Lance Livre

Lance Livre: VOLTA Kevin Love de 13/14 e minhas escolhas para o All-Star

Kevin Love
Depois de 40 anos no deserto (e falando só de futebol americano), volto para minha amada Lance Livre, muito melhor que a Redzone. Peço desculpas para os meus três leitores fiéis deste espaço, o Tomas, a Paula e o Oscar, os únicos que sentiram minha falta.
Muito bem, metade da temporada regular já foi, falta menos de um mês para o All-Star Game e duas noites atrás, na reedição da final de 2014/15 e o duelo entre o melhor do Leste contra o melhor do Oeste, nós vimos uma agressão televisionada para o mundo. Mas o que mais me surpreendeu não foi a diferença no placar, ou Curry deitando e rolando, ou LeBron começando a dar mostras de que a idade chegou (não no nível Kobe, mas sempre começa em algum ponto). Onde está Kevin Love?
Quando saiu a negociação do Kevin Love para Cleveland, rezei aos céus para que o MVP da categoria branco não-europeu da NBA não fosse um Chris Bosh 2.0 em Miami com LeBron e Wade. Até agora ele não está sendo Bosh. Ele está ainda pior.
Bosh no último ano de Toronto: 24 pontos, 10,8 rebotes de médias, 51,8% de aproveitamento nos arremessos
Bosh no segundo ano de Miami (segundo porque o primeiro é adaptação): 18 pontos, 7,9 rebotes e 48,7% de
aproveitamento nos arremessos
Já o camisa 0 dos Cavs, ex-camisa 42 dos Timberwolves
Love no último ano em Minnesota: 26,1 pontos, 12,5 rebotes de médias e 45,7% de aproveitamento
Love nesta temporada: 15,6 pontos, 10,7 rebotes e 41,2% de aproveitamento Nos últimos 10 jogos, Love tem média de 11 pontos por jogo.
Love hoje, além de terceira estrela do Cavaliers, é basicamente um stretch 4 fracassado, já que ele não é tão bom assim arremessando de longe (36,1% de três). Ele era bom em Minnesota fazendo de tudo no ataque, inclusive chutando de três. Seus arremessos de 2 por jogo caíram de 11 para 7.
Hoje, se ele chegar perto do garrafão, ele vai causar um tráfego nível Marginal Pinheiros às 18h de uma sexta, já que os Cavs jogam com um pivô pivô, da mesma linha centroavante centroavante no futebol. E além de não ter espaço ali, ele vai tirar a possibilidade de penetração de LeBron e Kyrie Irving. Ou seja, complicar a principal fonte de pontos dos dois.
O cenário é um All-Star sendo dispensável, o que é uma completa lástima. Uma solução que me agrada: troca, para Boston ou Los Angeles. Em Boston, ele seria o cara no ataque em um time que precisa desesperadamente disso já que Isaiah Thomas não foi desenhado para isso. E junto com a pick que é dos Nets nesta temporada, Boston pode disputar o título já na próxima temporada.
Já em Los Angeles demoraria mais um pouco e Julius Randle teria que ser adaptado, mas é um time novo e novamente, ele seria o cara do ataque, com D'Angelo Russell servindo ele até 2030. A menos que role um Kobe x Shaq versão 2.0. Mas esses dois cenários são improváveis de acontecer porque os Cavs não vão querer dar o braço a torcer que a troca envolvendo Andrew Wiggins não foi nada boa, os Celtics valorizam bastante seu arsenal de escolhas no Draft e os Lakers precisariam abrir mão de sua escolha de primeira rodada neste ano para isso e talvez essa não seja a melhor ideia. Ou seja, minha campanha FREE LOVE é furada.
Meus escolhidos para o All-Star
Ano sim e outro também a votação para o All-Star decepciona quem saiba ou acompanhe o mínimo de NBA. Como é um concurso de popularidade, vimos Yao Ming quase de cadeira de rodas sendo eleito por causa dos votos chineses e nesta temporada, Kyrie Irving que jogou menos que o Marcelinho Huertas (em quantidade) e Kobe, a pior superestrela da liga hoje, nos quintetos iniciais.
Hey, não entenda mal, adoro Kobe, mas se é para homenagear ele, sobe uma camisa 24 no teto do Air Canada Center só por uma noite e faz ele ir no centro da quadra para ser aplaudido. Pronto, olha que ideia fenomenal.
Minhas escolhas não são concursos de popularidade, até porque teríamos Boban Marjanovic, o sérvio gargamel dos Spurs, Javale McGee, o glorioso Andre Miller com 50 anos só de NBA e outros jogadores carismáticos. Mas a vida não é tão legal. Sigo as regras da NBA em um princípio: dois caras de backcourt e três de frontcourt. Eu sei que os elencos terão 12 de cada lado, mas vou fazer só duas escalações. E como sou um cara que ainda valoriza o pivô, pivô, não abro mão dele nos titulares mesmo que a liga tenha me superado nesse desejo.
Uma das principais fontes para as minhas escolhas é o troféu Scalabrinão de Ouro. Você não sabe o que é isso, seu louco? Clique aqui então.
Leste
Kyle Lowry: mais magro e ainda melhor, ainda aproveita o fato que John Wall não começou tão bem a temporada
Jimmy Butler: dono dos Bulls, ex-time de Derrick Rose
LeBron James: como disse, já começa a dar mostras que mesmo sendo uma máquina, 13 temporadas de NBA, mais 2 meses de playoffs por temporada, seis idas às finais seguidas enquanto 90% da liga descansa e ainda seleção americana, destroem qualquer um
Paul George: caiu nas últimas semanas, mas ele é o melhor, segundo melhor e terceiro melhor jogador dos Pacers, normal ter marcação sextupla e não ir tão bem, especialmente quando Monta Ellis entra numa fase gélida nos arremessos
Andre Drummond: um monstro nesta temporada e junto com Reggie Jackson pode causar pelos gloriosos Pistons nos próximos anos. VOLTA ISAIAH E JOE DUMARS
Reservas: John Wall, Dwyane Wade, Carmelo Anthony (leste está mal de alas), Paul Millsap e Pau Gasol (com Hassan Whiteside, rei do toco, no cangote)
Oeste
Stephen Curry: nem preciso falar nada
Russell Westbrook: aqui uso a regra do backcourt e não coloco um ala-armador. Russell está inclusive melhor que seu parceiro Kevin Durant, pela primeira vez na carreira dos dois enquanto saudáveis e em quadra
Kawhi Leonard: melhor jogador somadas defesa e ataque. Parou LeBron no duelo contra os Cavs na semana passada e ainda passou da barreira dos 20 pontos por jogo de média, com 20,1 agora. Monstruoso.
Draymond Green: já é o segundo melhor jogador da equipe, ultrapassando Klay. É completo, chegou a fazer três triplos-duplos seguidos e o coração dos atuais campeões. Merecido.
DeMarcus Cousins: deixou seu atraso cerebral para lado e está simplesmente destruindo, com 25,9 pontos e 11,1 rebotes por jogo e ainda jogando menos um minuto em média por partida que na temporada passada. É o melhor pivô da NBA hoje e dá um pouco de esperança para os pivôzistas como eu.
Reservas: Chris Paul, Klay Thompson, Kevin Durant, LaMarcus Aldridge e Dirk Nowitzki.
Comments
NFL, NBA e MLB. Notícias, relatos e colunas. E uma pitada de humor de tiozão. Contato: [email protected]
Copyright © 2021 - https://www.quintoquartobr.com/

+18


Jogue com responsabilidade


Copyright © 2015 The Mag Theme. Theme by MVP Themes, powered by Wordpress.

To Top