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Finais da NBA 2020: Vitória do Heat bota fogo na série ou Lakers foram blasé e finais estão sob controle?

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Ao ver esta vitória do Miami Heat na noite de domingo (4) não há como não respeitar imensamente a equipe e, especialmente, Jimmy Butler. O camisa 22 botou a bola embaixo do braço e o jogo foi dele nos dois lados da quadra. Ao mesmo tempo, é difícil imaginar que um triplo-duplo com 40 pontos seja algo natural que pode ser multiplicado mais três vezes e que Anthony Davis tenha o mesmo problema que teve hoje no jogo 3 das finais da NBA 2020.

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Dizer que o Los Angeles Lakers entregou a partida é demais. Mas é normal pensar que este pode ter sido uma daquelas partidas que nada dá certo para o time superior e é o chute na bunda que impulsionará as vitórias finais. Vamos então pesar nos argumentos? Aí você nos diz o que você acha nas redes ou na seção de comentários.

Pró-Heat: O time é mestre nos ajustes

Quando você tem um treinador de verdade, as séries longas são cheias de ajustes de partida para partida. Erik Spoelstra é um senhor head coach e o Heat foi outro neste domingo em relação aos dois sacodes que tomou. A defesa foi muito mais agressiva e logo forçou um caminhão de turnovers dos Lakers. Anthony Davis e LeBron James terminaram com 15 somados e os Lakers inteiros tiveram 19.

No ataque, a principal diferença foi a agressividade de Jimmy Butler. Ele já estava indo bastante para a linha de lance livre nas duas partidas anteriores, então isso não mudou tanto, mas suas penetrações dessa vez renderam mais cestas e mais assistências. A bola do Heat rodou melhor.

Pró-Lakers: Turnovers são fruto de desatenção

Quando treinador do futebol brasileiro tenta diminuir gol sofrido de bola parada até dá para entender a dor interna deles: o negócio é treinado a todo momento e dificilmente dá para fazer um duplo twist carpado totalmente inovador que não dê para defender. Se você toma um gol, é provável que alguém de seu time tenha errado.

Com menos de cinco minutos de jogo, os Lakers já tinham quatro turnovers. Isso não é só mérito do Heat, mas também falta de atenção e cuidado dos Lakers. A julgar por como LeBron James deixou a quadra neste Jogo 3 logo no fim da partida. Ele ficou mais putinho do que eu quando descubro que não posso usar o cupom de desconto que recebi do Uber Eats. Pode apostar que no Jogo 4 não teremos isso.

Pró-Heat: Duncan Robinson e Tyler Herro seguem sem arremessar bem

Pode parecer estranho isso estar no pró-Heat (e mais abaixo usaremos esse exato argumento), mas digo o seguinte: não é possível que isso seja sempre assim. Os dois mostraram imensa personalidade para suas idades e se eles fossem pipoqueiros, a Yoki teria estourado contra o atual bi-MVP da liga ou contra os Celtics, que tinham como força justamente os alas.

10 de 30 e 5 de 17 nas bolas de 3 para a dupla neste domingo botaram toda a pressão da pontuação em Butler, que não tem Goran Dragic e seu jogo de pés e Bam Adebayo e sua força bruta embaixo da cesta. Não é normal para esses dois terem três jogos apagados nos arremessos. A reação deve vir, ainda mais porque eles estão conseguindo se livrar da marcação.

Pró-Lakers: Duncan Robinson e Tyler Herro não arremessam bem

E isso exige que Jimmy Butler jogue 45 minutos, erre apenas 6 de seus 20 arremessos, crie cestas para todo mundo e só assim o Heat ganhe. Sem Dragic e Adebayo, que se voltarem, estarão baleados, os Lakers podem no próximo jogo dobrar mais em Butler e punir ele na defesa, seja fisicamente ou forçando faltas. Aí a estratégia do Jogo 3 de Miami vai para o saco.

Pró-Heat: Kelly acha espaços nos Lakers

O basquete de 2020 é lindo. Em 2005, Kelly Olynyk seria um Luke Walton com um rabo de cavalo. Hoje, ele pode ser a solução para limitar um pouco Anthony Davis e dificultar o frontcourt dos Lakers. Afinal, ele cava faltas, abre o garrafão saindo até a linha de 3 e é um perigo dali – 3 de 5 hoje nas bolas triplas.

Se os Lakers jogam com Dwight Howard, não há muito o que disfarçar: ele só vai pontuar em uma ponte aérea ou se alguém comer bola e deixar ele livre embaixo da cesta para enterrar. Com Olynyk, os Lakers precisam ficar de olho nele no momento em que ele cruza o meio da quadra. Não estamos falando de Kevin McHale, mas nosso amigo canadense é importante para Miami nestas finais da NBA 2020.

Pró-Lakers: problema de faltas de Davis não será constante

Assim como a melhor resposta para parar um QB excelente é deixá-lo fora de campo, a melhor resposta para parar um jogador dominante é deixar ele fora de quadra. O Detroit Pistons do final dos anos 80 entenderia isso como “vamos arrebentar com o tornozelo dele”, mas a versão soft de hoje é “vamos deixá-lo apertado com as faltas”.

Se com LeBron isso não funciona bem porque ele é inteligente e porque os juízes engolem o apito em muitos casos, com Davis essa tarefa é mais realizável e o Heat fez isso hoje. Mas novamente, Davis não é burro e ele vai tirar a mão para não correr o mesmo perigo na próxima partida. Ninguém está mais incomodado com os 33 minutos e apenas 15 pontos, com quatro faltas ainda no terceiro quarto, do que o próprio monocelha.

Para finalizar…

Coadjuvantes dos Lakers seguem agredindo e Lakers podiam ter vencido esta partida

Sem querer botar água no chopp do torcedor do Miami Heat, mas a vitória de hoje ainda não dá 100% de segurança que temos uma série, apesar de uma vantagem de 2 a 1 apenas. Miami abriu duas vezes vantagens de duplo-dígito e viu os Lakers igualarem mesmo em um jogo onde quase tudo deu errado. Como dissemos, Butler teve que ser incrível para a equipe da Flórida vencer.

O que está desequilibrando esta série até o momento é o dano que jogadores como Rajon Rondo, Dwight Howard e hoje Markieff Morris estão fazendo. Se era o Heat que estava conseguindo fazer isso nas séries anteriores, com um agressor a cada partida, agora são os Lakers que estão chovendo bolas de três e tendo contribuições inesperadas.

Se o Heat quiser vencer, o time não pode levar cinco bolas de três de Morris ou 19 pontos de Kyle Kuzma. LeBron James e Anthony Davis sempre serão bons e, até em uma noite ruim, combinaram para 40 pontos. O que mata é ver uma bola de três de Alex Caruso.

Os Lakers ainda são muito favoritos nestas finais da NBA 2020. Mas que é legal de ver esse Miami Heat, isso é.

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