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PRÉVIAS NBA 2014/15: Divisão Central (Conferência Leste)

(Fonte: Reprodução/Instagram)

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A segunda análise das prévias da NBA passam pela Divisão Central da Conferência Leste, onde estão dois dos principais candidatos ao título da liga. Chicago Bulls e Cleveland Cavaliers devem ser as grandes atrações da divisão e da conferência com elencos cheios de estrelas. Correndo por fora estão o Indiana Pacers que terão uma dura temporada pela frente sem o lesionado Paul George, o Detroit Pistons com atletas como Josh Smith e Andre Drummond e o Milwaukee Bucks, da promessa Jabari Parker.

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Chicago Bulls

Desempenho em 2013/14: 48-34

Melhora, piora, ou fica na mesma? Melhora, se já era favorito a liderar a conferência imagina com tantos reforços

Melhor jogador: Derrick Rose

Ponto forte: A defesa e ótimo esquema criado pelo técnico Tom Thibodeau
Ponto fraco: Lesões, lesões e mais lesões. Se Chicago ficar longe delas isso não será um problema

Se as palavras de LeBron James estiverem certas, essa parece ser a temporada do Chicago Bulls. A equipe do técnico Tom Thibodeau é uma das mais completas da liga, tanto na armação, alas e pivôs.

Mesmo com a saída do inconstante Carlos Boozer para o Los Angeles Lakers, o garrafão ficou ainda mais forte, com dois reforços de peso: o montenegrino Nikola Mirotic e o espanhol bi-campeão da NBA Pau Gasol. Mirotic promete ser um dos fortes concorrentes a calouro do ano, se conseguir se adaptar rapidamente ao jogo da NBA; já Gasol foi até Chicago em busca de um novo desafio para a carreira. Suas atuações na seleção espanhola o credenciam a grande reforço, resta saber como será a regularidade do ala-pivô.

Ambos se juntam ao melhor defensor da última temporada, Joakim Noah (12,6 pontos e 11,3 rebotes por jogo) e ao talentoso Taj Gibson, um dos mais efetivos reservas do ano passado e que por isso roubou a posição de Boozer no fim da temporada. Noah liderou o ataque da equipe com a saída de Luol Deng e a segunda lesão de Derrick Rose. Seus arremessos devem diminuir nesta temporada, mas seu papel como líder em quadra, principalmente na defesa, deve continuar.

Saindo de baixo do garrafão e indo direto ao perímetro, a equipe conta com nomes talentosos como Jimmy Butler (13,1 pontos por jogo na temporada passada), Kirk Hinrich (9,1 pontos e 3,9 assistências) e Mike Dunleavy (11,3 pontos).

Porém, o melhor ficou para o final. Ao que tudo indica Derrick Rose finalmente está 100% e as lesões nos dois joelhos parecem ter ficado para trás. Se estiver em alto nível, o MVP de 2011 tem tudo para liderar a equipe até as primeiras posições. A linha dos três pontos parece ter sido um problema para o armador na seleção americana, mas seu jogo pode compensar essa queda de rendimento com acrobáticas enterradas e incríveis infiltrações.

A defesa foi a principal virtude da equipe de Illinois na temporada passada, cedendo apenas uma média de 91,8 pontos por jogo. Com Rose saudável e um bom entrosamento entre os pivôs, a equipe tem tudo para liderar a divisão, a conferência e até a liga.

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Cleveland Cavaliers

Desempenho em 2013/14: 33-49

Melhora, piora, ou fica na mesma? Melhora demais, pós-temporada e chance de título.

Melhor jogador: LeBron James

Ponto forte: O incrível trio Kyrie Irving, LeBron James e Kevin Love
Ponto fraco: O pouco entrosamento

Se existe alguma equipe capaz de brigar com o Chicago dentro da divisão e pela liderança da conferência Leste esse time é o Cleveland Cavaliers. O Rei está de volta a Ohio e agora sedento por reconquistar seus súditos. Para isso isso, ele convenceu um batalhão de atletas a migraram para Cleveland em busca de um anel. Quase como um general manager, LeBron auxiliou na transação de peças importantes como Kevin Love, Mike Miller e Shawn Marion.

O quinteto titular chega a causar inveja a qualquer um: o MVP do All Star Game Kyrie Irving, Dion Waiters, o quatro vezes MVP LeBron James, Kevin Love e Anderson Varejão. Falar sobre LeBron James é quase chover no molhado. O melhor jogador do planeta volta a sua terra natal com a incrível média de 27,1 pontos, 6,4 assistências e 6,9 rebotes. Não precisamos dissertar sobre isso.

Irving atravessa uma grande fase, além de colecionar o título de MVP do último mundial de basquete. Dion Waiters demonstrou uma enorme evolução na última temporada, contribuindo com 15,9 pontos por jogos, mas suas médias ofensivas devem diminuir devido a chegada dos novos astros. Mas ele não está se preocupando com isso, desde que Cleveland conquiste o troféu.

No garrafão a expectativa é pela dupla Love e Varejão. O brasileiro corre na frente de Tristan Thompson pela experiência  e deve ser o titular ao lado do camisa 0. Love deve contribuir muito a equipe dando a segurança necessária para LeBron James criar com tranquilidade no ataque.

Se o entrosamento vier rapidamente, a equipe que já é candidata ao título pode mais uma vez voltar as finais. Seu adversário direto nesta luta será o Chicago Bulls, e James já iniciou a temporada jogando a pressão para o outro lado. “Eles são um time muito melhor que o nosso agora, principalmente pela química que possuem. Para chegarmos ao nível deles, precisamos percorrer um longo caminho”.  

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Detroit Pistons

Desempenho em 2013/14: 29-53

Melhora, piora, ou fica na mesma? Deve melhorar e até entrar nos playoffs

Melhor jogador: Josh Smith

Ponto forte: O forte garrafão com Smith, Drummond e Monroe
Ponto fraco: banco

Com um time mais sólido que no ano anterior, o Detroit Pistons promete fazer uma campanha melhor que as míseras 29 vitórias da temporada 2013/14. Mesmo assim, a classificação para a pós-temporada passa mais pela sorte do que pela qualidade do elenco dos Pistons. Os maiores problemas serão a manutenção de Greg Monroe e do caro contrato do Josh Smith. Ambos parecem estar de saída.

No perímetro a situação se complica pela fase vivida pelo armador Brandon Jennings, que há cinco anos na liga ainda não conseguiu se consolidar e tem cometidos muitos turnovers (2,7 por jogo). O principal reforço para a armação foi D.J. Augustin, além do calouro Spencer Dinwiddie, que será a terceira opção. Com a lesão de Jodie Meeks, a posição dois deve sobrar para o segundanista Kentavious Caldwell-Pope, que disputa minutos com o bom arremessador Kyle Singler e com Caron Butler. Já no garrafão, Smith e Andre Drummond devem formar uma boa dupla, com a adição no decorrer das partidas de Greg Monroe, Joel Anthony, Aaron Gray e Tony Mitchell.

Sem ir aos playoffs há seis temporadas, talvez não seja um sonho se você encontrar os Pistons entre os oito melhores do Leste. Com um bom aproveitamento nos arremessos de fora e uma participação efetiva dos pivôs a equipe pode beliscar uma vaga entre os oito. Resta saber como a gerência do clube vai conseguir convencer a Monroe e Smith a permanecerem em Detroit. Isso já é outra história.

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Indiana Pacers 

Desempenho em 2013/14: 56-26

Melhora, piora, ou fica na mesma? Piorou demais, corre sério risco de afundar ainda na temporada regular

Melhor jogador: Como Paul George não vai jogar, sobrou para David West ser a estrela

Ponto forte: A boa rotação no garrafão
Ponto fraco: Perímetro limitado e banco inconsistente

Definitivamente não será a temporada do Indiana Pacers. Em pouco menos de 10 dias a equipe passou de candidata ao título da conferência para uma possível zebra. Depois de perder o ala-armador Lance Stephenson para o Charlotte Hornets e o melhor jogador do time, o ala Paul George por lesão, ficou complicadíssima a situação dos Pacers. Para quem lutou nos últimos dois anos pelo título da Conferência Leste, este ano, se o time não se acertar corre o risco de ficar de fora entre os oito primeiros.

Com os dois melhores pontuadores da equipe na última temporada de fora (George teve 21,7 pontos de média e Stephenson com 13,8) sobrou a responsabilidade para o pivô David West carregar o piano da franquia. Seus números de chutes por noite devem dobrar, uma vez que seu arremesso de média distância foi uma segurança na temporada anterior, além dele, George Hill deve ter um aumento considerável na produção ofensiva. Ambos serão as peças fundamentais do técnico Frank Vogel para a temporada.

O ponto forte volta a ser o garrafão, que mantém sua rotação tradicional com Roy Hibbert e West como titulares e, Luis Scola, Lavoy Allen e Ian Mahinmi vindo do banco. A sólida defesa e a garra devem ser as marcas dessa equipe.

Se mantiverem o entrosamento dos anos anteriores, a turma de Indianápolis deve ir novamente aos playoffs, é claro, posições abaixo do que nos anos anteriores. Porém, se a falta de liderança pesar, com a ausência de Paul George, os Pacers correm sério risco na conferência. Se a franquia estivesse no Oeste, era possível cravar com certeza que playoffs era uma meta impossível.

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Milwaukee Bucks

Desempenho em 2013/14: 15-67

Melhora, piora, ou fica na mesma? Tem como piorar quando você é o pior da liga?

Melhor jogador: Brandon Knight

Ponto forte: O bom trio Jabari Parker, Brandon Knight e Larry Sanders
Ponto fraco: Falta de experiência e banco muito limitado

Haja coração torcedor do Bucks! Se o draft prometia muito para Milwaukee, a temporada regular não deve trazer a mesma sorte. Mas tenha paciência, o futuro parece promissor para a franquia.

Mesmo sem conseguir a primeira escolha no draft, o Milwaukee Bucks se deu bem e selecionou uma das maiores promessas da liga: Jabari Parker. Porém, com uma única andorinha será difícil ir longe. Parker é um ótimo arremessador, seu jogo ofensivo pode fluir em qualquer parte da quadra, mas a adaptação ao nível da NBA deve ser gradual. Não se assuste se a média de pontos do calouro oscilar entre 10 pontos por jogo, o que será algo notável em um elenco tão simples.

Mas chega de ser pessimista, vamos falar de coisa boa. Vamos falar dos jovens talentos desse elenco. O técnico recém-chegado Jason Kidd tem nas mãos um elenco jovem, atlético que pode oferecer um jogo veloz e cheio de enterradas.

Existem pontos muito interessantes no Bucks, que podem fazê-los aparecer constantemente no top10 da ESPN. Uma delas é o habilidoso ala grego Giannis Antetokounmpo, um jogador que é capaz de boas infiltrações e jogadas incríveis. Ele se junta a nomes como o problemático O.J.Mayo (11,1 pontos por jogo na temporada passada) e o bom armador Kendall Marshall (8,0 pontos e 8,8 assistências de média). Porém, a grande referência da franquia ainda parece ser Brandon Knight (17,9 pontos por jogo). Com um bom aproveitamento dos arremessos de perímetro, Knight deve ser o armador titular, mas pode ser deslocado para a posição dois se transformando em uma ótima arma ofensiva. Resta saber se o camisa 11 vai continuar sendo constante, agora com uma participação maior de outros jogadores no ataque. Outro nome importante é Larry Sanders, que teve médias de 7,7 pontos, 7,2 rebotes e 1,7 tocos no pouco tempo que atuou na temporada 2013/14. Se estiver em boa forma física, o jogador é mais uma das promessas que pode vingar no futuro da franquia.

A chance de ir a pós-temporada parece remota, mas se há uma esperança, ela está na sorte do Bucks fazer parte da maluca Conferência Leste, onde times com campanha negativa chegam até os playoffs. Vai que né?

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