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Favoritos, Warriors chegam motivados para a final da NBA

(Crédito: Instagram/reprodução)

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Quando Steve Kerr assumiu o comando do badalado Golden State Warriors muita gente torceu o nariz. A equipe montada por Mark Jackson tinha acabado de disputar uma grande final de conferência contra os Spurs, além de conviver com dezenas de problemas dentro do vestiário. Kerr, um dos novatos da temporada, chegou impondo um estilo muito diferente dos antecessores: o paizão.

Foi com a mentalidade de aproximar o elenco e explorar novas peças que o Golden State Warriors se tornou uma máquina de vitórias com um recorde de 67-15 e apenas duas derrotas em casa na temporada regular.

Nos playoffs, a equipe varreu os Pelicans de maneira sólida; superou a forte marcação dos Grizzlies e deu um show contra os Rockets e chega como favorita nas casas de apostas. Todo esse sucesso passa pela sólida campanha na temporada regular e pelo alto desempenho do MVP da temporada, Stephen Curry.

Além dos números absurdos (23.8 pontos, 7.7 assistências, dois roubos de bola e aproveitamento de 48% dos arremessos de quadra), o astro ganhou o respeito dos principais medalhões da liga. O alemão Dirk Nowitzki disse no All-Star game deste ano que o atleta que mais o chama atenção é o camisa 30 dos Warriors  “O que ele consegue fazer após o drible é impressionante. A velocidade com que ele quica a bola e sai para a definição é incrível e certamente ele será um dos maiores da história da NBA daqui a alguns anos”, declarou Dirk.

Além do MVP, Golden State está nas finais graças ao ótimo elenco montado nos últimos anos pela franquia. Além de Curry, Klay Thompson e seu arremesso preciso tem feito a diferença com média de 19.7 pontos. Na defesa, a dupla Draymond Green e Andrew Bogut tem se destacado na pressão sobre os adversários. Com uma ótima rotação do elenco que conta com nomes como Andre Iguodala, Leandrinho, Shaun Livingston e David Lee, o time não perde o ritmo sem as principais peças.

Soltinho em quadra, a equipe possui a melhor média de assistências por jogo na liga (27,1) além de possuir o melhor ataque (109,1 pontos/jogo e 54% nos arremessos). Se o ataque anda de bom com a vida, a defesa também vive grande momento, com um aproveitamento de 47% dos chutes dos rivais. Com uma margem de pontos feitos e sofridos em +9,8, a equipe se dá ao luxo descansar suas principais peças no último quarto – já que as partidas chegam definidas na fase final.

Com tantos dados favoráveis fica fácil entender o favoritismo da equipe de Oakland. A chance dos Warriors de decidir o confronto pode pesar pela vantagem do mando de quadra (quatro confrontos serão disputados no estado da Califórnia). Com apenas duas derrotas na temporada regular e uma nos playoffs, a torcida tem feito a diferença para os comandados de Steve Kerr. Mas o fator decisivo do confronto está na marcação, principalmente do garrafão.

Contra um LeBron James que vive um dos melhores momentos atacando a cesta, a equipe precisa criar algum mecanismo para parar o camisa 23 dos Cavaliers. Até agora, foram 26 pontos de médias nos playoffs, passando com facilidade sobre a marcação de Jymmy Butler, e Demarre Carroll. Green deve ser o nome escolhido por Kerr para tentar parar o ala adversário. Outra peça importante é Andre Iguodala, que liderando o banco de reservas pode atrapalhar a vida de James.

Retornando a uma final de NBA depois de 40 anos, a pressão sobre o jovem elenco é grande, mas os bons números e o alto rendimento do MVP colocam ainda mais tempero no confronto. Lembrando que Curry, o MVP, pode vencer pela primeira vez todos os outros membros do quinteto ideal da temporada (Anthony Davis, do Pelicans, na primeira rodada, Marc Gasol, do Grizzlies, na segunda, James Harden, do Rockets, na terceira e LeBron James, na final).

Mais do que vencer um campeonato, os Warriors tem a chance de colocar o nome no Hall da Fama da liga como um dos melhores elencos já montado pela franquia. Para que isso se concretize, quatro jogos separam a equipe da glória.

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