NBA

O que aprendemos com os Troféus Brian Scalabrine entregues até agora

O Quinto Quarto tem o orgulho de entregar o único e sensacional Troféu Brian Scalabrine todas as noites de NBA da temporada regular.

Caso você tenha saído de seu cativeiro recentemente e não sabe do que se trata essa febre mundial, explicamos. Em memória de Brian Scalabrine, um grande homem e jogador de basquete nas horas vagas, nós premiamos a excelência de atuações individuais brilhantes.

Quem somar mais Troféus em uma temporada ganha o Scalabrinão de Ouro, o MVP do Quinto Quarto. Nas quatro edições anteriores premiamos:

2018/19: James Harden

2017/18: LeBron James

2016/17: Russell Westbrook

2015/16: Stephen Curry

Nós fazemos a entrega do troféu todos os dias de NBA no nosso Instagram

Nesta temporada nós já fizemos algumas entregas, 14 para ser exato. Os jogadores foram:

Fred VanVleet, Andre Drummond, Giannis Antetokounmpo, Karl-Anthony Towns, Trae Young, Damian Lillard, Joel Embiid, Anthony Davis, James Harden, Kawhi Leonard, LeBron James, Giannis de novo, Luka Doncic e Devin Booker.

Ou seja, o nosso grego maravilha, que não ganhou o Scalabrinão de Ouro no ano que foi MVP da liga, falhando no prêmio individual mais importante para ganhar um de segundo escalão, é o líder por enquanto.

E todos esses nomes e o basquete que vimos até agora nos trazem algumas lições. Cinco na verdade.

1 – Orgulhe-se de estar vendo a melhor fase da NBA em talento

Se um fã de tênis tem que chupar os dedos atualmente por ainda estar vendo dois dos maiores da história duelando e ainda um terceiro que está lá em cima nos feitos também, o fã da NBA tem que fazer o mesmo.

Muitas pessoas ainda não perceberam isso, talvez por saudosismo ou pura besteira, mas a era atual é a era com mais talento na NBA nas últimas décadas. O jogo ficou mais diverso, já que as posições basicamente foram para o espaço e não ficamos mais presos em “tal jogador não é grande para ser um 4 e não é habilidoso para ser um 3”.

Se você tem talento você vai jogar. E melhor que isso: se você não é dos Estados Unidos, isso não importa.

A temporada passada ficou marcada pela conquista canadense, o MVP grego, o ROY (Calouro do Ano) esloveno, o DPOY (Jogador Defensivo do Ano) francês e o MIP (Jogador que Mais Evoluiu) de Camarões. Todos esses continuam jogando muito. E a internacionalização só fez a quantidade de talento ser ainda maior, por razões óbvias.

Independente se você gosta ou não de LeBron James, ele é pelo menos um top 3 da história da liga. Kawhi Leonard subiu vários degraus, Stephen Curry mudou o esporte (pena que machucou), Giannis Antetokounmpo é um unicórnio e lidera um grupo de jogadores absurdamente altos, talentosos e que fazem tudo em quadra, que tem Anthony Davis, Karl-Anthony Towns, Kristaps Porzingis e outros. É uma pena que Kevin Durant não esteja entre nós na temporada, porque ele é mais um para argumentarmos que a NBA nunca esteve tão bem na questão do talento em quadra.

2 – Há uma pequena volta ao passado embaixo da cesta

Por anos falamos da morte dos pivôs e como eles foram tirados da quadra com a revolução da bola de três. Mas por anos também falamos que uma hora isso teria uma resposta por causa dos feudos de espaço que são criados embaixo da cesta. Andre Drummond é quem mais aproveita isso.

Claro que Joel Embiid e Anthony Davis são exemplos de maior talento, mas ambos são mais modernos, se posicionam muitas vezes atrás da linha de 3. Drummond não tem esse arremesso e nem precisa dele se continuar com 19,4 rebotes de média, algo simplesmente ridículo.

Ele já teve quatro jogos com pelo menos 20 pontos e 20 rebotes. Se você é um pivô que não arremessa de 3, mas pega rebotes, é médio nos lances livres (66,7% para Drummond) e consegue mover bem os pés, aproveite esse revival. É basicamente a mesma coisa que acontece com os hipsters de Pinheiros, que estão tirando as pochetes do armário.

3 – Use a temporada regular para testes

Dificilmente veremos uma equipe desafiando as 73 vitórias dos Warriors em 2015/16 ou até chegando na marca de 60 e muitas vitórias. Simplesmente não vale a pena ter todo esse esforço por oito meses e depois encarar jogos a cada dois dias por 8 semanas para ganhar o título.

LeBron James já tinha percebido isso, se poupando durante a temporada regular e Kawhi Leonard está aperfeiçoando o método. Aliás, os Clippers, que têm mais elenco que qualquer um, devem tirar o pé e inclusive poupar Kawhi (já fez isso) sem se preocupar até com a primeira posição do Oeste.

O lance é fazer testes, criar um quinteto small ball, outro para o fim de partidas, uma para arrasar no ataque e outro para parar até o vento na defesa.

As campanhas mais impressionantes a partir de agora na temporada regular não serão dos favoritos e sim das equipes que estão em ascensão e vão agarrar todas as vitórias que puderem. Isso foi visto com o Milwaukee Bucks em 2018/19 e o Denver Nuggets no mesmo ano.

4 – A eficiência é o objetivo

Quando eu vi que Devin Booker tinha feito 40 pontos ontem e não consegui ver o jogo, já corri para saber quantos arremessos ele tinha feito, esperando 20 e muitos. Resultado: 19. E 15 deles certos.

Booker era um dos jogadores mais old school no sentido ineficiência, marca de jogadores talentosos no ataque em times que não ganham. Até ele está mudando. Todos os Troféus Brian Scalabrine que entregamos neste ano tem a eficiência como marca e vamos premiar quem faz muitos pontos com poucos arremessos. Isso é o que a NBA valoriza hoje.

5 – Esquece defesa na temporada regular

É chover no molhado dizer que a defesa na NBA sumiu. Mas, nesta temporada, estamos levando isso a um novo nível. Já tivemos um jogo 159 x 158 entre Houston Rockets e Washington Wizards. Apenas um time no Leste permite menos de 100 pontos por jogo (Orlando Magic), com dois no Oeste conseguindo esse feito (Lakers e Jazz). Seis equipes no Oeste permitem mais de 115 pontos por jogo de média.

Sim, ainda temos poucos jogos e os números devem cair um pouco, assim como o ímpeto. Mas apenas duas temporadas atrás nenhum time permitiu que seu oponente fizesse mais de 113,3 pontos por jogo. E os Suns, donos dessa pífia defesa e apenas 21 vitórias, foram disparados a pior defesa nesse quesito, quase três pontos a mais que os Pelicans, segundo colocado nessa “honra”.

A boa defesa na NBA ainda existe, mas fica restrita aos playoffs mesmo. Na temporada regular, teremos alguns Rockets x Wizards mesmo.

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