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LeBron James critica Donald Trump e pede “amor” em meio a violência em protestos

LeBron James discursa

Crédito: Instagram/reprodução

Os Estados Unidos estão vivendo dias turbulentos após uma manifestação racista no estado da Virgínia acabar com um conflito entre grupos pró-diversidade  e a morte de uma manifestante. E LeBron James, astro da NBA, não se manteve calado, mantendo sua posição ativa em questões sociais, assim como outros jogadores da liga.

Em evento de caridade organizado por ele e sua família, LeBron lamentou o que aconteceu na cidade de Charlottesville.

“Eu sei que há coisas trágicas acontecendo em Charlottesville. Eu quero falar sobre isso agora. Eu tenho a plataforma e sou uma pessoa que tem voz de comando e a única forma de nós melhorarmos como sociedade é com amor”, disse o atleta.

“Só assim podemos conquistar algo no fim do dia. Não é com o tal do presidente dos Estados Unidos, ou qualquer que seja o caso. Não é com o professor que você sente que não se importa com o que acontece com você todo dia. Não é com as pessoas que você não sente que dão seu melhor esforço com você. É sobre nós. É sobre nós olharmos no espelho, desde as crianças até os adultos e nos perguntarmos ‘o que podemos fazer para mudarmos as coisas?' E se todos nós pudermos dar 110 por cento, já é o suficiente”, disse James, explicitando que para ele a diferença não é uma lei ou medida de grupos e sim as pessoas tomarem consciência e ação.

LeBron James foi mais crítico no dia anterior, quando em seu Twitter ele colocou a manifestação de ódio como algo ligado ao discurso de Donald Trump.

“Ódio sempre existiu nos Estados Unidos. Sim, nós sabemos, mas Donald Trump transformou ele em ‘aceitável' de novo. Estátuas não tem nada a ver com nós agora”

A manifestação na cidade de Charlottesville aconteceu por causa da retirada da estátua do general Robert E. Lee, do exército dos Confederados na Guerra Civil Americana. Lee representava estados do Sul, que queriam manter o sistema de escravidão nos Estados Unidos e acabou perdendo a guerra para o Norte, anti-escravidão e mais industrializado.

Essa retirada inflamou diversos grupos, inclusive de neo-nazistas, antissemitas e racistas, andando pela cidade gritando palavras de ordem e frases abertamente de ódio contra negros, judeus e outras parcelas da população. Manifestantes abertamente contrários a essas mensagens também tomaram as ruas e o conflito terminou com uma morte por atropelamento de Heather Heyer e mais 19 feridos. Isso abriu uma discussão de grande porte nos Estados Unidos sobre liberdade de expressão, racismo e a divisão clara do país, especialmente após uma eleição muito turbulenta.

A resposta de Donald Trump, primeiro condenando não só as manifestações desses grupos de extrema-direita mas também “vários lados” que também propagariam ódio, sem citar nomes, gerou grande repercussão negativa. Só depois é que ele abertamente condenou a histórica Ku Klux Klan (KKK), que mesmo sem a mesma força do século passado, ainda é uma das fontes do discurso abertamente racista e preconceituoso.

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