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Finais de Conferência da NBA: uma coisa para você notar em cada jogo 2

lillard blazers treino

O jogo 1 das finais do Leste e Oeste já foram. Os dois mandantes venceram e no caso do Golden State Warriors foi um atropelo. À beira da segunda partida em ambos os casos, vou apontar uma coisa no duelo entre Bucks e Raptors que aconteceu e quero ver se repete-se no novo confronto e o mesmo entre os atuais bicampeões e o Portland Trail Blazers.

Sim, essa foi a introdução mais curta da minha vida. Vamos aos tópicos e falar das finais de conferência da NBA.

Que po$%# de ajuste será feito para parar os Splash Brothers

Eu disse no podcast Quinto Quarto Expresso #166 que eu achava o matchup contra os Blazers o mais favorável para os Warriors, melhor até que o confronto contra Nuggets, Rockets e até Thunder.

A razão para isso é que o ponto forte dos Blazers é o backcourt pontuador com Damian Lillard e CJ McCollum, justamente o mesmo ponto forte (um dos na verdade) dos Warriors.

Mas o principal não é isso e sim o fato que o duo do Portland não é de grandes marcadores. A maior dificuldade dessa dinastia dos Warriors é quando enfrenta cães selvagens do outro lado. Foi assim na série de 2015 contra o Memphis Grizzlies, com Tony Allen do outro lado. Foi assim ano passado e neste com Chris Paul, PJ Tucker e a marcação que troca a todo momento dos Rockets. Foi assim até com os Clippers de Patrick Beverley.

Os Blazers não são assim. Até poderia existir uma alternativa, mas você não pode fazer todo o ataque passar por Enes Kanter para ele ter 35 pontos, como poderia ser com os Nuggets de Jokic.

O site The Ringer publicou um artigo sobre como Terry Stotts e seus Blazers sempre defenderam o pick n’ roll de uma forma e ela com certeza não funciona para os Warriors.

Não vou aqui complicar muito: quando o armador no pick n’roll pega na bola e o grandalhão vem para bloquear o pobre armador que está defendendo, os Blazers não fazem a troca.

Puxa ai da sua memória: quantas vezes na série passada, Stephen Curry se viu frente a frente com Clint Capela depois de uma troca dessas? Claro que não é o ideal, mas com um big rápido e de longa envergadura, um arremesso pode ser bloqueado. Você é mais forçado a ir para a cesta.

Já os Blazers não fazem a troca: eles deixam o armador tentar se virar e escapar do grandalhão do bloqueio e recuam o seu próprio big para a área pintada, para evitar a penetração. No caso, Enes Kanter não sai, ele fica e até recua. Lillard ou McCollum tem que se virar para recuperar o passo e contestar o arremesso do armador rival.

Isso aconteceu várias vezes no jogo um. Resultado: Stephen Curry teve 36 pontos, tentou 15 bolas de três e acertou 9.

Então a coisa que eu quero que você note, porque eu também estarei de olho, é que ajuste os Blazers vão fazer. A autora do artigo do The Ringer acha que o time visitante vai começar a trocar e veremos mais bigs tentando fechar os espaços do arremesso.

Eu realmente não sei, já que estamos falando de uma estratégia de Stotts de anos. Talvez ele implore para Lillard, McCollum, Seth Curry e quem mais entrar ficar esperto e brigar para não ser encaixotado por Andre Bogut, Kevon Looney ou quem for.

Como Marc Gasol se comportará no jogo 2?

Agora pego o avião e vou para o Leste. Novamente me autorreferindo, falei no podcast (ainda não está claro que você precisa ouvir, cacete?) que seria divertido ver o duelo de Brook Lopez a trinta metros da cesta contra Marc Gasol a 25 m.

No duelo dos bigs que sabem arremessar de três, o jogo 1 teve um claro vencedor. Você não sabe quem é?

 

Tudo bem que ele não começou arremessando tão bem e 4 de 11 não é um número curryesco, mas Brook Lopez tem 2,16 m, ainda deu 4 tocos e foi clutch. É o maior momento de sua carreira de 11 anos sem dúvidas.

Enquanto isso, Marc Gasol pode não estar muito longe de seu irmão Pau, que só vê a série e recebe os cheques dos Bucks.

Ele tem apenas 8,4 pontos e 6 rebotes de média em mais de 31 minutos de quadra por jogo destes playoffs. É muito pouco para alguém que eu depositei tanta esperança quando veio a troca. Sim, eu importo pô e meus sentimentos estão feridos.

Se Brook Lopez vai jogar tão longe da cesta e Marc Gasol está mal ofensivamente e perdeu um pouco de sua força defensiva, este jogo 2 é um divisor de águas. Ou ele apresenta algo, que nem precisa ser pontos, apesar dos Raptors além de Kawhi serem tenebrosos na produtividade e constância de pontuação, ou…

Serge Ibaka pode ganhar minutos na posição 5. É muito errado eu pensar isso?

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