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Game-winner de Stephen Curry: porque não pedir tempo

Crédito: Instagram/ Reprodução

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Um dos times em maior ascensão na NBA hoje é o Golden State Warriors, que conta com os Splash Brothers Klay Thompson e Stephen Curry, que a mais de dois anos vem formando uma dupla mortal nos tiros de três pontos, além de, especialmente nesse ano, estarem com uma defesa sólida, com Andre Iguodala, Andrew Bogut e David Lee. Porém o brilhantismo do time não vem só da quadra, mas também fora dela. O técnico, Steve Kerr, em seu primeiro ano de time, já vem conseguindo moldar o time a sua maneira, além de estar acertando em decisões de jogo, como aconteceu no último dia 2, em partida contra o Orlando Magic.

O jogo, para a surpresa de todos, foi muito parelho, com o esforçado Magic se recuperando de grande desvantagem no terceiro período e levando o jogo competitivo até o último lance.

O Magic tinha a bola da partida, liderando por 97 a 95, faltando 10 segundos para o fim do jogo. Esse lance não foi o último da partida, mas seu desenrolar foi decisivo para a cesta final de Steph Curry.

O time de Orlando posicionou quase todo seu time no perímetro, Kyle O'Quinn, único pivô do time visitante, se plantou na linha de três a frente da cesta para ajudar Elfrid Payton, fazendo um corta luz. A jogada foi desenhada para Payton se infiltrar, e caso o garrafão estivesse impenetrável, passaria para algum de seus companheiros na zona morta. A jogada se desenrolou da maneira esperada, porém quase todo o time de Golden State estava no garrafão para conter o armador de Orlando. Foi nesse ponto que sua ingenuidade de calouro falou mais alto: Payton foi para a bandeja ao invés de tocar para Tobias Harris ou Victor Oladipo, livres na zona morta.

A bola não caiu, e sobrou para o Golden State, mais especificamente, nas mãos de Stephen Curry, possivelmente o melhor arremessador da NBA atualmente. Foi nesse momento que Kerr foi inteligentíssimo. Ele tinha tempo para pedir, mas quando viu que os jogadores do Magic mais perto de Curry eram Kyle O'Quinn e Tobias Harris, pivô e ala-pivô respectivamente, Kerr enxergou ali uma vantagem no duelo, com o jogador dos Warriors muito mais rápido e veloz. Pesou no momento também, a confiança do técnico em seu melhor jogador.

Curry carregou a bola durante toda a transição, com um Tobias Harris assustado de ter que marcar um jogador muito mais ágil que ele. Quando o armador de Golden State chegou perto da linha de três, fez uma finta que tirou completamente Harris da marcação, e ficou livre para chutar a bola da vitória, de três pontos.

Se caso Kerr tivesse pedido tempo, o time da terra do Mickey teria tempo para organizar sua defesa, possivelmente anulando qualquer possibilidade de tiro de três pontos do time dos Warriors, como acabou acontecendo. Se o técnico tivesse parado o jogo, os Warriors poderiam ter levado o jogo para a prorrogação e terem perdido no tempo extra, ou pior, perdido a última cesta, e com isso, o jogo.

Muitas vezes na partida, é melhor ter a calma de analisar o momento e saber a hora certa de pedir, ou não, um tempo.

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