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Vamos saber do que o Los Angeles Clippers é feito nos próximos 10 dias

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O Los Angeles Clippers arregaçou as mangas na offseason e batalhou pelas manchetes com o Los Angeles Lakers, o que é similar ao Bangu disputando as manchetes com o Flamengo. E este cara aqui que está escrevendo amou mais o que o Bangu fez. E ainda coloco os Clippers como meu palpite para vencer a temporada 2019/20 da NBA.

Mas tudo tem limite. Uma hora eu preciso que essa equipe me ame também. E a “hora” são os próximos 10 dias.

Como somos brasileiros, dou um migué e coloco o jogo do Denver Nuggets no sábado, já que ele começará às 00h30, horário de Brasília. A segunda partida será no domingo à tarde contra o Philadelphia 76ers.

Ainda tem Oklahoma City Thunder e Houston Rockets fora de casa e Los Angeles Lakers com mando de quadra no domingo seguinte, dia 8 de março.

Na terceira posição do Oeste, com 6,5 jogos atrás dos Lakers e ameaçado pelo Houston Rockets, que está atropelando com seu super small ball, os Clippers precisam mostrar que são um time que pode ser campeão. Até agora vimos pouco disso.

Era esperado que Kawhi Leonard e Paul George não atacassem a temporada regular com tudo. Ambos tiveram lesões sérias que os colocaram em novos momentos de suas carreiras.

Leonard disputou apenas nove partidas da temporada 2017/18 e o Toronto Raptors na temporada seguinte mostrou qual seria a melhor forma de usá-lo: 60-65 jogos na temporada regular para tê-lo fresco nos playoffs. Os Clippers fazem basicamente o mesmo: ele tem 45 partidas até o momento.

Já Paul George quebrou sua perna para o mundo o ver com o uniforme da seleção americana. Ele jogou apenas seis partidas em 2014/15 e até foi usado com mais intensidade nas temporadas seguintes.

Mas talvez isso tenha sido um erro. Na sua melhor temporada na carreira, ele chegou nos momentos decisivos usando a reserva da reserva do tanque e terminou sua passagem pelo Thunder tendo que operar ambos os ombros. George atuou em apenas 36 partidas nesta temporada.

Quando os dois estiveram juntos em quadra, maravilha. Foram 26 jogos, com 23,6 minutos de média, um plus-minus (saldo de pontos) de 4,7. E mais, quando o time esteve 100% saudável – Patrick Beverley também perdeu jogos – o time venceu todas as partidas que disputou, com vantagem média de 12,8 pontos. É muito.

O problema? Foram apenas cinco partidas. Os Clippers entraram em quadra 58 vezes.

Os Clippers querem atingir seu pico em abril, maio e junho, não em dezembro e janeiro. Mas o time teve a adição de dois franchise players e agora ainda trouxe dois free agents – Marcus Morris e Reggie Jackson – que devem integrar a rotação com bons minutos. É preciso criar química, obter entrosamento, fazer o coletivo ser mais forte do que a soma das partes individuais.

Enfim, tirar o time do papel. Os Lakers conseguiram isso rapidamente.

Por isso os cinco próximos jogos, especialmente os dois deste fim de semana, serão tão importantes. Já que o rival de cidade é basicamente inalcançável, superar Denver na tabela é obrigação. Tanto pelo preço pago para trazer Paul George e montar um timaço, quanto pelo fato de que encarar os Nuggets com desvantagem no mando de quadra é muito perigoso.

O time do Colorado tem a segunda melhor campanha em casa do Oeste – atrás só dos próprios Clippers – e apesar de não ser La Paz, a altitude de Denver é uma vantagem para os mandantes.

O final da temporada regular da NBA sempre é um pouco arrastada, mas há coisas para ver. Saber do que o Los Angeles Clippers é feito será uma delas.

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