Mundial 2014

Lesão de George reacende discussão sobre liberação de jogadores da NBA

Crédito: Instagram/reprodução

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É um debate recorrente que de tempos em tempos ganha mas espaço: é justo as franquias da NBA serem obrigadas a liberarem os jogadores para jogar competições como a Copa do Mundo de Basquete e as Olimpíadas? A lesão de Paul George em um jogo de exibição do Team USA colocou o comissário da NBA, Adam Silver, e o dono do Dallas Mavericks, Mark Cuban, em lados opostos da discussão.

Logo depois da grave lesão do atleta do Indiana Pacers, Cuban, o mais midiático e transparente dono de franquia da NBA, voltou a marcar sua posição contrária à liberação de jogadores como acontece atualmente: os donos não podem negar a liberação, apenas os atletas podem se recusar a jogar, seja por lesão ou algum outro motivo. Caso o atleta opte por representar seu país, ele só terá que fazer um seguro que previne acidentes, como o acontecido com George.

Mas para Cuban esse seguro é insuficiente e usando seu Twitter atacou o Comitê Olímpico Internacional (COI): “o COI está brincando com a NBA. É uma organização manchada pela corrupção, ao ponto de membros terem sido acusados de armar a Olimpíada de Salt Lake (os jogos de inverno de 2002). O maior truque que o COI fez foi convencer a todos que os Jogos Olímpicos representam patriotismo e orgulho nacional e não dinheiro”. A principal reclamação do dono é que o único que ganha dinheiro nesses eventos é o COI. A solução? “Os jogadores e dono devem se juntar e organizar sua própria Copa do Mundo de Basquete”.

O comissário Adam Silver foi menos incisivo. Deixando claro que o papel dos astros da NBA na seleção americana nas competições citadas “será discutida”, ele destacou o ganho em “habilidade, liderança e paixão pelo esporte” que os jogadores tiveram jogando pelo seu país contra outras nações. Por enquanto,  “uma mudança na participação da NBA nas competições internacionais de seleções não ocorrerá”, afirmou em comunicado.

Vale lembrar que mesmo que a NBA seja a liga que organiza o campeonato de basquete norteamericano, e não quem controla as seleções de basquete dos Estados Unidos, é bastante interessante que os jogadores disputem esses torneios fora dos Estados Unidos. A razão é a internacionalização da marca da liga, que teve um grande crescimento em vários lugares do mundo com a presença de estrelas como Larry Bird, Michael Jordan, Magic Johnson, Kobe Bryant e vários outros usando as cores branca, vermelha e azul.

Portanto, as seleções dos Estados Unidos não devem voltar ao nível pré-anos 90, quado os atletas universitários representavam o país no palco internacional. Mas seleções como a que entrou em quadra Barcelona, em 1992, juntando todos os “carros-chefe” de uma geração, devem ser mais raras, com as estrelas fazendo um rodízio saudável entre representar o país e as merecidas férias.

 

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