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Kobe Bryant se despede da NBA em jogo histórico, anotando 60 pontos

Crédito: Instagram/ Reprodução

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Pisar no Staples Center para um jogo com a camisa dos Lakers é rotina para Kobe, afinal, desde 1999 que ele joga no ginásio que o consagrou. Mas é claro, hoje o dia era diferente, bastante diferente. Uma multidão se encontrava fora do ginásio em uma cena que, tirada de contexto, poderia ser confundida com a recepção de times sulamericanos na Libertadores.

Eram milhares de pessoas prontas para ver, pela última vez, aquele que durante 20 anos honrou uma das regatas mais pesadas da NBA. Um jogador que estabeleceu novos padrões para quem um dia pensa em jogar na NBA. Um jogador que nunca jogou um amistoso.

Por conta disso e muito mais, Kobe Bryant se tornou sinônimo de basquete, uma marca mundial, que não precisou de marketing para se fazer presente no mundo. Ele fazia isso dentro de uma quadra, que o mundo inteiro enxergava, pronto para ver um novo ataque desse jogador que nunca ficou satisfeito, e talvez nunca ficará. Kobe Bryant é um gênio incansável que a partir do final dessa temporada vai finalmente descansar, mas não sem um último show, um 101 a 96, com direito a 60 pontos do “Black Mamba”.

JOGO

O jogo (ou melhor, a festa) começou com um mestre de cerimônias especial: Earvin “Magic” Johnson, que no melhor estilo apresentador de programa de auditório, comandou um Staples Center em grande homenagem a Kobe. Primeiro, um vídeo com diversos jogadores da liga prestando homenagens ao número 24 (ou seria 8?). Conforme os jogadores apareciam no telão, Kobe ia abrindo largos sorrisos, desses que você só quando os Lakers ganham. Destaque para Pau Gasol, que apareceu para homenagear o grande companheiro e garantiu um dos mais sinceros sorrisos da carreira de Kobe, um sorriso guardado somente para grande jogadores e amigos.

Kobe e Magic Johnson, lendas dos Lakers (Crédito: Instagram/ Reprodução)

Kobe e Magic Johnson, lendas dos Lakers (Crédito: Instagram/ Reprodução)

A cerimonia foi caminhando com um Staples Center ovacionando tudo que envolvia Kobe: de seu agradecimento no centro da quadra até sua apresentação na lineup dos Lakers. Esse parecia o único alento da sofrida torcida do time que amarga péssimos anos em sequência, e que nesse momento só tinha olhos para o cara que trouxe cinco títulos para Los Angeles.

E foi com os olhos vidrados que a torcida dos Lakers viu o início do jogo, que logo de cara teve posse de bola para os Lakers, na mão do dono da noite. O problema é que Kobe, que por mais competitivo que fosse, parecia estar ainda emocionado com toda a cerimonia, errando suas quatro primeiras tentativas de cesta. Mas o dono da noite não iria decepcionar o ginásio que tantas vezes levou abaixo, e para entrar de vez na partida, armou um toco, que ele mesmo recuperou para anotar seus primeiros pontos na partida. Não preciso dizer que o ginásio explodiu com a sequência de lances, e ficou ainda mais efervescente quando o próprio Kobe anotou outros cinco rápidos pontos. Por uma noite, o Staples Center voltou a 2010, voltou a ver o Black Mamba incansável, imparável.

O jogo em si não guardou muitas surpresas. Com dois times sem nenhuma pretenção no campeonato, o foco ficou mesmo em Kobe, que parece ter tirado o dia para guardar uma grande atuação em seu último jogo na carreira. Ao final do primeiro tempo, aonde jogou 18 minutos, anotou 21 pontos. No lado do Jazz, destaque para Trey Lyles, que aproveitou os minutos a mais para tentar cavar um espaço no elenco da equipe para a próxima temporada. O jogo foi para o intervalo 57 a 42 para o Jazz

O segundo tempo continuou em ritmo de festa, com os Lakers sabendo quem era o dono da festa, e fazendo questão que ele saísse dela com o maior número de presentes possível. Diversas foram as vezes que jogadores do time, com melhores opções de passe, procuraram Kobe para que ele deixasse pela última vez sua marca no tablado do Staples Center. Ao final do terceiro quarto, eram 33 tentativas para o camisa 24, que até o momento anotava 37 pontos, sua melhor marca na temporada e parecia estar em um ritmo que dificilmente pôde ser visto nos últimos anos.

O jogo parecia decidido no início do último quarto, quando o Jazz vencia por 75 a 66 liderado pelo surpreendente Lyles. Foi então que os Lakers ligaram a chave e passaram a jogar de verdade, com o time todo em busca de uma última vitória para o líder da equipe.

No meio do quarto quarto, os Lakers estavam a apenas três pontos de Utah e Kobe no ritmo de anotar 50 pontos. E foi nessa busca do placar que Bryant colocou a cereja no bolo da festa ao anotar 50 pontos, depois 52, 54, 56, uma sequência que explodiu o Staples Center que vibrava “defense” como se fosse um jogo de playoffs. E a atmosfera não poderia ter sido melhor para Kobe, logo ele, que sempre se sentiu tão bem sob pressão, e quis relembrar em sua última noite tudo o que foi para o basquete, chegando a marca de 60 pontos, virando a partida para os Lakers, e garantindo que deixasse as quadras com uma vitória.

Seus 60 pontos foi seu melhor desempenho em sete anos, o melhor de qualquer jogador nessa temporada e um lembrete do tamanho de Kobe Bryant para o basquete.

➤ Confira o discurso de Kobe Bryant após partida histórica

Kobe Bryant se despede de uma NBA maior do que quando entrou, uma liga que deve muito a ele. Seu instinto competitivo elevou o nível do jogo e da liga, que foi garoto propaganda por tanto tempo.

20 anos depois de ter chegado direto do colegial, Kobe sai de cena como lenda, tendo alcançado tudo o que é possível para um jogador de basquete. 20 anos depois, Kobe pode finalmente se deitar com o sentimento de dever cumprido.

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