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Perguntas que surgem com a notícia sobre a continuação da NBA temporada 19/20 em Orlando

Situações extremas pedem por medidas extremas. Em meio a uma pandemia global, a NBA foi pega de calças curtas com o resto do mundo e um jogador ficando doente depois de ter feito piada com estar infectado. Como ainda faltavam jogos da temporada regular e todos os playoffs, a expectativa era saber quando poderíamos voltar a jogar.

A torcida não irá retornar tão cedo, mas a NBA temporada 19/20 não foi cancelada e se trabalhou com hipóteses durante estes dois meses de pausa. No sábado, o que vinha sendo comentado foi confirmado: é provável que os jogos sejam realizados em um local único e o complexo da Disney em Orlando é o grande favorito.

“A NBA, em conjunto com a Associação de Jogadores da National Basketball Association, está envolvida em conversas exploratórias com a Walt Disney Company sobre reiniciar a NBA temporada 2019/2020 no final de julho no complexo ESPN Wide World of Sports da Disney na Flórida para ser um lugar único para jogos, treinos e acomodações”, declarou o porta-voz da liga, Mike Bass.

Confira nosso podcast com perguntas, discussões e assuntos levantados por nossos leitores. Prometemos que está divertido.

Ou seja, a ideia é levar todos os times para um único lugar – e assim limitar o contato e viagens – e finalizar a temporada nesse local. Os Estados Unidos ainda estão sofrendo com a pandemia, mas o pico parece ter passado e aos poucos a atividade está voltando ao normal, na medida do possível.

Mesmo assim, muitas dúvidas surgem com essa notícia e a nossa curiosidade está a mil. Vamos fazer um ranking de perguntas.

1 – O Mickey é um agente livre pronto para assinar um contrato de 10 dias?

Não, brincadeira, vamos a perguntas sérias.

1 – Retomamos de onde paramos?

As franquias estava entre os 63 e 67 jogos. Ou seja, faltam 15 ou mais jogos de temporada regular para cada equipe para completar a tabela original. É muita coisa para um calendário que será apertado, tendo que envolver equipes que não querem mais nada além de pensar no Draft. Ao mesmo tempo é injusto com as equipes que ainda sonham com playoffs negar a possibilidade de tentar uma reviravolta. Como solucionamos isso?

2 – Como serão as séries de playoffs da NBA temporada 19/20?

O mesmo de cima se aplica para os playoffs. É louco pensar em uma série de sete jogos na primeira rodada dos playoffs, já que estas muitas vezes têm pouca emoção, varridas e placares elásticos. Quem sabe aparece uma melhor de 3 ou de 5 na primeira rodada e esse número aumenta até as finais.

3 – Qual será a vantagem das melhores campanhas?

A grande vantagem de fazer uma boa campanha na temporada regular é ter rivais menos complicados na primeira e segunda rodada dos playoffs e ter o mando de quadra em um possível jogo 7. Com todos os jogos sendo em Orlando e sem torcida, nem o Magic terá vantagem do mando de quadra. Lakers e Bucks podem chiar e pedir alguma benesse.

4 – Se um time tiver contágios, como fica?

Imagina que os Clippers acordam um dia e descobrem que Lou Williams e Ivica Zubac passaram mal a noite inteira depois de um jogo e testaram positivo para o COVID-19. Os dois obviamente não podem jogar mais, mas e se eles tiverem contaminado outros jogadores de seu time ou do time rival? Ou seja, o que acontece se a bolha for “furada” e tivermos contágios? Para tudo e espera 14 dias? Ou quem pegou se ferrou e perdeu a chance de tentar um título?

5 – Vamos expor treinadores e árbitros de mais idade?

A NBA não tem só atletas no auge de seu poder físico – e portanto, menos suscetíveis a correrem risco de perder a vida por causa do vírus. Temos treinadores acima dos 60 anos, como Mike D’Antoni – ele tem 69 anos, louco né? -, Gregg Popovich (71) e outros beirando os 60 como Steve Clifford e Doc Rivers. Também há assistentes técnicos e árbitros como idade mais avançada e profissionais de imprensa que não são dos mais saudáveis (nós inclusive). Portanto há um risco muito grande que precisa ser pensado: se alguém pegar o vírus nessa experiência da NBA, não só a culpa enorme vai pesar, mas também um enorme problema de imagem e percepção para uma liga que está em ótima situação quanto a isso.

Essas são as perguntas que precisam ser respondidas agora. A ideia, como dissemos, é boa, limitando a exposição de todos os agentes ligados a uma partida da NBA. Ter que destacar recursos limitados como teste e médicos não é algo legal, mas os Estados Unidos não estão em uma situação caótica como o Brasil no sentido de recursos e a NBA tem dinheiro de sobra para mandar pegar tudo que quiser na China. O número de casos nos Estados Unidos está caindo e até o meio de julho deve ser bem menor que hoje – nesta segunda morreram mais de 600 pessoas.

Mesmo assim há risco. E outras várias dúvidas de organização. Estamos atento nos desenvolvimentos da NBA temporada 19/20.

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