bom banco para acomodar o salário de Durant. E a presença do camisa 35 vai ajudar na produção da segunda unidade, já que o time nem precisa de uma: ao invés de tirar Durant, Thompson, Curry e Green ao mesmo tempo para descansar, é só tirar Curry e Green, colocar Durant na posição 4 (como jogou nos playoffs diversas vezes ainda neste ano), mais Shaun Livingston, deixar Thompson, colocar Iguodala e Anderson Varejão. Quando for a hora de tirar Durant e Thompson, Livingston pode jogar na posição 2 ou então o calouro Patrick McCaw, que promete muito, mais Iguodala, David West e Varejão ou o glorioso louco de pedra/pegador de rebotes/produtor de momentos hilários JaVale McGee.

A segunda unidade por si só não é tão boa, mas isso não importa tanto. E o time irá se poupar e experimentar na temporada regular, como 2. Os Warriors têm tudo para ser o primeiro do Oeste.

Leonard Lee Aldridge Spurs

Crédito: Instagram/reprodução

San Antonio Spurs

Melhor jogador: Kawhi Leonard

Desempenho em 2015/16: 67-15

Será uma equipe de 70 vitórias se: Pop não apertar o freio na temporada regular, como não fez (tanto) em 2015/16. Vale lembrar que o mando de quadra contra os Warriors seria uma excelente vantagem

Será uma equipe de 55 vitórias se: Kawhi Leonard ganhar a completa atenção das defesas e LaMarcus Aldridge deixar o time

Palpitaço: 64-18

Nas últimas semanas surgiu um boato do boato 2e. A razão seria os 31 anos de idade do jogador aliados ao fato que ele pode ser um free agent já na próxima offseason. Seria uma troca completa spuríca nesse sentido, já que o time nos últimos anos não conseguiu bater os Warriors e tudo indica que os californianos só devem melhorar. Aldridge pode não ser o suficiente para fazer essa maré virar e com o que virá em troca, mais a evolução de Kawhi Leonard em todos os sentidos possíveis, essa ligeira inferioridade pode mudar com mais facilidade no futuro.

A temporada 2016/17 tem tudo para ser a temporada de Leonard. Na passada, ele passou de pesadelo para todos os alas adversários por causa de sua defesa sensacional (3x melhor defensor do ano), para ser o melhor jogador da NBA não chamado LeBron considerando os dois lados da quadra. Os seus 21,2 pontos de média não devem aumentar tanto porque o sistema dos Spurs não é focado em um só jogador, mas o que vimos no camisa 2, ano após ano, foi ele ganhando novos truques e melhorando absurdamente seu arremesso. E com LeBron se poupando para os playoffs e com 4 MVPs e Curry mais Durant dividindo holofote, o MVP pode voltar para San Antonio.

O último Spur a ganhar foi, é claro, Tim Duncan. E você obviamente sabe que ele se aposentou. Pois bem, vou falar algo que pode ser encarado como heresia no Texas: ele não fará tanta falta. Ainda ligado umbilicalmente à franquia, seu exemplo de comportamento, liderança e inteligência continuarão rondando. Ele já não era um grande fator para o time em quadra e Pau Gasol poderá substituir isso, inclusive os dois tendo características semelhantes nesse fim de carreira: jogo cerebral, excelente visão, técnica acima da média. E também 2.16 m de ossos e não muito mais que isso.

Vale destacar também a saída de Boris Diaw e seu pandeiro de passista não é uma tragédia como parece: seus minutos tinham caído de 24 para 18 já.  A adição de Dejounte Murray no draft, considerado um steal e a necessária evolução de Kyle Anderson e Jonathan Simmons são outras boas novidades para o time. Mas o que importa mesmo em toda a equação é LaMarcus Aldridge. Em seu ano de Spurs depois de infernizar o time jogando pelos Blazers, sua média de pontos caiu, mas novamente temos que lembrar o esquema de divisão implantado por Popovich desde que Bush era presidente dos Estados Unidos. Seu jogo ofensivo refinado será 40% do ataque (40% mais de Kawhi, 10% das bandejas e floaters loucos de Tony Parker e o restinho de Danny Green e Manu Ginobili de média-longa distância). Uma troca por Aldridge e os Spurs podem perder o segundo lugar no Oeste. Por mais que a longo prazo deva ser bom.

Hassan Whiteside Heat

Crédito: Instagram/reprodução

Miami Heat

Melhor jogador: Hassan Whiteside

Desempenho em 2015/16: 48-34

Será uma equipe de 50 vitórias se: Justise Winslow conseguir fazer a transição para “Kawhi da Flórida” já no segundo ano e Dragic finalmente soltar suas asas sem Wade liderando o ataque

Será uma equipe de 30 vitórias se: Hassan Whiteside, agora com contrato máximo, lembrar o pivô que foi parar no basquete do Líbano e Riley dissolver o time

Palpitaço: 35-47

A offseason do Miami Heat foi atribulada até o último nível. Ela começou com um sonho (distante) por Kevin Durant e terminou com Dwyane Wade, maior ídolo da história da franquia, saindo por causa de poucos milhões, Chris Bosh basicamente sendo chutado por causa de um problema de saúde e alguns contratos estranhos. Tyler Johnson – 24 minutos, 8,7 pontos e 2,8 assistências por jogo em 2015/16 – por US$ 50 milhões? O quê?

O time ainda perdeu o assistente de longa data David Fizdale, agora treinador do Memphis Grizzlies e ainda Luol Deng, que foi bem em Miami jogando na posição 4.  E perdeu pontuação com Joe Johnson.

Tudo foi depressão? Não. Hassan Whiteside merecia um contrato máximo, por mais que ele ainda não seja 100% confiável. O time agora é dele e isso deve motivá-lo e controlar seu temperamento explosivo. Com 14,2 pontos e 11,8 rebotes de média em 2016/17, ele vai ter que aumentar isso para fazer o Heat chegar a algum lugar. Só que as marcações vão ser muito mais duras. E aí Goran Dragic, que agora sim será um armador depois de Wade deixar ele de canto para levar a bola até o ataque, precisa mostrar o que fez em 2013/14 pelos Suns.

Ou seja, muitos “se”. E mais um é a evolução de Justise Winslow, excelente marcador de perímetro mas com esperados problemas no arremesso, algo que seu irmão gêmeo do Texas, Kawhi Leonard, também teve e conseguiu superar. Mas a companhia não é tão boa: Wayne Ellington, Josh Richardson (perderá o começo da temporada com lesão no joelho) e Dion Waiters não são a estabilidade necessária atrás da linha de 3 toda noite.

Dá para ligar para Wade ainda?

Fonte: Instagram/reprodução

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Dallas Mavericks

Melhor jogador: Dirk Nowitzki

Desempenho em 2015/16: 42-40

Será uma equipe de 55 vitórias se: Dirk mantiver sua versão vintage como vinho, Bogut fechar o garrafão e Harrison Barnes esquecer as finais de 2016

Será uma equipe de 30 vitórias se: Dirk lembrar que tem 38 anos e lesões para Bogut ou Matthews ou ambos

Palpitaço: 47-35

O segundo maior beneficiado pela saída de Kevin Durant para Golden State foi o Dallas Mavericks, lucrando com uma free agency que começou deprimente quando Durant nem quis se encontrar com Mark Cuban. Mas no fim os Mavs ganharam um pivô de qualidade especialmente no lado defensivo em Andrew Bogut, que mesmo vindo de uma recuperação de lesão no joelho fez uma boa Olimpíada.

E o segundo jogador que veio no pacotão Warrior foi Harrison Barnes. As finais foram brutais para sua imagem. E as Olimpíadas, com ele esquentando o banco, idem. Só que ele não é um jogador ruim, por mais que “não ser ruim” não seja uma boa descrição para um jogador de quase US$ 100 milhões. 11,3 pontos de média e 38.3% nos arremessos de 3 na temporada 2015/16 já são números que os texanos aceitam numa boa, já que Chandler Parsons foi embora.

E Barnes não precisa, novamente, ser o centro do ataque, porque ainda tem um alemão de 2,16 m que puxa a marcação para longe da cesta e tem um arremesso que não pode ser marcado.

Só que precisa de mais arremesso, ainda mais em um mundo que a bola de três domina. Wesley Matthews teve 12,5 pontos, com 36% de aproveitamento na bola longa e por mais que Deron Williams tenha melhorado da letargia dos Nets, ele também não é Stephen Curry. Aliás, nem Seth Curry, seu irmão e nova adição do time, é. J.J. Barea e Devin Harris providenciam experiência vindo do banco. Mas o grande nome dos reservas é o ala-pivô Dwight Powell, que nas estatísticas ajustadas para 36 minutos teve 14,8 pontos e 10 rebotes de média em 2015/16.

Os Mavericks melhoraram bastante no quinteto titular e mesmo com um banco que não enche os olhos, o treinador Rick Carlisle sempre tirou todo o suco das laranjas que teve. O time tem tudo para subir.

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