NBA

Opiniões rápidas, insuficientes e um pouco exageradas dos 15 times da Conferência Leste

philadelphia 76ers al horford

Todos os times já jogaram pelo menos uma partida. O Detroit Pistons já teve que encarar duas. Nós já fizemos um post longo sobre Lakers x Clippers e agora os torcedores dos times da Conferência Leste podem ficar felizes: também falaremos deles. Mas como temos apenas 1/40 da temporada regular, as opiniões não podem ser lá muito profundas.

Então vamos fazer um jogo rápido. Vou pegar algo que quero destacar do que foi apresentado por todos os times. Algumas previsões de futuro e uns exageros fazem parte. Prepara o cronômetro e bora. Vou de divisão em divisão só para fazer graça, já que ninguém se importa nem com o nome delas.

A Conferência Oeste também vai ganhar seu carinho, pode ficar tranquilo. Quando? Não vou prometer nada.

(terça)

Divisão Atlântico da NBA

  • Brooklyn Nets

Começou um pouco a campanha de redenção de Kyrie Irving depois dos 50 pontos que não resultaram em vitória contra os Timberwolves. Eu vejo por outro lado: gostaria que os Nets mantivessem o espírito dos últimos anos, de um forte jogo coletivo e divisão das tarefas. Com 33 arremessos no primeiro jogo, pelo visto teremos o Irving Show com peças complementares. Um bom líder sabe a hora de delegar.

  • Toronto Raptors

A primeira vitória foi bonita, ainda mais porque os Pelicans vão ser um bom time e já mostraram isso na primeira partida. A dúvida sobre se Siakam tem um novo patamar a alcançar começa a ser respondida e, talvez… (polêmica), uma reconstrução rápida que envolva Lowry, o contrato que irá expirar de Marc Gasol e mais uma peça possa fazer os Raptors ficarem um pequeno nível abaixo do topo do Leste. Quem seria interessante de chegar? Assunto para outro post.

  • Boston Celtics

Os Celtics, assim como um time que citarei no post do Oeste, precisam de tempo. No caso de Boston, para azeitar o ataque. Brown não é um pontuador, Tatum precisa desistir do mid range e Kemba Walker está chegando. Vamos ter calma. O que não precisa ter calma é para diagnosticar que Enes Kanter não pode ser titular na NBA por causa de sua defesa.

  • New York Knicks

25 pontos de Julius Randle, 21 pontos de RJ Barrett com apenas 13 arremessos – 9 certos – e é isso que importa para os Knicks. Por que o time tem Marcus Morris, Bobby Portis e Taj Gibson? Não sei. A equipe precisa abrir espaço, fazer os jovens jogarem, ter um tank aprazível e esquecer que existe free agency. Essa é a fórmula para os Knicks.

  • Philadelphia 76ers

2,13, 2,08 ,2,06, 2,06 e 2,08. Esse é o quinteto titular do Philadelphia 76ers. Deixo para você adivinhar quem são os nomes. Eles vão ser um pesadelo defensivamente e Boston já sentiu aquele gostinho de maça podre na boca. Só não é no mesmo nível dos Clippers porque os alas não são tão dominantes nos dois lados da quadra como em Los Angeles. Mas para o Leste tá mais do que bom.

Divisão Central da NBA

  • Cleveland Cavaliers

Os Cavs estão com um treinador que tinha boas ideias ofensivas na universidade. A estreia teve 85 pontos apenas, mas Cleveland pode estar no caminho certo. Só que antes precisa começar o saldão. Kevin Love é a peça mais óbvia. Larry Nance, Tristan Thompson e Jordan Clarkson são mais difíceis de negociar. Cedi Osman já ganhou novo contrato e junto com Collin Sexton e Darius Garland precisam ter todo o espaço e arremessos do mundo. Para que ganhar jogos?

  • Indiana Pacers

Uma das coisas que faltou na NBA nos últimos anos foram os times bons, mas teimosamente sendo a contracorrente das tendências da liga. Os Spurs foram esse time, os Grizzlies também nos últimos anos do Grit n’ Grind. Este anos temos mais e os Pacers vão jogar com Myles Turner e Domantas Sabonis como titulares. O único problema é jogar dessa forma e ver 32 pontos e 23 rebotes de Andre Drummond.

  • Milwaukee Bucks

Os Bucks eram um time normal para regredir após basicamente todo mundo ter a temporada de suas vidas. Mas é destacável que, mesmo após perder Giannis com seis faltas, o time segurou e venceu os Rockets no Texas. Falar que a perda de Brogdon importa virou chavão e é algo óbvio, mas o time é um dos que mais têm elenco. O que fará falta de verdade, e não agora, mas lá em maio, é a ausência de um segundo jogador de peso, já que Eric Bledsoe está caindo pelas tabelas e Khris Middleton (4 de 16) parece um terceiro cara.

Confira o exato momento que falamos do trono do Leste e os Bucks no podcast do Quinto Quarto

  • Detroit Pistons

Os Pistons têm um elenco curioso e também um pouco old fashion, especialmente quando Drummond  e Markieff Morris dividem espaço e ainda temos Tony Snell e Reggie Jackson nesse quinteto. Blake Griffin fará a diferença, mas sua ressurreição em 2018/19 foi também por ter (quase) evitado lesões. Dessa vez ele já começa com problema no joelho. Deve voltar só na semana que vem.

  • Chicago Bulls

Os Bulls eram um dos times que alguns palpiteiros (gosto da palavra) colocavam como possível surpresa e time de playoffs na Conferência Leste. Lauri Markkanen joga demais, mas Zach LaVine está na era do hero ball anos 2000. O time tinha uma vantagem de 10 sobre os Hornets e conseguiu perder para o time mais chato de se assistir, como foi eleito por mim (haja ego). E você nem pode me culpar de não assistir porque eu vi o jogo, já que tinha apostado. Pode me xingar, mas não confio nessa equipe.

Divisão Sudoeste da NBA

  • Atlanta Hawks

Os Hawks vão ser um time divertido e Trae Young vai se certificar que essa diversão seja competitiva. Você já soube que ele teve 38 pontos e 9 assistências na estreia? Já? Então veja pelo menos este vídeo. Esse cara tem um range infinito.

  • Miami Heat

Depois de protagonizar uma das maiores quase trocas que já existiram, Justise Winslow teve um começo lento (para ser simpático) até o fim da temporada passada, quando passou a ter a bola mais nas mãos e ser chamado de point Justise. No jogo de estreia contra os Grizzlies ele teve uma linha estatística ‘lebrônica’ com 27 pontos, 7 rebotes e 7 assistências. Tyler Herro, candidato a calouro do ano em um mundo sem Zion, teve 14 pontos (6 de 14) e 8 rebotes. Olho neles para as últimas vagas de playoffs.

  • Charlotte Hornets

Eles venceram a primeira partida do ano. Já foi uma das 20 que eles irão vencer na temporada. E tem mais é que perder mesmo para sair do meião da tabela. Cada vitória, mesmo com a loteria do Draft tendo mudado, é um erro. Você está bravo comigo, torcedor dos Hornets? Então você merece mais 15 anos de Nicolas Batum, Marvin Williams e Cody Zeller e 35-40 vitórias.

  • Orlando Magic

O time renasceu das cinzas depois de anos horrorosos indo para os playoffs e até vencendo o jogo 1 contra o Magic. Para esta temporada, o time manteve Markelle Fultz e ele acertou seus quatro primeiros arremessos quando entrou, inclusive com uma enterrada. Só por isso, Orlando merece sua atenção na Conferência Leste.

  • Washington Wizards

Já falei e digo de novo: a menina Greta tem que ser avisada que o maior desperdício de recursos que existe no mundo é fazer Bradley Beal jogar pelos Wizards da forma como foi na temporada passada. Mas, desta vez, não parece que ele terá o recorde de minutos em quadra para um time horrível. Só ficou 32 minutos contra os Mavericks. O Greenpeace e eu estamos alertas.

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