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Opinião: não importam os minutos, o que importa é Oscar ter chegado lá

Oscar Schimdt NBA

Crédito: Instagram/reprodução

Nos momentos finais do Jogo das Celebridades, a inquietação brasileira estava crescendo. E quem paga a internet no mundo inteiro sabe que quando o Brasil está ligado em alguma coisa, as redes sociais vão ouvir. Pois bem, Jemele Hill, apresentadora da ESPN e “treinadora” da equipe de Oscar Schmidt foi o bode expiatório da vez.

 

“Eu coloquei ele para jogar por poucos minutos porque isso era meio o que ele queria. Eu disse que ele podia arremessar o quanto quisesse quando estivesse no jogo”

E quando um outro tweet disse que Oscar tinha dito que gostaria de ter jogado mais em entrevista após o jogo: “Eu realmente não sabia. Ele foi perguntado se queria entrar de novo e disse que não precisava”

Hill dedicou seis tweets para o assunto Oscar depois do jogo e declarou que mais de 100 comentários foram enviados para ela sobre o assunto. Se tem uma coisa que ela com certeza não esperava quando acordou na sexta, 17 de fevereiro, é que viraria vilã do esporte brasileiro.

Oscar podia ter jogado mais minutos? Claro que sim. Mas isso não tem a mínima importância, assim como o jogo não tinha a mínima importância. E aí que a ESPN e o patrocinador erraram. O grande lance da viagem de Oscar para os Estados Unidos não era um jogo de celebridades. Esses jogos sempre são uma patifaria e a NBA muitas vezes não consegue nem fechar um elenco de celebridades. Muitos ligaram a televisão na sexta à noite para ver o que foi vendido como “o jogo do Oscar nos Estados Unidos”. Ai quando você vê uma pelada, com um garoto (de história muito legal aliás) entrando em quadra para arremessar uma bola que é quase maior que ele (e ainda acertar!!), quem vai sofrer é a Jemele Hill mesmo.

O que importa são as homenagens, a lembrança, o reconhecimento. Nós sabemos perfeitamente que o americano valoriza o seu e esquece o resto quando se trata de esportes. Só que o fato de Oscar ser recebido no Barclays Center, ganhar a camisa 14 dos Nets e ter um grupo de fãs “die hard” liderada por Kobe Bryant quebra essa lógica e mostra a força da carreira e dos números do Mão Santa. Isso com certeza importa mais que o fato dele ter jogado 5 ou 25 minutos sendo treinador por Jemele Hill e recebendo bolas de um dos atores de “A Culpa é Das Estrelas”.

Calma Eduardo Agra. Calma fãs brasileiros.


“Acho que fui banida de um país que nunca fui”

PS: Sugestão para a NBA. Fazer um jogo de veteranos com poucas adições de celebridades, o contrário que é hoje. Só chamando os ex-jogadores que trabalham na mídia hoje teremos Charles Barkley, Shaquille O’Neal, Isiah Thomas, Chris Webber, Tracy McGrady, Chauncey Billups, Reggie Miller, entre muitos outros. Aí sim Oscar estaria em bela companhia.

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