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Prévias NBA 2015/16: Divisão Noroeste (Conferência Oeste)

previas nba - divisao noroeste

Continuando as Prévias da NBA, vamos dissecar a Divisão Noroeste, que, na temporada passada, colocou apenas uma franquia nos playoffs da NBA, o Portland Trail Blazers, que, agora, é visto como um dos times mais fracos da Conferência Oeste. Com a volta de Kevin Durant, o Oklahoma City Thunder volta a ser um dos candidatos ao título da liga, enquanto o Utah Jazz, do brasileiro Raulzinho, sonha em surpreender e chegar na pós-temporada.

(Foto: Reprodução/Facebook)

(Foto: Reprodução/Facebook)

Denver Nuggets

Desempenho em 2014/15: 30-52

Melhora, piora, ou fica na mesma? Piora um pouco

Melhor jogador: Kenneth Faried

Ponto forte: jogadas no garrafão

Ponto fraco: falta de elenco

Após terminar a temporada 2014-15 sem treinador, já que Brian Shaw acabou demitido em março, o Denver Nuggets contratou o técnico Michael Malone, ex-Sacramento Kings, para ver se o time consegue mostrar que pode brigar, ao menos, por uma vaga nos playoffs. Contudo, poucas grandes contratações foram feitas, enquanto Ty Lawson, um dos bons armadores da liga, acabou trocado para o Houston Rockets.

Deste modo, quem já deve assumir a titularidade da equipe é o calouro Emmanuel Mudiay, sétima escolha do último Draft. Mesmo com 19 anos, o jovem armador já provou que tem condições de atuar em alto nível e deve ser o responsável por fazer uma rápida transição do ataque para a defesa. Ao seu lado, Randy Foye será o veterano que irá cadenciar e arremessar as bolas de longa distância.

A força dos Nuggets continua dentro do perímetro, com o talento de Kenneth Faried. O Manimal é disparado o melhor jogador da franquia e é quem vem trazendo ela nas costas com seus duplos-duplos. O segundanista Jusuf Nurkic teve boas atuações na temporada passada e deve continuar na rotação titular.

Os veteranos Wilson Chandler, Danilo Gallinari e Mike Miller devem se alternar na posição de ala, mas como sempre se machucam, será difícil acontecer este rodízio em todas as partidas. Will Barton, Jameer Nelson e J.J. Hickson são reservas que podem contribuir bastante para a equipe. Contudo, será difícil este elenco dos Nuggets alcançar os playoffs em 2016.

(Foto: Reprodução/Facebook)

(Foto: Reprodução/Facebook)

Minnesota Timberwolves

Desempenho em 2014/15: 16-66

Melhora, piora, ou fica na mesma? Melhora, não tem como piorar

Melhor jogador: Andrew Wiggins

Ponto forte: alta velocidade

Ponto fraco: falta de experiência da maioria dos titulares

Como já era esperado, o Minnesota Timberwolves foi o pior time da última temporada, conquistando apenas 16 vitórias em 82 jogos. Com a doença do presidente e técnico Flip Saunders, Sam Mitchell foi nomeado como interino e terá a missão de coordenar este grupo de jovens dos Wolves, que prometem fazer um ano melhor que o passado no mínimo.

Ricky Rubio, Zach LaVine, Andrew Wiggins e Gorgui Dieng devem fazer parte do quinteto titular do time e a experiência destes quatro na NBA somadas não chega nem na metade do veterano de 20 temporadas na liga Kevin Garnett, que voltou para a franquia que o revelou no início do ano e está se preparando para aposentar em 2016.

Uma novidade interessante de assistir nesta temporada dos Wolves será o calouro Karl-Anthony Towns, primeira escolha do último Draft. O ala/pivô viveu grandes momentos em Kentucky e agora chega para aprender com Garnett e tentar provar o seu valor para a equipe. Mesmo em seu primeiro ano, ele já deverá receber muitos minutos de quadra e uma grande chance para demonstrar o seu talento.

Se a juventude comanda os titulares, a experiência domina no banco de reserva da franquia. Andre Miller, Kevin Martin, Nikola Pekovic e Tayshaun Prince são nomes conhecidos pelos fãs da NBA e ainda acrescentam coisas boas para as equipes. Será uma grande dificuldade para o interino Mitchell conseguir mesclar a velocidade dos mais novos com a experiência dos mais velhos, mas, se ele conseguir, os Wolves podem surpreender.

(Foto: Reprodução/Facebook)

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Oklahoma City Thunder

Desempenho em 2014/15: 45-37

Melhora, piora, ou fica na mesma? Melhora com a volta dos machucados

Melhor jogador: Kevin Durant

Ponto forte: ataque em transição

Ponto fraco: muitas contusões

Mesmo com diversas contusões e trocas no elenco, o Oklahoma City Thunder ficou bem perto de alcançar os playoffs na última temporada. A equipe teve a mesma campanha do New Orleans Pelicans, que acabou vencendo nos critérios de desempate e jogando na pós-temporada. Com Kevin Durant e Russell Westbrook saudáveis, a franquia, sem dúvidas, chega para brigar não somente pelo título da divisão ou da conferência, mas sim pela conquista da NBA.

Durant atuou em apenas 27 partidas pelo OKC na última temporada, deixando Westbrook com toda a responsabilidade de carregar a equipe. E, mesmo assim, sem seu melhor companheiro, o armador não fez feio e conseguiu marcas impressionantes, como sequências de partidas de 40 pontos e diversos triplo—duplos. Com os dois em quadra e entrosados, será difícil parar este ataque de alta velocidade e precisão nos arremessos.

Serge Ibaka também não conseguiu se manter saudável durante toda a temporada, e acabou perdendo algumas partidas. Contudo, ele somou médias de 15,1 pontos e 8,8 rebotes em 2014-15 e, com certeza, continuará sendo uma peça importante para a equipe, agora comandada por Billy Donovan, treinador da universidade da Flórida por quase 20 anos. No garrafão, o bom defensor Steven Adams deverá revezar com Enes Kanter, que chegou no decorrer da última temporada e se mostrou um ótimo valor.

Do time titular, apenas Andre Roberson segue sem ser um nome já conhecido pela liga. O ala/armador não é um grande arremessador e acaba ajudando mais na defesa. Por isso, Dion Waiters, seu reserva, costuma ficar mais minutos em quadra e ter uma pontuação bem maior também.

Caso o time não perca seus melhores atletas por contusão, isso já será suficiente para o Thunder voltar aos playoffs. Contudo, para chegar forte na briga pelo título da NBA, Westbrook e Durant precisam dividir mais a bola entre si e entre os companheiros, além, é claro, de focar na defesa.

(Foto: Reprodução/Facebook)

(Foto: Reprodução/Facebook)

Portland Trail Blazers

Desempenho em 2014/15: 51-31

Melhora, piora, ou fica na mesma? Piora muito

Melhor jogador: Damian Lillard

Ponto forte: jogadas do Lillard

Ponto fraco: falta de grandes jogadores

Apesar de ter sido o único time da Divisão Noroeste a ir aos últimos playoffs, o Portland Trail Blazers provavelmente não irá repetir seu desempenho em 2015. Quatro titulares (LaMarcus Aldridge, Nicolas Batum, Robin Lopez e Wesley Matthews) acabaram deixando a equipe nesta intertemporada, deixando Damian Lillard sozinho e sem companheiros de mesmo nível.

Por mais que o jovem armador venha mostrando uma grande evolução após três temporadas na liga, ele não irá conseguir carregar este piano sozinho. Afinal, jogando ao lado de Aldridge e Matthews, a marcação adversária era diluída, enquanto agora será focada toda nele. Assim, será complicado para ele manter suas ótimas médias de 20,2 pontos e 4,6 rebotes.

Meyers Leonard ganhou um certo destaque na temporada passada com as seguidas lesões de Lopez. Deste modo, ele deverá ganhar a vaga na rotação titular, mas terá Mason Plumlee, que chegou dos Nets, na sombra. Ed Davis e Noah Vonleh devem disputar a outra posição dentro do garrafão.

No meio de todas estas trocas, Al-Farouq Aminu e Gerald Henderson chegaram aos Blazers. Ambos até são bons marcadores, mas somente o segundo é eficiente também no ataque. Mesmo assim, os dois devem ser titulares neste início de temporada. C.J. McCollum e Maurice Harkles são as opções no banco de reserva que podem surpreender. Muito diferente dos últimos anos, o Portland chega para ser um dos piores times da NBA.

(Foto: Reprodução/Facebook)

(Foto: Reprodução/Facebook)

Utah Jazz

Desempenho em 2014/15: 38-44

Melhora, piora, ou fica na mesma? Fica na mesma

Melhor jogador: Gordon Hayward

Ponto forte: pivôs

Ponto fraco: elenco

O Utah Jazz não é um dos candidatos direto aos playoffs, ainda mais na Conferência Oeste, onde a disputa é bem mais acirrada. Contudo, o time armado por Quin Snyder é bem armado e já joga junto faz um tempo. Deste modo, com a liderança de Gordon Hayward e a evolução de Trey Burke, a franquia pode acabar surpreendendo e abocanhando uma vaga nos playoffs.

Hayward viveu a melhor temporada de sua carreira em 201-15. Ele teve médias de 19,3 pontos, 4,9 rebotes e 4,1 assistências, e realmente decidindo diversas partidas em favor do Jazz. Derrick Favors foi seu melhor companheiro dentro de quadra. O pivô conseguiu diversos duplo-duplos, mostrando eficiência e constância.

Trey Burke e Alec Burks são os armadores titulares do time, mas sofreram com as contusões na temporada passada e acabaram desfalcando o elenco em diversas partidas. Porém, saudáveis, os jovens podem impactar a equipe, já que eles agregam os arremessos de longas distâncias e as infiltrações.

Após um grande Mundial em 2015, o francês Rudy Gobert passou a ganhar minutos em quadra com o time e, no final da última temporada, ele garantiu sua titularidade, melhorando muito a defesa do Utah. Assim, é esperado que ele evolua ainda mais em seu terceiro ano na NBA, mas para isso, ele precisa ainda melhorar seu físico.

No banco de reservas, a franquia contará com o brasileiro Raulzinho, contratado no último mês de julho. Ele deve dividir os minutos de quadra com o segundanista Dante Exum, que se contundiu e não conseguiu se firmar na temporada passada. Joe Ingles e Trevor Booker são bons nomes, que podem sair do banco e contribuir bem dentro de quadra.

 

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