NBA

Magic Johnson deixa Lakers e torna-se mais um ex-jogador que fracassa na direção

Magic Johnson Lakers

Crédito: Instagram/reprodução

Estava aqui de boa, escrevendo um texto sobre Dirk Nowitzki, quando recebo o alerta de que Magic Johnson convocou uma coletiva e estava pedindo para sair, em bom português, do seu cargo na direção do Los Angeles Lakers. Oficialmente, ele era o Presidente de Operações de Basquete da franquia.

Apesar da temporada horrorosa dos Lakers, esta é uma surpresa enorme. Não havia nenhum indício que Magic ia sair, enquanto existiam todos os indícios que a cabeça degolada seria a do treinador Luke Walton. Rob Pelinka, GM da franquia, também parecia seguro.

Mas, apesar de toda a cantada de galo do eterno ídolo da franquia, dizendo que ele faria os Lakers serem um destino para free agents novamente e que a franquia voltaria a ter protagonismo nos playoffs, ele cai na primeira grande barreira encontrada.

Quando assumiu, sua primeira temporada completa era de terra arrasada e todos sabiam disso. Por isso, não ter ido aos playoffs não foi um grande problema, já que falávamos de um time jovem e que tinha mostrado bom basquete na metade final da temporada regular.

Mas ter trazido LeBron James foi uma bênção e um problema ao mesmo tempo. O ponto positivo óbvio é ter um dos maiores jogadores da história. O negativo é acelerar um processo que estruturalmente a equipe pode não estar pronta.

Os Lakers não souberam chamar outros free agents, foram péssimos ao montar um time para rodear LeBron, completamente aniquilaram o valor de seus jovens na desgraça que foi a negociação por Anthony Davis e terminam a temporada de forma completamente melancólica.

Some a isso ele ter trocado D’Angelo Russell como contra-peso para se livrar do contrato de Timofey Mozgov, ter dito que Russell não era um líder, e ver depois o armador se tornar um All-Star nesta temporada.

Coloque como tempero toda a vergonha relacionada a LaVar Ball em 2017/18, a clara tentativa de aliciamento que rendeu uma multa pesada da NBA e ainda os vazamentos constantes na franquia que a imprensa explorou com um sorriso no rosto.

Mas, na NBA, as coisas mudam rápido. E, nesta offseason, o time poderia recarregar as energias, ir atrás de Davis novamente ou dos free agents que testarão o mercado. Kawhi Leonard, Kyrie Irving, Kevin Durant, Kemba Walker, Jimmy Butler, DeMarcus Cousins, todos esses são nomes que estão a uma reunião de distância.

Magic sai com o argumento de que quer “voltar a se divertir” e que não conseguiu isso na posição que ocupou. “Eu sou um pássaro livre e não posso ser algemado”, disse.

Ou seja, ou ele foi algemado pela dona da franquia, Jeanie Buss, a quem disse amar como irmã e que não tinha avisado de sua saída por não ter coragem para. Ou então ele sabia, por alguém, que os Lakers não seriam considerados por esses jogadores citados acima. E, se isso realmente acontecer, o que está péssimo pode se tornar horroroso em Los Angeles.

Magic sempre foi muito crítico dos Lakers, especialmente quando trabalhou como comentarista da ‘ESPN’. Quando assumiu sua posição na presidência, ele chegou com pompa e toda a liberdade do mundo para fazer o que queria. Mas este é um trabalho ingrato porque uma peça movimentada errada pode destruir tudo. Ter sido um ex-jogador tão brilhante não é garantia de nada.

Phil Jackson chegou como Rei de Nova York, sendo um ídolo como ex-jogador e um gênio no banco. Mesmo assim saiu pela porta dos fundos. Michael Jordan não chegou nem perto de fazer seu Charlotte Hornets ter alguma relevância. Isiah Thomas nos Knicks foi abaixo da crítica.

Magic Johnson nos Lakers foi péssimo. Pelo menos ele está em boa companhia.

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