NBA

James Harden consegue o que quer e vai para o Brooklyn Nets

Ninguém pode me acusar de ser anti-Harden, tendo defendido o camisa 13 do Houston Rockets mesmo após performances decepcionantes em playoffs e um estilo de jogo que a maioria não gosta. Saí do bonde com suas atitudes pífias nos últimos meses, se apresentando de forma tardia e completamente fora de forma para a temporada, tendo claramente desistido de sua franquia mesmo com vários anos restando no contrato.

Mas esta é a NBA das estrelas, onde treinadores, GMs e até donos tem que assumir posição de coadjuvante mesmo em decisões que impactam diretamente suas carreiras e carteiras. James Harden foi trocado para o Brooklyn Nets nesta quarta-feira em uma mega troca que é até difícil de explicar. Caris LeVert (vai para Indiana), Victor Oladipo (para Houston), Dante Exum, Rodions Kurucs e quatro escolhas de 1ª rodada – incluindo a dos Cavaliers de 2022 via Milwaukee Bucks – mais quatro pick swaps dos Nets com os Rockets (quando as franquias só trocam de ordem no mesmo draft) foram envolvidos.

Jarrett Allen e Taurean Prince também estão na negociação, mas vão para Cleveland, mais uma equipe na parada. As informações são do eterno e onipresente Adrian Wojnarowski, da ESPN.

Depois veio mais uma atualização

 

Vamos lá então:

Brooklyn recebe James Harden

Houston recebe Rodions Kurucs, Dante Exum, Victor Oladipo, três escolhas sem proteção de primeira rodada (2022, 2024 e 2026) mais quatro picks swaps (2021, 2023, 2025 e 2027) e a escolha de 2022 que era do Cleveland Cavaliers mas originalmente pertence ao Milwaukee Bucks

Indiana recebe Caris LeVert.

Cleveland terá Jarrett Allen e Taurean Prince

ACHAMOS QUE É ISSO

Antes de falar de encaixe, lá vou eu defender Harden de novo. Ofensivamente há poucos jogadores na história da liga que combinam sua capacidade de pontuar, com o volume de jogo absurdo que ele teve em Houston com Mike D'Antoni (que está na comissão técnica dos Nets, aliás) e mantendo aproveitamento acima da média. Seu problema foi a previsibilidade que isso traz em uma série de playoffs, quando os times irão planejar mil estratégias para limitá-lo.

Em uma equipe como os Nets, com Kevin Durant e Kyrie Irving, pensar muito em parar Harden vai abrir espaços para os outros dois. O problema é que James Harden precisa provar que sabe jogar de forma coletiva, já que em Houston quando ele não tinha a bola era menos um em quadra.

Se ofensivamente teremos três dos maiores talentos ofensivos da NBA atualmente, no vestiário também vão coexistir três estrelas temperamentais. Kyrie Irving já está abrindo as asinhas. Durant coloca o basquete em primeiro plano sempre, mas quando a coisa azeda com ele, temos um jogador de 2,15 m que não abre a boca e não se envolve.

Harden teve atritos nos últimos anos com todas as “estrelas” que passaram nos Rockets e agora chega fora de forma e com status de MVP. Ele não será uma versão de Klay Thompson de 2017. Ele vai querer a bola. Irving e Durant também.

Se o trabalho de Steve Nash já era difícil conciliando egos e arremessos para todo mundo, agora fica mais difícil. O time também perde profundidade no elenco. Como confiar em DeAndre Jordan sem ter Jarrett Allen vindo do banco? Ou seja, para isso aqui dar certo, os três precisam calar a boca, jogar e inspirar o resto do elenco, em vez de afastar os operários e eles próprios durante a longa temporada regular. Pode acontecer? Claro que sim. Mas está longe de ser uma garantia.

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