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Lance Livre: Kobe e a melhor despedida da história

Crédito: Instagram/reprodução

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Melhor despedida da história? Queria colocar isso no título mas sempre é duro cravar isso e alguém falar “hey, você esqueceu de X”.

Michael Jordan se tivesse se despedido depois de cortar o marcador do Jazz e decidir mais um título, seria a maior. Mas ele quis jogar mais um pouco, pelo Washington Wizards. Peyton Manning saiu vitorioso no Super Bowl, mas não foi com tanto brilho pessoal assim. Derek Jeter, caso tivesse dispensado os jogos em Fenway contra os Red Sox e saísse do jogo depois de decidir com sua rebatida, também me impediria de dizer o seguinte.

Foi a maior despedida da história a de Kobe Bryant.

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Não só pelas homenagens. Magic Johnson, Shaquille O’Neal, ginásio lotado e gritando a cada aparição no telão. O jogo não valia tanto, é verdade, mas depois de errar os primeiros cinco arremessos parecia que seria aquela coisa de todas as aposentadorias: o jogo em quadra não importa, “vamos relembrar ele nesse vídeo de 10 anos atrás”.

Kobe foi o assassino de 10 anos atrás. Sessenta pontos. Ninguém fez isso na temporada. Ele fez com 38. No começo a marcação foi frouxa, meio de All-Star. Mas no final, quando ele pegou fogo, tinha marcação dupla, tripla. A bola ia para ele, todo mundo sabia e nenhum Jazz conseguiu parar.

Foi uma festa de saudosismo com o astro parecendo que tinha rejuvenescido. Ele ganhou o jogo. Ele arremessou 50 vezes. Foi fominha. Ele foi Kobe. Não precisamos disfarçar e relevar o jogo em quadra. Ele entregou o pacote completo.

Até quem não é fã dos Lakers teve que se curvar. Pena de quem não viu.

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