NBA

Os europeus estão entendendo melhor a NBA que os americanos; Giannis nos Bucks com extensão

Giannis Anteokounmpo Bucks

O fim do contrato de Giannis Antetokounmpo com o Milwaukee Bucks estava começando a deixar os torcedores, a diretoria, Mike Budenholzer e todo o mundo da NBA com ideias na cabeça. Já se começava a ouvir “Como pode que com 26 anos o grego ainda não chegou na final da NBA?” “Com certeza ele não resistirá a jogar com uma megaestrela em um grande mercado a partir de 2021”

Pois bem, Giannis deve assinar uma extensão de US$ 228,2 milhões e cinco anos com os Bucks para ficar onde foi draftado, onde todos os planos são direcionados para deixá-lo feliz e os fãs são loucos por ele.

Já falei no Quinto Quarto sobre a era do empoderamento dos jogadores e seus pontos positivos e negativos. O que estamos vendo nos últimos dois anos é quase o deboche desse empoderamento. James Harden foi paparicado por anos em Houston e agora com três anos de contrato quer vazar. Anthony Davis fez o New Orleans Pelicans de refém, assinou com o agente de LeBron e forçou sua saída para os Lakers mesmo com contrato.

Deu certo e Davis agora é campeão. Mas é algo bom? Claro que não.

Estrelas quererem jogar juntas não é algo novo, como disse no texto de 2016 quando Durant foi para os Warriors, mas o estranho é no auge de suas carreiras, esses jogadores abrirem mão da competitividade para formar panelas nos grandes mercados. E isso é péssimo para a NBA porque a graça da liga é que um Milwaukee Bucks pode pagar um contrato máximo assim como os Lakers e ambos só podem gastar em salários até um certo ponto.

Só que as verdadeiras estrelas não vão fazer panelas para jogar em Charlotte.

Los Angeles Lakers, Miami Heat, Los Angeles Clippers, Brooklyn Nets serão beneficiados por serem mercados gigantes, com enormes possibilidades para suas estrelas – filmes, anúncios, contatos (comerciais) e contatinhos (você sabe do que estou falando) – coisa que Milwaukee não tem como concorrer.

Se a NBA se transforma em uma liga onde um talento é draftado pelo Minnesota Timberwolves e quando seu contrato de calouro acabar decidir que é hora de jogar com seu amigo nos Clippers, não há NBA como conhecemos. Os torcedores não terão o mesmo envolvimento, a liga não será tão equilibrada, o interesse irá cair.

É ótimo que os jogadores tenham poder, mas é maravilhoso quando eles criam uma responsabilidade com a história da liga e de suas franquias. Os Bucks fazem tudo por Giannis e a torcida ama de paixão seu melhor jogador desde Kareem Abdul-Jabbar, que aliás deixou a franquia para jogar em Los Angeles (viu como não é algo novo).

Giannis está retribuindo mesmo que tivesse a possibilidade de ficar quieto neste ano e sair de graça, algo que LeBron James já fez algumas vezes. Mesmo que ele deixe os Bucks, já fez muito mais do que Harden está fazendo por Houston, um papelão deprimente de alguém que joga absurdo, mas deixa a dever nos playoffs e agora está completamente no negativo como liderança para o elenco e referência de Houston.

E nesse ponto os jogadores europeus merecem destaque. Dirk Nowitzki abraçou Dallas, passou por eliminações que envenenam a alma até vencer o título em 2011 de forma histórica. Luka Doncic é seu herdeiro e agora espera-se a mesma coisa e tudo indica que ele aceita e abraça essa possibilidade.

Harden, Kyrie Irving, Kevin Durant, Anthony Davis estão mais ligados em outras coisas.

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